sexta-feira, 30 de setembro de 2016

AÇÕES POLÊMICAS E ABSURDAS DA LAVA JATO


A FIBRA DE UMA MULHER : JANDIRA FEGHALI


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O BOTOX ESTÁ DERRETENDO

Pensem  nisso enquanto eu  vos digo até amanhã.

SOBRE MÁSCARAS, SONHOS E VERDADES

"Todos os dias  eles tentam nos  dizer COMO  VIVER
o  que  sentir, quando decidir, onde sorrir.
Coma, não  coma, curta,  compartilhe,tecle,delete,agora curta esse  outro, tenha medo (muito  medo),você precisa  disso  para ser feliz,  corra, tenha isso e seja grande,  acesso ilimitado(enquanto  eu  te permitir), ignore  os outros, só você imposta, lindo, feio, esquisito, popular, alegre, triste,gordo,magro,rotule  porque eu  te rotulo,  veja, ouça,  leia, acesse,  consuma, consuma,consuma,consuma, consuma,consuma, consuma,
CONSUMA!
Eles, os velhos  vampiros  do  egoísmo,
querem  roubar  as  nossas conquistas.
Nos  tirar  a universidade  pública, o  Prouni,
o Fies, o  Ciência  Sem Fronteiras,
a liberdade,  a igualdade, a diferença.
Querem, a cima de  tudo,
que nunca  tenhamos
o  direito   de ir  além   e
VOAR.
Suas mentes
fechadas, seus falsos heróis  de bronze,
seus corações  de mármore  e seus  olhos opacos pensam,
veneram,  sentem
e veem  em todos
nós  um  rebanho
de cifrões,  combustível
para  as suas  guerras
e carne tenra  para
os  seus  vícios.
MAS O TEMPO DO  MEDO ACABOU
Já fizemos comédias  no cinema,
na tv  e na internet  com as suas  leis.
Não somos os filhos da revolução,
nós  somos a  revolução.
Revolução  digital,
comportamental,
profissional,
emocional,
social,
GLOBAL.
No asfalto,  no  campo, no  morro,
na praia,  no  centro, na  periferia,
no  condomínio,  no trabalho,
no  colégio,  na  faculdade,
nos corações, nas mentes, nas  vidas.
Não  somos  um,  somos  muitos.
Não somos  uma voz, somos  muitas.
Não  somos um gesto, somos  diversos.
Não  somos um pensamento,
somos  todos.
Não  somos  um, uma, nem  somos  o mesmo,  a mesma,.
x mesmx.
Queremos  fazer  os nossos próprios  caminhos,
com  nossos  erros e acertos.
Mas a  maior parte  de nós  têm   memória  para lembrar,
ouvidos    para  ouvir  e inteligência  para aprender.
Vivemos  para   o futuro,  mas  nascemos de  uma  história  em comum  e  nela  queremos  buscar sabedoria  para
CONHECER
ENTENDER
REINVENTAR
Vamos  semear e fazer germinar,
para colher
e distribuir  um  futuro melhor
para todos.
Tudo  isso  já  começou  e  sempre recomeçará.
Não  há um  fim  e nem haverá,  mas  um caminho
que passa  por  cada  um
de  nós e que sempre
passará,até  que  todos
possamos dançar  e  cantar
como  crianças  num  dia de chuva.
Nessa  busca, precisamos nos  tornar
mais humanos, mais justos  e mais felizes.
Nela, não haverá tempo  perdido,  se o tempo  for  feito  por nós.
Por isso, não  a tudo
oque prende as nossas  asas.
FORA TEMER e  as  pseudo-novidades  mascaradas,  com  suas falas mansas e seus sorrisos amarelos.
Viva  quem  faz, viva os  sonhos  e viva  quem  trabalha DE VERDADE!
Ao lado  deles, lutando  por justiça, lá  estaremos."

Pensem nisso  enquanto eu  vos  digo até amanhã.

EU E O IDOSO

A praça   é de  todos nós,  ela sempre   deixa   o compartilhar  dela para  que possamos  curtir  sua beleza,  sua  hospitalidade, e  nos  seus balanços,  brinquedos, soltar  nossas  asas, hoje  adulto  para  um  pouco  mais sermos  de novo  crianças.
O sol da manhã, o  céu azul, lindo  como uma  pintura  de  magia,  emoldurando a  natureza acompanhada por  pássaros, as borboletas  visitando suas  flores, dando  um  ar  de  beleza rara, nesse dia,  na  linda e saudosa  praça da Matriz.
E  eu  com  o  meu  chimarrão sorvendo  o  líquido  verde, junto  aos meus pensamentos  de antanho ,  a minha saudade dormida  e  vi  naquele homem de  aparência  triste,  pequeno,  magro, com  um olhar  ao longe  sentado  no  banco  da praça  e  eu  não  pude  me  conter ,  tive  necessidade  de  chegar até ele,  pra prosear, pra  dentro de mim,  também, não  me sentir  tão  só.
Pois  não  sei   porque, estivemos  bem  a  vontade, parecíamos  que  nos conhecíamos de muitos  invernos.
O passar dos nossos  anos  em  nossos  lombos   de tantas  caminhadas, ,  nos  trazem   marcas  do tempo  que  passou  e  se  viveu.
E , eu tenho  certeza que ele sentado  ali, naquele  banco amigo, já  esfolado  do  tempo, com  certeza, já  deve ter  presenciado   muitas  histórias, histórias  de vida, de amor,  saudade, de todo  o  tipo   que cada um carrega   no  seu  coração,  sei  que  o  banco  de uma praça é  também  um  bom  conselheiro   daquelas  horas, que precisamos  falar,  desabafar, chorar.
Com a  cuia  na  mão,  me aproximei   daquele   homem que o tempo,  o  deixou  frágil, mas  no  tempo  que  nós conversamos, falamos  de tudo, família, filhos,  netos, amores, da  namorada  que foi embora, de amores  mau resolvidos, dos amores  que estão  batendo  no  coração.
Conversamos,  dizia  a  ele   que aquela  praça  era  um  pedaço  meu ,  que ali  meus passos, meus sonhos, minha vida, percorreram  em  tempos passados.
Eu estava  ali   curtindo   uma  saudade  que  meus  olhos  como  que um  retrovisor  me mostravam  a cada  canto  que  eu  olhava daquele  lugar  tão  especial.
A  natureza, as árvores  floridas, pombos, pássaros, mães com  seus  pequenos , homens e mulheres  ali, comungando aos  seus modos  , os  seus momentos,  compartilhando   e partilhando   seus  sonhos, lembranças, quimeras  de ontem  e  de hoje, que  cada um de  nós  carregamos  em  nosso coração.
Esse  encontro  me fez  revitalizar, cada  momento  meu,  e  a  certeza  que nossa vida   é a soma de  nossas  experiências,  daquilo  que vivemos, amamos,  sofremos,  choramos, sorrimos, nossas saudades,  a  saudade  de  cada um, a vida  de  cada um,  nossos amores,  e  desamores  que  também  estão  em  nossos  corações.
A  nossa vida sim  é, a  soma daquilo   que vivemos com  o  coração., pois,   uma vida  sem coração é como  um sol  sem calor, , é como  uma  lua  sem  clarão, uma  estrela sem  brilho.
Eu  me vi  naquele senhor,  talvez pensando   lá adiante  pois,   nós  nunca  imaginamos  o que   a vida  nos  reserva,  o  ciclo  vital  da vida é nascer, viver  e morrer.
O que  me chamou atenção quando  conversávamos   foi  o que ele me disse,  com a  voz embargada: " tenho  86  anos, e não gosto   que me chamem de idoso".
Perguntei  a ele o  porque  e  ele  me disse; " eu  fico  triste"
Fiz,  um contraponto  a  ele, porque senti na  sua  voz, uma  tristeza, como  que  não  aceitando, o  passar dos  anos.
Disse a ele: "somos   a todo  o  momento  em  nossas  vidas  rotulados  disso  e  daquilo  mas o que importa  é a vida  digna  que se  vive, e o  legado  melhor possível aos  nossos  que ficam"  e  ele me  respondeu,  " é verdade  amigo ".
Falamos  por um  bom tempo e  aquele  bate-papo  amigo,    foi   bom  demais, gratificante, unir  sentimentos ,  sensibilidades, nos  fortalece, nos engrandece e  nos aprimoramos  como  seres   humanos  com  todo  esse  enriquecimento  humano, é gostoso  demais.
Ao  nos  darmos um até breve, saí com a sensação   que o  ser  humano  tem  sua  força  alicerçada  no  seu  coração  e  só  o  bem  querer que existe    em cada um  de nós,  é o  que   nos faz acreditar   num  mundo  melhor  e na vida.
E eu,  por  ser um sonhador, eu  acredito.

Pensem  nisso  enquanto eu  vos  digo  até amanhã.

sábado, 24 de setembro de 2016

O CHEIRO DOS POBRES

O cheiro dos pobres e o sinal dos tempos


"Quando disse que quase vomitou com o cheiro de um pobre que tentou ajudar colocando-o em seu carro, o candidato a prefeito de Curitiba pelo PMN, Rafael Greca, apenas disse em voz alta o que muitos sentem, mas não dizem neste Brasil esquisito que está surgindo.
- Eu nunca cuidei dos pobres. Eu não sou São Francisco de Assis. Até porque a primeira vez que eu tentei carregar um pobre no meu carro eu vomitei por causa do cheiro – disse Greca num debate. Depois, alegou que a frase foi descontextualizada.
De fato, como disse em artigo sobre esta confissão insólita o jornalista José Carlos de Assis, nunca pensamos que Justo Veríssimo, o personagem politicamente incorreto de Chico Anísio, iria nos aparecer um dia na pelo de um candidato real. “Detesto pobre. Pobre tem que morrer”, dizia Justo Veríssimo lá pelos anos 80. Ele era a síntese do politicamente incorreto porque o Brasil era outro. Havia saído da ditadura e tentava ser um país melhor. Uma nova Constituição lançara as bases de um Estado de bem-estar social. Longe de fortalecer preconceitos, pelo contrário, os absurdos ditos por Justo Veríssimo fortaleciam a rejeição ao elitismo e estimulavam o sentimento construtivo da fraternidade.
Uma parte dos brasileiros começou a externar sua ojeriza aos pobres justamente quando um presidente, agora também perseguido, implantou as mais aguerridas políticas de combate à pobreza que o pais já teve. E aí começaram as lamúrias da classe média conservadora contra os pobres. Ganhavam Bolsa Família e não queriam mais trabalhar. Ascendiam socialmente e entupiam os aeroportos, entrando esmolambados e de chinelas nos aviões, sentando-se na poltrona errada. Com o Pro-Uni, deram para ingressar em faculdades privadas. Com as cotas, os pobres e negros, pois uma coisa anda junto com a outra, passaram a disputar com favorecimento vagas nos concursos e nos vestibulares. Deram para frequentar os shoppings, e com esta invasão de produtos chineses, para desfilar com falsas bolsas da Chanel e da Louis Vitton. Com a isenção do IPI, compraram seus carrinhos e contribuíram para infernizar o trânsito. Ah, estes pobres metidos a besta. E estas domésticos, exigindo jornada de oito horas e FGTS  regulamentados pela Dilma...  
O que Greca verbalizou foi este sentimento coletivo difuso contra os pobres, que deixou de ser politicamente incorreto.
Agora, tudo está voltando ao normal, devem dizer aliviados para seus próprios botões. O desemprego colocou muitos pobres em seu devido lugar. A recessão levou de volta para as casas das famílias muitas domésticas que haviam conseguido emprego no comércio, na indústria e na construção civil. Estes programas sociais, mais dia, menos da, vão ser restringidos na era da austeridade fiscal.
O que Greca disse – que preferiu transferir para a Igreja Católica a gestão de um abrigo social – está sendo dito com eufemismos pelos novos donos do poder político: O Estado tem que ser mínimo e deixar que estes problemas sejam resolvidos pelo mercado. No máximo, pelas Igrejas, as Ongs e outras organizações que gostam de pobres e não vomitam ao sentir o cheiro deles."

Pensem nisso enquanto  eu  vos digo até amanhã.

NÃO TENHAMOS MEDO DE AMAR

"É preciso te falar das minhas noites De angústias e dor Só o tempo é quem vai dizer Quem vai perder no jogo do amor Eu não quero mais ...