Muitos de nós com certeza já passamos por situações muitas vezes constrangedoras, quando de uma consulta médica por exemplo, o médico da
o valor e pergunta se quer com recibo ou sem recibo, no caso sempre há uma diferença.
Agora para um controle melhor e mais adequado para o
sistema do imposto de renda para evitar-se essas sonegações essa medida entrará em vigor.
Muito hoje falamos de corrupção mas essa atitude de não
exigirmos recibos, ou com recibo ou sem recibo, uma consulta médica tem valor diferente não
deixa de ser um ato corrupto e faz muito mal para toda a sociedade.
Diante disso, todos os profissionais liberais brasileiros com
certeza deverão estar dentro das novas normas da Receita Federal.
PROFISSIONAIS LIBERAIS TERÃO DE IDENTIFICAR CPF DE CLIENTES A PARTIR DE 2015
A novidade vale para médicos, dentistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, advogados, psicólogos e psicanalistas que usarão o Carnê-Leão em 2015 para comprovar renda na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física em 2016
22 DE DEZEMBRO DE 2014 ÀS 19:18
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
A partir de 1º de janeiro, os profissionais liberais terão de informar à Receita Federal o CPF dos titulares para os quais prestaram serviços. A medida consta da Instrução Normativa 1.531, publicada hoje (22) no Diário Oficial da União.
A novidade vale para médicos, dentistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, advogados, psicólogos e psicanalistas que usarão o Carnê-Leão em 2015 para comprovar renda na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física em 2016. Por meio de um programa de computador, os profissionais liberais exportam os dados do Carnê-Leão para a declaração de rendimentos.
Segundo a Receita Federal, o preenchimento obrigatório do CPF dos clientes pretende evitar a retenção na malha fina de milhares de declarantes que preenchem a declaração do Imposto de Renda corretamente. Em casos que envolvem pagamento de altos valores, alguns clientes eram obrigados a apresentar documentos comprobatórios ao Fisco.
Com a medida, os profissionais liberais passarão a ter o mesmo tratamento que pessoas jurídicas da área de saúde. Atualmente, as empresas de saúde são obrigadas a apresentar o CPF dos clientes na Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Demed).
Muitos podem achar essa norma antipática, mas acredito que o certo é cada um dentro de sua atividade ter responsabilidade, fez o trabalho, emite recibo, e recebe honestamente o seu labor.
Estamos a algumas horas da data magna da humanidade, é o
natal, então é natal? será?
O que é o natal? algo mudou? sempre foi assim? quem mudou? O homem ? A humanidade em geral? Os costumes? Então é natal? Será?
Lembro de natais passados tinha uma conotação bem e
toda diferente desses natais de hoje, era uma realidade que podíamos dizer, tinha outros valores
e valores de família, amizades, tinha o significado total da data que nada mais é que celebrar o
nascimento da vida, do amor, do filho do homem, celebrar novos tempos.
Ficávamos aguardando uma lembrancinha seja ela qual fosse
faria a gente com o sorriso aberto na cara, a gente já dormia, esperando que pela chaminé o bom
velhinho descesse e colocasse o brinquedo ao lado da árvore de natal.
Então é natal? Será? O mundo mudou, as relações mudaram, os seres humanos não tem mais tempo, para parar e pensar, sobre o que é natal, pois achamos
que natal é dar um presente qualquer para uma criança, mas então é natal? será?
As famílias não tem mais tempo de se visitarem, de outros
encontros pois a vida corre muito como dizem e falta tempo.
Falta tempo, pro abraço,falta tempo pro amor, falta tempo
de conversar, falta tempo de compartilhar aquilo que vem do coração, espraiarmos para todos os
lados.
Falta sim tempo, ou não queremos esse tempo? Natal, é uma
data que traz magia ao coração dos homens, homens hoje mais embrutecidos nos seus dia a dia
mas que lá no fundo quando ouve o sino badalar parece que o coração lembra que é dia do
bom velhinho chegar.
Então é natal? Será? O natal está dentro da gente, dentro do nosso coração e nele adultos ainda também queremos um papai noel que chegue com o seu
saco de presentes.
Um natal do coração, um natal do amor, um natal de muita
sensibilidade, um natal da partilha aos que muito tem aos muitos que precisam, um natal pintado
de solidariedade, um natal com a chama do bem querer entre as pessoas de todos os meios da
sociedade, sem distinção de religião, cor,sexo, um natal que possamos dizer, um natal de muito
amor entre todos os guris e gurias, desse mundão de Deus.
Então é natal? Será?
Que o abraço, o sorriso, a lágrima que derramarmos nessas
festas sejam lágrimas de reflexão de nossas vidas, enquanto seres humanos, que em cada coração
brote apenas sentimentos bons, sentimentos que cada um tem pra dar.
É O PRÉ-SAL, A DILMA E O LULA, ESTÚPIDO! O INSTITUTO MILLENIUM TAMBÉM...
DAVIS SENA FILHO
O editorial do Globo apenas serve para satisfazer os egos e desejos das aves de rapina, a exemplo de BP, Chevron, Shell e Exxon. As irmãs siamesas, que há mais de um século exploram as reservas dos países petrolíferos, a custo de miséria e violência
Todo mundo sabe, até mesmo os recém-nascidos, os mortos, os acordados de um coma profundo e os extraterrestres que o sistema de mídias privado e de direita, controlado por meia dúzia de famílias chefiadas por magnatas bilionários de imprensa se transformou em um partido político não oficial e de caráter conservador, entreguista e golpista.
Todo mundo sabe, menos os coxinhas de classe média de direita, além de certas celebridades, como o ex-roqueiro Lobão, e gente intelectualmente pouco honesta, a exemplo de Olavo de Carvalho, Demétrio Magnoli e Marco Antônio Villa, “ases” do reacionarismo tupiniquim aboletados no Instituto Millenium, parecem não saber que este movimento dos grandes trustes internacionais de petróleo contra a Petrobras, a ter como porta-vozes a imprensa de negócios privados, que atuam e agem no Brasil é na verdade uma estratégia organizada e engendrada para desmoralizar a histórica estatal brasileira e desconstruir a imagem do Governo Trabalhista, a ter como seus líderes a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, ambos petistas.
Se qualquer pessoa quiser saber onde começa o golpe de estado de caráter jurídico e midiático no Brasil, basta levantar seus olhos para o Instituto Millenium, além de clubes e associações empresariais urbanas e rurais, que, inconformados com a derrota eleitoral para o PT, ainda não desceram dos palanques e fazem uma oposição feroz, seletiva, histérica, manipulada e, evidentemente, de essência golpista, porque apostam em impeachment de uma presidente recentemente eleita, bem como em golpe militar, que, de forma cínica e hipócrita, chamam de “intervenção” militar.
Trata-se do Instituto Millenium, um misto de Escola Superior de Guerra (ESG) com o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes) e o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad), entidades que no passado conspiraram e fomentaram o golpe militar de 1964, com o apoio financeiro e ideológico da CIA norte-americana, a ter à frente golpistas poderosos e influentes como o presidente Castelo Branco, o general Golbery do Couto e Silva, o banqueiro Magalhães Pinto e os empresários Ivan Hasslocher, Glycon de Paiva, Gilbert Huber Júnior e Paulo Ayres Filho, dentre muitos outros, a exemplo das famílias midiáticas dos Marinho, dos Frias, dos Mesquita e dos Civita.
Neste momento, a política brasileira passa por um processo de achincalhe, linchamento moral e propaganda sistemática e perniciosa contra o Governo Trabalhista se repete, porque volta aos tempos do pré-golpe de 1964, com o envolvimento de certa banda da Polícia Federal, que se mostra insubordinada, porque à direita do espectro ideológico, bem como resolveu fazer política, ao ponto de delegados da PF do Paraná fazerem política contra o Governo do PT nas eleições presidenciais, além de atacá-lo frontalmente, inclusive a ofender o ex-presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff.
Paralelamente às ações de delegados partidários e pró-tucanos, o Governo petista se vê obrigado a lidar com outra frente oposicionista e que controla o Judiciário e o Ministério Público Federal. Juízes de altas cortes e promotores passaram a vazar investigações da PF para a imprensa de mercado, sendo que as informações geralmente tratavam quase sempre de pessoas ligadas ao Governo ou ao PT, de forma que se percebeu que tais vazamentos o são, sobretudo, seletivos, e, com efeito, tem a intenção de fazer com que o público pense que o PT é o inventor da corrupção no Brasil, e que o PSDB e seus áulicos são, na verdade, um monte de chapeuzinhos vermelhos ou rapunzeis, de olhares meigos e inocentes à espera de escaparem ilesas da bruxa e do lobo mau.
Porém, a Casa Grande governou o Brasil durante séculos, e, evidentemente, a corrupção nunca foi combatida, porque a direita é patrimonialista, elitista, violenta e, obviamente, sectária, pois partidária de um País que sirva a poucos e que os muitos somente tenham o papel de serem explorados por intermédio da força de trabalho, se possível, mal pagos e sem oportunidade de qualificação e ascensão social. Ponto.
Chega a ser surreal as realidades distorcidas pela imprensa alienígena e meramente comercial. Quanto mais o Governo investiga a corrupção perpetrada por quadrilhas de criminosos, por intermédio da Polícia Federal, subordinada ao Ministério da Justiça, mais a imprensa corporativa dá conotações mequetrefes e malfazejas, de forma que os consumidores desse segmento da economia, incrivelmente desregulamentado neste País, acreditem em matérias porcamente apuradas e sabidamente manipuladas e distorcidas, a fim de propiciarem um efeito negativo às ações do Governo petista, mesmo quando se torna evidente que o combate à corrupção no Brasil nunca foi tão levado a sério, tal qual como apregoou a candidata Dilma Rousseff quando disse que não deixaria pedra sobre pedra, nos debates contra o tucano derrotado, Aécio Neves, bem como no discurso da vitória.
Contudo, percebe-se claramente que o golpismo tucano-midiático não se restringe ao inconformismo e ao ódio por causa das quatro vitórias eleitorais do PT, em campanhas presidenciais. Não. Enganam-se os inocentes úteis e os replicadores do golpe, que não aceitam a distribuição de renda e riqueza, a ascensão social dos pobres, além da diminuição das diferenças regionais. O que está em jogo, mesmo e para valer, não é mais o terceiro turno, como queria o PSDB na voz irada de Aécio Neves, a ser repercutida no Senado e na imprensa empresarial e familiar subordinada aos interesses dos capitalistas dos Estados Unidos, União Europeia e Japão.
Não mesmo. A aprovação das contas da campanha eleitoral de Dilma e do PT se tornou a pá de cal que cobriu os interesses golpistas da Casa Grande, herdeira legítima da escravidão. A resumir: é o Pré-Sal, a Dilma e o Lula, estúpido! O Instituto Millenium também. O Globo, o Millenium e as alcateias que os acompanham já disseminaram editoriais entreguistas que apregoam o fim do modelo de partilha para o Pré-Sal ao defenderem a implementação do modelo de concessão, tão prejudicial aos interesses do povo brasileiro, como ficou comprovado por meio da venda de ações da Petrobras, em Nova Iorque, pelo Governo de FHC — o Neoliberal I —, o grão-tucano, o maior lesa-pátria da história, que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes.
É exatamente que a Casa Grande quer: entregar as nossas riquezas e continuar a reboque dos colonialistas e imperialistas como sempre fizeram, sem o mínimo de vergonha na cara, durante séculos. A burguesia e seu apêndice — a pequena burguesia (coxinhas de classe média) — querem determinar a agenda política e econômica do Governo Trabalhista, que foi eleito quatro vezes para dar continuidade aos seus programas de governo e projeto de País.
A Petrobras está a sangrar, mas não vai falir, até porque está a bater recordes de lucros em todas suas áreas, apesar da depredação dos ladrões, que estão a roubá-la desde o fim dos anos 1970, quando esses diretores ingressaram, por meio de concurso, na empresa brasileira mais emblemática, simbólica e que representa o orgulho brasileiro, bem como sua luta por sua independência e emancipação. A Petrobras foi recuperada pelo Governo do PT, e vai ficar muito mais forte com o combate à corrupção que ora está a acontecer, com determinação e coragem.
Além disso, sabemos também que a direita brasileira, uma das mais poderosas e cruéis do mundo, luta contra a política internacional dos governantes petistas, que abriram novas portas para efetivar relações comerciais, a realizar novas parcerias, assinar acordos e contratos e concretizar a criação de blocos poderosos, a exemplo do Brics, do Mercosul, da Unasul, bem como fortalecer as relações Sul-Sul, em termos hemisféricos. O Pré-Sal é nosso, estúpido!
Não adianta O Globo e seus congêneres tentar derrubar a mandatária reeleita pelo povo brasileiro. Seu editorial apenas serve para satisfazer os egos e desejos das aves de rapina, a exemplo de BP, Chevron, Shell e Exxon. As irmãs siamesas, que há mais de um século exploram as reservas dos países petrolíferos, a custo de miséria, violência, guerras, mortes e golpes de estado, com a aquiescência e a cumplicidade de elites escravocratas, como as brasileiras. O Pré-Sal é que está em jogo, estúpido, e não a corrupção na Petrobras, que está a ser severamente combatida pelo Governo Dilma Rousseff, além da desconstrução da imagem de Lula, que pode concorrer às eleições presidenciais de 2018. É isso aí.
Ao preparar o coração e a árvore de Natal para o fim de ano, penso como 2014 foi difícil. Foram fortes emoções desde a Copa do Mundo até as Eleições para Presidente, entremeadas por intermináveis notícias de violência urbana e escândalos políticos. Abro minha caixa com as peças da miniatura de pinheiro e coloco uma seleção de músicas para tocar. Então é Natal. E o que fizemos até agora?
Outro ano se foi e o novo vai começar; mas a guerra, na verdade, não terminou. Continuamos assistindo ao terror gratuito na televisão. A dignidade nos escorre pelo ralo toda vez que a corrupção ri da nossa cara. Enquanto que tudo que eu queria é desejar um Natal alegre e feliz Ano Novo dizendo que a guerra já acabou.
Distribuo as bolas pelos galhos e relembro quando observava minha mãe montar a nossa árvore natalina. Ouvindo “Yesterday”, sinto como ontem os problemas pareciam tão distantes e agora eles vieram para ficar. O amor era um jogo bem mais fácil de jogar. Hoje precisamos de um lugar para nos esconder. Então olho a imagem refletida na bola de Natal e sei onde está a jogadora.
Pego outro enfeite e deixo estar, deve haver uma resposta. As perguntas que me afligem de solidão e insegurança pelo futuro do país também trazem “Let it be” das partituras da minha saudade, do dia que subi no palco em dia de audição do conservatório e toquei essa música no piano. Rio ao relembrar a emoção dos meus pais ao serem surpreendidos por uma menina.
Aqueles garotos de Liverpool sempre reuniram a minha família, seja no dia a dia, em festas ou almoços de domingo. O primeiro show do Paul McCartney que fomos juntos foi quando ele veio pela segunda vez ao Brasil; meu irmão, também adolescente, e eu fomos levados com nossos pais por uma excursão cheia de adultos fanáticos e felizes. Naquela época, sentia que meu coração era um livro aberto, eu costumava sonhar em deixar viver. Mas esse mundo de constantes mudanças no qual vivemos faz você se entregar e chorar e gritar “Live and let die!”.
E o que você pensaria se eu cantasse desafinado? Me empresta os seus ouvidos que mostrarei uma canção para você. Olha aí o Ringo Starr “Whith a little help from my friends”! O mundo está girando mesmo com todo erro que precisamos aprender. George Harrison me acorda “Still my guitar gently weeps”.
Quando essa noite chegar e o mundo escurecer e a lua for nossa única luz lá fora, não terei medo. Você ficou aqui comigo. Nem que o céu caia ou as montanhas desabem para o mar, hoje não irei chorar, não derramarei uma lágrima. Você está aqui cantando “Stand by me”. Hoje seremos pássaros pretos na calada da noite: “You were only waiting for this moment to be free”.
Porque pegamos uma canção triste e a melhoramos para deixar algo difícil chegar ao coração. O pinheiro está pronto. É Natal e o que fizemos de melhor até agora foi o amor. Esse sentimento que se transforma em compaixão, solidariedade e alegria quando é plantado e distribuído por aí. E não é só por causa dessa época que deveríamos cultivar essa árvore. Ela precisa frutificar o ano inteiro, suas bolas natalinas têm que brilhar para sempre.
Para isso, vamos fazer esses jogos mentais juntos, em busca da paz e com fé no futuro, plantando sementes e espalhando o amor. A guerra lá fora nunca deixará de existir, mas podemos fazer nossa guerrilha mental se multiplicar. Amor é a resposta e você sabe disso, com certeza, mas não custa repetir: “Love…I want you to make love, not war!”
Podem dizer que sou uma sonhadora, mas não sou a única. John Lennon nos ensinou a ter esperança: o pisca-pisca acende enquanto toca “Imagine”.
Uma mulher de muita fibra, que lutou pela democracia brasileira nos anos de chumbo, a Presidenta da República, Dilma Roussef, está de aniversário.
Ela, a primeira mulher presidenta brasileira e a primeira também mulher reeleita para mais um mandato presidencial de 4 anos, está de aniversário, nossos votos
de um feliz aniversário senhora Presidenta, que sua garra e determinação seja a luta continuada
que sempre teve pelo bem do Brasil.
O País, passa por problemas pós eleição presidencial, onde a
oposição ainda não se apercebeu que a mesma perdeu, e que quem perde no mínimo tem que
ser responsável numa democracia mas infelizmente, não ocorre isso com a oposição ao governo Dilma.
O Brasil precisa ser forte para vencer os obstáculos políticos e
os econômicos e com certeza Dilma, terá esse papel de levar o País ao rumo do desenvolvimento.
Como é possível ensinar as lições mais primárias, se não damos o exemplo; se não estabelecemos, para nós mesmos, os parâmetros e regras basilares de civilidade e humanidade; da ética?
Diante da insurreição inesperada de bestiais criaturas que se alevantaram das sombras, recorro à chamada "técnica do espelho", para assim mostrar a esses pobres subcidadãos a sua própria face dantesca. Faço-o, de bom grado e com boa intenção. Faço-o com o intuito, provavelmente vão. Não o de devolver-lhes o devido troco, com a mesma moeda podre corrente à qual já estão habituados em suas promíscuas relações de troca, mas, talvez, com a pretensão de lhes ensinar uma singela lição.
Utilizo-me aqui, nessa tribuna, com perdão e licença dos meus leitores habituais, aparentemente da mesma linguagem chula e grosseira proferidas por parte desprezível da nossa elite conservadora/rastaquera contra a presidente da República, no afã de que estes últimos se deem conta de quão rudes, inconsequentes e infames são em suas livres, impensadas e "espontâneas" manifestações.
Decerto – não me faço de purista ou puritano – trata-se de linguagem comum/usual nos estádios de futebol, nas torcidas organizadas, e nas querelas entre malandros e moleques boca-suja, nos já longínquos becos e baldios terrenos da nossa infância. Mas que hoje é também utilizada e entoada, repetidas vezes, em protestos e passeatas na Paulista, na cidade de São Paulo [sempre SP...], por "multidões" que chegam a reunir de um a cinco milheiros de "indignados" seletivos, seletos, boquirrotos. Como a população do País está em torno de 203 milhões de habitantes, com cerca de 142 milhões de eleitores aptos a votar, um, dois, cinco ou dez milheiros, convenhamos, não é lá muito representativo ou significativo desse universo. Mas...
Se eles desrespeitaram a instituição da Presidência, ou violentam o Estado Democrático de Direito, quando clamam por uma intervenção militar no País, eu, por outro lado, apesar do receio justificado de faltar com o respeito aos meus leitores, acho-me também no direito de utilizar dos mesmos impropérios e/ou linguagem infamante. Mas espero algum dia também ser perdoado, pois entendo ser por "uma boa causa": a de educar os "bárbaros", os intolerantes, os golpistas e demais "criaturas bestiais" por aí à solta em sua fúria insana.
Sim, porque é preciso que nos eduquemos todos; que aprendamos a controlar e calar os nossos instintos mais primevos; que aprendamos a respeitar as instituições, para além das lições de Educação Moral e Cívica [a famigerada EMC] que nos foram impostas por uma ditadura, amoral como são todas as ditaduras – e que aprendamos a respeitar não somente a Presidência da República, mas todas as instituições. Todas elas. É preciso dar o exemplo. Respeitar as leis; respeitar ao outro em sua dignidade e individualidade; fortalecer a legalidade e a legitimidade.
Eduquemo-nos todos! E não só as chamadas elites, mal educadas, que não medem a consequência dos seus atos. Todos nós.
Se não respeitamos a legalidade e ao outro, em sua humanidade autoridade, dignidade e singularidade, e não nos damos ao respeito, como esperar, por exemplo, que um jovem respeite os seus pais em casa ou os professores nas salas de aula?
Como esperar que um jovem, seja preto e carente morador da periferia ou quase branco ou quase preto, ou mesmo um filhinho de papai morador dos bairros mais "elegantes" e privilegiados das grandes cidades, tenha a exata noção de limites e parâmetros do que é certo e errado; do que é legal e ilegal; do que pode e do que não pode; do que é digno e do que é indigno?
Diante de tanto mau exemplo, como cobrar do outro a virtude?
Diante de tanta, tamanha e disseminada corrupção e desrespeito para com a coisa pública, e para com os homens públicos e as autoridades (confundindo e misturando, propositadamente, os bons e os maus), pois, sabemos, alguns desses homens públicos e autoridades de fato também não se dão ao respeito, como esperar que um jovem saiba e que tenha assimilado como um princípio fundamental, que a motocicleta "da hora", o carrão do bacana ou o sapato de marca custam dinheiro e que dinheiro custa ganhar; que as coisas são conquistadas mediante muito trabalho, esforço e mérito próprio?
Insisto: como é possível ensinar as lições mais primárias, se não damos o exemplo; se não estabelecemos, para nós mesmos, os parâmetros e regras basilares de civilidade e humanidade; da ética?
Que moral nós temos?
É preciso que nos unamos em torno de uma nova moral: universal, humanista, solidária; voltada para o bem comum e o respeito ao próximo.
Por isso esse meu brado aqui, antes que vire moda, antes que esse lema seja estampado em camisetas utilizadas em passeatas (ou em suas trincheiras no dia a dia) pelo pessoal dos sindicatos, dos movimentos sociais; pelos estudantes, pelos jovens das mais diversas tribos e demais "heróis da resistência".
Por isso, esse meu brado retumbante:
- Ei, golpistas, vão tomar vergonha na cara!
Mais respeito à presidente da República, às mulheres em geral, à democracia e à Constituição!
Em 2011, após enfrentar uma onda de greves e protestos contrários às medidas de austeridade impostas pela União Europeia, o governo da Grécia resolveu convocar uma consulta popular, através da qual a população decidiria pela adesão – ou não – ao plano de resgate acertado com o Banco Central Europeu (BCE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Comissão Europeia.
Após o anúncio, pelo governo de Georgos Papandreou, da proposta de consulta, o mercado financeiro rugiu, os presidentes de França e Alemanha ameaçaram, a mídia europeia condenou veementemente e a Grécia voltou atrás, anulando o referendo e retirando de seus cidadãos o direito à definição de seus destinos. Encurralado e sem apoio parlamentar, Papandreou renunciou ao cargo.
Já em 2012, Fernando Lugo, presidente democraticamente eleito pela população do Paraguai, foi deposto num processo que teve início numa quinta-feira e foi concluído – em tempo recorde – na sexta-feira da mesma semana. Um caso digno de registro no Guinness. Os demais países que compõem a Unasul condenaram o golpe, em comunicado oficial, na fatídica tarde de 22 de junho de 2012. Em vão.
Uma combinação de perda de apoio no Congresso, ativismo político do Judiciário, disposição golpista de partidos de oposição e cerco midiático gerou o ambiente para a destituição de Lugo e o resto, como sabemos, é história.
Assim, tanto na Grécia, quanto no Paraguai, foi possível – através de uma sofisticada articulação política entre mídia, sistema financeiro, governos e partidos conservadores – derrotar a soberania de nações independentes e impor a agenda de uma minoria. São casos recentes, em ambos houve alguma indignação, mas a humanidade logo seguiu seu rumo e a vida voltou ao normal.
Esse é um novo tipo de golpe sobre a democracia. A fórmula pode variar, mas a essência é a mesma: governos que adotem medidas contrárias aos interesses do capital financeiro – por mais tímidas que sejam – estão sujeitos a pressões de toda ordem e, em casos extremos, pode lhes custar o mandato.
São golpes dentro da democracia, por isso sequer entram para os livros de história com esse nefasto nome. Mas o são na medida em que os interesses de uma minoria ínfima da sociedade se impõem ao seu conjunto, bloqueando ou mesmo interrompendo a institucionalidade democrática em nome dos mesmos.
Claro que são casos distintos, repletos de singularidades. Porém, é evidente que a agenda do atendimento irrestrito às exigências de austeridade e respeito aos mercados conta com uma rede potente, em diversos países, que envolve mídia, especuladores, partidos políticos, intelectuais domesticados e setores do judiciário.
Creio que seja o caso de nos perguntarmos se a fórmula pode, ou não, se reproduzir no Brasil, evitando exageros e sem nos perdermos em teorias conspiratórias, que mais paralisam do que contribuem para a ação crítica.
A estratégia da direita brasileira – serviçal do capital financeiro e orientada politicamente pelos grandes monopólios de mídia – é promover um verdadeiro cerco ao governo Dilma. O que pretendem é retirar, ao máximo, a legitimidade da vitória eleitoral da atual presidenta, fazer com que o governo se arraste por quatro anos e desmoralizar o PT e demais partidos do campo popular.
Desde o final do segundo turno, a grande mídia e os partidos identificados com a agenda neoliberal tem deixado claro que só apoiarão medidas que correspondam à pauta dos bancos. De resto, será oposição sistemática, com direito à convocação de ato com inclinação golpista pelo próprio candidato derrotado, Aécio Neves.
Não me parece que a direita brasileira tenha – pelo menos até aqui – força social e política suficiente para derrubar Dilma. Mas fica cada vez mais evidente que essa saída faz, sim, parte da agenda de setores da oposição. E o PSDB flerta, abertamente, com o golpismo, ainda que esteja, aparentemente, dividido.
O atual momento político é complexo demais para soluções simplistas. Não me parece haver qualquer tipo de fórmula mágica no horizonte. Mas o PT e demais partidos de esquerda devem levar em consideração a dinâmica sinuosa do golpismo contemporâneo a fim de evitar o pior. A política no Brasil nunca foi terreno fértil para amadores.
(*) Secretário Geral do Governo do Rio Grande do Sul e Coordenador do Gabinete Digital. / VINICIUS WU Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.