Praticamente um ano após o golpe de 2016, cujo processo começou em 17 de abril, quando a Câmara dos Deputados acolheu o pedido de impeachment sem crime de responsabilidade, os homens que conspiraram contra a democracia brasileira estão na lama; Eduardo Cunha foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão, por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas; o senador Aécio Neves (PSDB-MG), político mais delatado na Lava Jato, é capa de Veja como beneficiário de propinas em Nova York pagas pela Odebrecht; Michel Temer, em quem 79% dos brasileiros não confiam, pode começar a ser cassado na próxima terça-feira; enquanto isso, não há uma única acusação de corrupção contra Dilma Rousseff, a presidente honesta que foi afastada para que uma quadrilha tomasse o poder e liquidasse com direitos sociais e trabalhistas
247 – Embora represente a maior tragédia moral e econômica da história do Brasil, o golpe de 2016 tem pelo menos um mérito: ele é pedagógico. Serve para demonstrar que estavam certos os que diziam que tudo não passava de uma conspiração de políticos corruptos contra uma presidente honesta.
Essa tragédia tem três grandes protagonistas: o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que não aceitou sua derrota eleitoral em 2014 e decidiu incendiar o País, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que acolheu um pedido de impeachment sem crime de responsabilidade, e Michel Temer, que dele se beneficiou.
O que aconteceu com esses três personagens, praticamente um ano depois da tragédia, iniciada em 17 de abril de 2016, numa "assembleia de bandidos presidida por um bandido"?
Eduardo Cunha, na semana passada, foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão, por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, apenas em um de seus processos.
Aécio, que se aliou a Cunha em 2015 para sabotar o Brasil com suas pautas-bomba, conseguiu finalmente perder a blindagem da mídia. Neste fim de semana, foi capa de Veja, depois de ser citado em mais de dez delações na Lava Jato. Aécio é acusado de receber propinas da Odebrecht numa conta no exterior e é alvo de seis dos 83 inquéritos pedidos pelo procurador-geral Rodrigo Janot (leia aqui).
Bom, resta ainda Michel Temer, cuja situação também não é das melhores. Nesta semana, uma pesquisa Ipsos apontou que 90% dos brasileiros avaliam que, com ele, o Brasil segue no rumo errado. Outro levantamento, CNI/Ibope, apontou que 79% dos brasileiros não confiam em Temer (saiba mais aqui).
Nesta terça-feira, o Tribunal Superior Eleitoral inicia o julgamento do processo que poderá cassá-lo. Se os ministros tiverem um mínimo de sintonia com a vontade popular, Temer sairá da presidência da República para a lata de lixo da História."
O povo minimamente esclarecido sabe que vai sofrer lá adiante as consequências desses atos.
A AMÉRICA DO SUL, está se tornando um barril de pólvora, e isso não é bom para os povos aqui da AMÉRICA LATINA.
Na democracia as regras devem ser obedecidas, e o resultado das urnas respeitados, aqui no BRASIL, não respeitaram, a vitória de DILMA ROUSSEFF, e deram um golpe, e o BRASIL vive uma verdadeira bomba relógio.
"FHC pegou o Brasil com uma dívida pública de 34% do PIB. Doou metade do patrimônio público sob a alcunha de “privatização”. Duplicou a dívida externa. Quebrou o país três vezes, precisando recorrer ao FMI. Entregou o país a Lula sem reservas e devendo 76% do PIB. Já a dívida líquida, que leva em conta os créditos (e não só os débitos) do governo e ele recebeu em 29,5%, deixou em 60,4% do PIB.
A imprensa diz que ele modernizou a economia.
O PT pegou o Brasil com a dívida pública em 76% do PIB, recapitalizou a Petrobrás a transformando na segunda maior petrolífera do mundo, não privatizou nada, “pagou” a dívida externa (sim, transformando-a em interna), e entregou, no último ano do primeiro mandato de Dilma, a dívida pública em 63% do PIB. Já o resultado mais importante sobre o endividamento do país, a dívida líquida, diminuiu a 34,9% do PIB.
A imprensa diz que a gastança do PT quebrou o país.
O déficit público de 2014 que motivou o desastre Levy e os jornais falando de “quebra” do país foi de somente 17 bilhões. Diminuir 0,5% os juros teria resolvido. O déficit dos golpistas só em fevereiro de 2017 foi de 26 bilhões.
A imprensa diz que Temer está consertando a economia.
Mesmo que você considere o último ano de mandato de Dilma, ainda assim o PT teria entregue a economia menos endividada do que recebeu do deus criado pela imprensa nacional, FHC. No final de 2015 a dívida estava em 73%.
Só que 2015 foi o ano de Cunha e Aécio vandalizando o país, em que o único ato de governo de Dilma foi nomear Levy para executar o programa que a oposição defendeu e a imprensa e a banca exigiam. Ela não governou e teve que enfrentar um congresso golpista criando despesas e proibindo aumentar receitas, destruindo as expectativas da economia de um lado enquanto a Lava-jato, de outro, só neste ano, afundava sozinha 2,5% do PIB.
Depois de um ano de governo temer fazendo tudo o que a mídia e a banca mandam, a dívida já passou, mesmo com a repatriação, os 76% de FHC (alcançados no final de 2016) e atingirá 81% este ano, no mínimo.
Temer é o maior desastre da história do Brasil, exatamente porque sua escola econômica é a Globo News.
Ninguém pode negar que esse desastre, no nível em que foi, começou em 2015 com o receituário suicida de austeridade combinado com os maiores juros do mundo de Levy, as pautas bombas do Congresso e a destruição da indústria nacional causada pela Lava Jato. Só completos ignorantes podem achar que foi a “roubalheira” em obras que quebrou o país, com um governo que não investe nem 4% do PIB.
A única roubalheira que quebra esse país há vinte e dois anos são as taxas de juros mais altas do mundo."
Professor da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Um País aonde não se respeita regras, as mínimas que sejam e a mais importante de todas, nossa CARTA MAGNA, não pode ao longo do tempo ir a lugar algum e também almejar coisas boas para seu povo.
O Brasil já viveu muitos conflitos, políticos, arranjos e desarranjos das elites para proveito de uma casta que sempre se apropriou de nossa riqueza.
O grande problema hoje, conjugado, com todos esses que vivemos, é que vivemos uma falta de moral total nas mais diversas camadas da sociedade, estamos podres, viciados, e as camadas mais desassistidas da sociedade é que sofre com isso.
Para aonde vamos ? Não sabemos e acredito que ninguém sabe.
Se MICHEL TEMER, tinha alguma história para contar após sair da política, e se gabar disso, ele sabe que o seu lugar já está cristalizado nas páginas, nos livros que irão contar sua história.
Ele foi um traidor, usurpador, golpista, e traiu o povo brasileiro, sendo um protagonista do golpe que tirou DILMA ROUSSEFF do poder, sua sede de poder foi tanta que ele não teve dúvida alguma em fazer parte desse golpe.
Não sei hoje o que passa dentro de seus neurônios confesso que eu gostaria de saber, será que ele está arrependido ?
Gostaria de saber, para poder dizer a todos vocês, mas com tudo isso só o BRASIL perdeu, o seu bravo povo, digo bravo povo, sim, porque temos em linhas gerais, um povo trabalhador, mas que também podemos dizer que ele povo, compactou sim, avalizou esse golpe, entrando no conto da carochinha, a tal ponte para o futuro.
Agora, ninguém arrisca nada, sabe de nada, pois arriscar é a gente queimar nossa língua, posso dizer apenas, que pena, que toda essa lambança foi feita, perdemos muito, muito mesmo.
O dado mais sintomático da pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta sexta-feira, é assustador: nada menos que 79% dos brasileiros não confiam em Michel Temer; o dado, no entanto, não chega a surpreender; Temer traiu a presidente eleita Dilma Rousseff, ao conspirar para derrubá-la; traiu os eleitores ao, no poder, adotar o programa do candidato derrotado Aécio Neves (PSDB-MG), que nomeou vários ministros em seu governo; traiu também todos os brasileiros, ao extinguir direitos trabalhistas e lançar uma proposta de reforma da Previdência que deixará milhões de pessoas sem nenhum tipo de proteção social; tudo isso já era previsível desde 17 de abril do ano passado, quando Temer mandou que sua assessoria distribuísse aos jornais a foto acima, em que ele aparece sorrindo, com aliados, no dia em que Eduardo Cunha conduziu a sessão que acolheu o pedido de impeachment contra Dilma; brasileiro não confia em quem trai compulsivamente
247 – "Em 17 de abril do ano passado, o então vice-presidente Michel Temer pediu que sua assessoria divulgasse uma imagem em que ele, sorrindo como uma criança, acompanhava a votação da sessão do impeachment na Câmara dos Deputados – aquela, conduzida por Eduardo Cunha e que entrou para a história como "a assembleia de bandidos presidida por um bandido".
Antes mesmo do resultado, sem nenhum recato, Temer já posava para a posteridade como um traidor. Um conspirador que agiu nas sombras para derrubar os votos de 54 milhões de brasileiros e também sua companheira de chapa, Dilma Rousseff.
Pouco tempo depois, no dia 13 de maio, Temer tomou posse ladeado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado na eleição de 2014, mas que conseguiu conquistar o poder na mão grande, aliando-se a Temer. Depois do golpe parlamentar, Aécio conseguiu nomear nada menos que cinco ministros, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e até promover uma troca de comando na Vale.
Mais do que simplesmente entregar cargos a Aécio, Temer adotou o programa de governo do candidato derrotado, promovendo o atual desmonte do Estado. O resultado é o que está aí: uma economia em queda livre, com tombo de 3,99% nos últimos doze meses, e 13,5 milhões de desempregados. Ou seja: Temer também traiu o programa vitorioso nas urnas.
Além disso, ao avaliar que o fato de ter conquistado o poder sem votos lhe daria carta branca para fazer o que bem entendesse, Temer liquidou com os direitos trabalhistas, ao promover uma terceirização radical, e também propor uma reforma da Previdência que deixará milhões de brasileiros sem nenhum tipo de proteção social.
Nesta sexta-feira, depois de tantas traições, Temer colheu o que plantou. Uma pesquisa CNI/Ibope revelou que nada menos que 79% dos brasileiros não confiam em Temer (leia aqui), cujo processo de cassação terá início na próxima terça-feira. Portanto, se os ministros do Tribunal Superior Eleitoral decidirem se sintonizar com a sociedade brasileira, agirão para que o Brasil se livre de um dos maiores vexames de sua história."
Se MICHEL TEMER, tinha alguma história para contar após sair da política, e se gabar disso, ele sabe que o seu lugar já está cristalizado nas páginas, nos livros que irão contar sua história.
Ele foi um traidor, usurpador, golpista, e traiu o povo brasileiro, sendo um protagonista do golpe que tirou DILMA ROUSSEFF do poder, sua sede de poder foi tanta que ele não teve dúvida alguma em fazer parte desse golpe.
Não sei hoje o que passa dentro de seus neurônios confesso que eu gostaria de saber, será que ele está arrependido ?
Gostaria de saber, para poder dizer a todos vocês, mas com tudo isso só o BRASIL perdeu, o seu bravo povo, digo bravo povo, sim, porque temos em linhas gerais, um povo trabalhador, mas que também podemos dizer que ele povo, compactou sim, avalizou esse golpe, entrando no canto da carochinha, a tal ponte para o futuro.
Agora, ninguém arrisca nada, sabe de nada, pois arriscar é a gente queimar nossa língua, posso dizer apenas, que pena, que toda essa lambança foi feita, perdemos muito, muito mesmo.
"Nesse 31 de março recordamos, mais uma vez, o malfadado golpe civil-militar de 1964. E somos obrigados a falar do golpe de 2016.
Escrevo também na condição de coordenador da Comissão da Verdade em Minas Gerais, que tem, entre outros, o compromisso com a verdade, a memória e a justiça.
Nas democracias, a mudança do poder político só é legítima pela via eleitoral. Portanto, golpe é a mudança do poder político, de forma repentina, sem a deliberação ou o respaldo do povo.
Em 1964, o movimento golpista se deu com a violência das armas e o protagonismo foi dos militares. Em 2016, com violência simbólica, o protagonismo do parlamento no golpe só foi possível pelo evidente respaldo do judiciário. Em ambos os casos, a mídia, o setor financeiro e segmentos retrógrados da classe média foram os avalistas das rupturas democráticas.
Como se sabe, os golpes sempre produzem gravíssimas rupturas de ordens institucional, jurídica, econômica, social e até moral. Não é por acaso que percebemos a falta de compostura generalizada, inclusive de juízes de tribunais superiores.
E o golpe atual tem um agravante: diferentemente do golpe de 1964, quando os militares assumiram o controle e enquadram à força as demais instituições, o que vemos agora é uma disputa ensandecida entre líderes dos três poderes pelo controle do poder.
Como já registramos em outros textos, o que nos chama a atenção na ruptura democrática atual é o papel estratégico desempenhado por promotores e juízes na consolidação da ruptura democrática. Esse processo de centralidade do judiciário iniciou-se com a judicialização da política (no mensalão), derivando na politização da justiça (nas posturas e decisões de Sérgio Moro, Rodrigo Janot e Gilmar Mendes, na lavajato) e culmina com a partidarização da justiça (com a nomeação de Moraes para o STF). Fala-se, inclusive, que a presidente do Supremo, Gilmar Mendes ou Moro estariam sendo preparados para chefiar o executivo, num novo golpe dentro do golpe. Não me surpreendeu o fato de juízes e promotores começarem a se despontar em pesquisas de intenção de voto à presidência da república divulgadas nos últimos dias. Só falta o (detalhe do) respaldo popular para a consolidação da juristocracia tupiniquim no poder.
A centralidade do judiciário acontece simultaneamente à ampla campanha de criminalização da política, pela mídia, notadamente dos partidos e seus quadros. Ou seja, à medida que todos os políticos e partidos são lançados na fogueira, o poder judiciário vai aumentando sua musculatura.
Sintomático, também, o fato de, justamente quando o voto popular passou a eleger políticos e partidos de esquerda no nível central, os grupos de direita se articularam para surrupiar do povo o direito de escolher seus governantes e recolocaram as tradicionais elites, os velhacos, como dizia Ulisses Guimaraes, no centro da vida política nacional.
O fato é que as consequências das rupturas democráticas aparecem de variadas formas: disputa entre poderes, instabilidade das instituições, experimentos de golpes dentro do golpe, medidas antipopulares e antinacionais, etc.
No caso do golpe atual há que se registrar, também, algumas psicopatologias dos principais líderes golpistas nos três poderes: desejo incontido de poder, prestígio e bajulação e uma imensa fraqueza moral e ética, própria de personalidades pueris: pessoas que não têm limites; vivem num mundo paralelo; postam-se como cidadãos acima do bem e do mal e são obcecados pelo poder a qualquer custo.
Na atual fase os golpistas se articulam para recolocar o Brasil à sua condição de colônia do capitalismo rentista. Portanto, destruir os direitos sociais, econômicos e trabalhistas conquistados na Constituição Federal de 1988. Para tanto, há uma orquestração de ações nos campos político (executivo e legislativo) e jurídico-constitucional (Supremo).
É verdade que já aparecem fraturas entre os golpistas. Afinal, cobras num mesmo caixote acabam mordendo os rabos umas das outras. E vale a pena continuar torcendo para a sabotagem recíproca entre os membros dos grupos golpistas. Talvez, um racha seja a única forma de se esfacelar essa coalizão que destrói o país para a alegria do Tio Sam, o mentor do golpe, como ocorrera também em 1964.
Porém, enganam-se aqueles que pensam num futuro promissor com um país entregue à uma camarilha despudorada, antipopular e antinacional. O problema é maior é que não podemos contar com uma justiça isonômica e comprometida com a Constituição. Ademais, as instituições referenciais da sociedade também são objeto de desconfiança pública.
É preciso coragem: eleições diretas pelo voto popular são necessárias para o retorno à democracia. Mas, não são suficientes: somente com uma constituinte exclusiva para reformar os sistemas político, jurídico, econômico, de comunicação, entre outros, poderemos sair desse fosso colossal.
1964, que estava no retrovisor, voltou. É preciso reagir. Ou cairemos numa situação de barbárie."
Um País aonde não se respeita regras, as mínimas que sejam e a mais importante de todas, nossa CARTA MAGNA, não pode ao longo do tempo ir a lugar algum e também almejar coisas boas para seu povo.
O Brasil já viveu muitos conflitos, políticos, arranjos e desarranjos das elites para proveito de uma casta que sempre se apropriou de nossa riqueza.
O grande problema hoje, conjugado, com todos esses que vivemos, é que vivemos uma falta de moral total nas mais diversas camadas da sociedade, estamos podres, viciados, e as camadas mais desassistidas da sociedade é que sofre com isso.
Para aonde vamos ? Não sabemos e acredito que ninguém sabe.