O BRASIL está politizado de norte a sul, leste a oeste, todo o seu tecido social, a sociedade está numa explosão política, não há clima de civilidade entre a política, as instituições , e o povo.
A briga pelo poder, pelo espaço político é muito forte, não há harmonia na sociedade, e para agravar nossa política,essa contenda diária, chega a pandemia da COVID-19 no fim e fevereiro, e hoje passamos dos 25 mil brasileiros mortos, e milhares infectados.
OS homens da política, discutem, brigam, violência verbal, palavrões é a tônica e, não a discussão de projetos, de idéias, é esse clima beligerante que estamos vivendo, junto a essa pandemia.
Os homens que a população deu os votos estão espalhados por esse PAÍS, no tambor da política brasileira, BRASÍLIA, ferve, como um caldeirão da bruxa malvada.
Tudo isso seria maravilhoso se a nossa política, discutisse os nossos problemas com seriedade, pensando no bem do BRASIL, dos cidadãos brasileiros.
Mas quem está no CONGRESSO NACIONAL ? Que homens estão nos representando nesses mandatos que por ora ocupam ?
A maioria são homens brancos,poucas mulheres, empresários, médicos, engenheiros,e outros, todos bem situados, representando interesses de multinacionais, grandes empresas brasileiras, internacionais.
Uma minoria, são de outra pipa como dizemos, são mais parecidos com a cara do povo brasileiro, uns tantos outros, raposas velhas da política, outros filhos de outras raposas, hienas, que estão no CONGRESSO NACIONAL, "brigando por interesses do povo, e do PAÍS".
Lógico que isso não acontece, os interesses desses senadores, deputados federais, nas assembléias estaduais, vereadores em nossas câmaras municipais, um número expressivo de homens, mulheres, que em princípio estão nessas casas para legislarem, em prol da comunidade brasileira, seja em que esfera atuem.
De outro lado não podemos deixar de falarmos no outro poder, o JUDICIÁRIO, que em muitos casos deixou de ser apenas os homens que cuidam, da lei, da Constituição Brasileira, fazem seus julgamentos, eles atuam como celebridades, exaltando seus egos, muitas vezes, quando começaram a ser transmitidos os julgamentos ao vivo, via tv.
Nesse poder, a política entrou, e se misturou juiz-política, os conflitos existem, existirão nessa ciranda.
O poder EXECUTIVO, é o poder que deve cumprir, as leis, e implantar seus programas de governo e respeitar sobretudo a CONSTITUIÇÃO.
Mas nesses tempos atuais, os poderes brigam entre si. não são harmônicos e não se respeitam..
Temos uma imprensa corporativista e familiar, que flutua no vácuo desses poderes procurando seus objetivos e não sendo isenta, em muitos episódios deixando de fazer a sua principal função social que é de informar, com imparcialidade.
No BRASIL a imprensa, a mídia, tem lado, o lado do seu interesse principalmente comercial.
Não é à toa que há um bom tempo os veículos de comunicação, todos, perderam muito a credibilidade da informação.
Nessa ciranda de interesses fica o povo, remando contra o rochedo, sendo massacrado, perdendo seus direitos adquiridos, perdendo empregos, e o principal, o respeito dos que governam, legislam, e julgam.
O principal objetivo da politica, eu digo hoje, "POLITICAGEM" é o poder, a briga pelo poder.
E o povo ? Bem, o povo não existe, é um figurante nesse teatro mau cheiroso e fétido da nossa política brasileira.
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
Impedida de trabalhar pelo fascismo bolsonarista, mídia corporativa deve um pedido de desculpas ao País
O colunista Gustavo Conde comenta a decisão da mídia corporativa de retirar sua cobertura do Alvorada: "a mídia corporativa finalmente percebeu o timing e disparou sua habitual hipocrisia salvadora, a la Rochefoucault: irá fazer jornalismo a contragosto"


"O cerco vai se fechando ao governo mais catastrófico da história do país. Não há mais base social, não há mais disposição para apresentar projetos, não há mais a intimidação judicial de Moro para chantagear parlamentares, não há mais partido do governo, não há mais política de boa vizinhança com poderes, não há mais como disfarçar o fracasso do antipetismo edificado em um ex-capitão boçal, miliciano e, agora, miseravelmente decadente.
A mídia corporativa finalmente percebeu o timing e disparou sua habitual hipocrisia salvadora, a la Rochefoucault: irá fazer jornalismo a contragosto para impedir a destruição total do país (um país destruído não permite fraudes e manipulações).
O gesto sintomático da grande imprensa é retirar seus jornalistas da cobertura do Palácio da Alvorada, residência putrefata de um presidente carcomido pelo ódio, pelo medo e pelo desespero.
Apoiadores de Bolsonaro - os parcos e parvos imbecis suicidas - hostilizam jornalistas todo o santo dia. Para evitar uma tragédia, os veículos ordenaram um basta: não mais irão cobrir o chiqueirinho do Alvorada.
Por que demorou tanto?
Porque a mídia corporativa é teimosa. Eles acreditavam que Bolsonaro tomaria jeito. Frustrada em definitivo essa esperança, eles abrem a caixa de ferramentas logísticas e editoriais e partem para mais uma rodada de oportunismo sobre um presidente zumbi que irá cair em breve.
Alvíssaras.
Antes uma mídia hipócrita e oportunista que uma mídia genocida.
O peso simbólico do abandono na cobertura presidencial é gigantesco. Bolsonaro reclama da mídia tradicional todos os dias, mas precisa dela para manter sua legião minguada - sic - de ‘bostas’ de prontidão.
Na vertigem de um delay colossal dessa mídia acovardada que, de repente, resolveu flertar com a prática jornalística, resta uma pergunta: eles não irão fazer autocrítica?
Nós, do ‘jornalismo alternativo’ estamos avisando há tanto tempo da presepada que é cobrir a saída da besta do Alvorada e eles nem agradecem?
Fica uma cifra de solidariedade malandra aos nossos pares de cativeiro.
Mais um pouco, eles abraçam a tese do impeachment e do risco de mais um golpe - aliás, daqui a pouco, eles dirão que ‘foi golpe’ (aquele, de 2016).
Esse dia vai chegar e eu vou querer ver. "
Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.


