A rua 7 de setembro uma das principais ruas da cidade de Santa Maria, tem uma importância histórica, faz parte da vida da sua comunidade, ou ao menos deveria fazer.
Essa rua foi fechada, parecendo hoje um novo Gueto de Varsóvia, pois, ela foi fechada, murada, separando um lado da cidade, de outro, onde comerciantes, até hotel, e outros estabelecimentos ficaram comprometidos com os seus negócios, acarretando prejuízos
Mas o porque disso ?
Isso se deve sem sombras de dúvidas de decisões políticas em gabinetes aonde a população não é envolvida e sempre na maioria das vezes é descartada para dar sua voz.
A RFFSA após sua privartização açodada no governo FERNANDO HENRIQUE CARDOSO foi literalmente dezimada, para beneficiar outros interesses.
Veio a Sul Atlãntico, após a ALL e por fim, a RUMO, todas advindas após o processo da privatização da ferrovia aqui no RIO GRANDE DO SUL.
Muitos ramais foram retirados da opreração, com a desculpa de não serem rentavéis para a operação ferroviária, muitos lugarejos,vilas, cidades, perderam muito com a perda da RFFSA, pois era um combustível importante para o desenvolvimento dessas localidades.
Muitos desses lugares, perderam muito, tanto no seu desenvolvimento econômico como até perda de população.
Antes tinha-se o trem HÚNGARO que saia de Porto Alegre até Uruguaiana e também o trem de passageiros, o misto, sempre cheios de passageiros e junto a isso o transporte das safras de cada região que iam desembocar no PORTO DE RIO GRANDE.
Tudo isso se perdeu em prol de outros interesses mas não ao interesse do povo.
,Muitos prédios de estações da RFFSA foram abandonados, saqueados, porque essas empresas não cuidaram, e não tinham interesse operacional mas isso não seria problema, o povo paga esse prejuízo.
Agora, a rua 7 de Setembro, perde muito , ficou um vazio, um silêncio, uma atmosfera triste de quem ali hoje passa, atravessando duas paredes de concreto na lateral da rua.
Pelo que eu sei, em conversas, aqui e ali, há gestões para que essa atitude descabida, insana, seja modificada, e a rua 7 de setembro volte ao seu verdadeiro dono, a sua população.
Assim esperamos que esse erro seja consertado.
Sabe-se que nessa passagem de nível, correm por dia, no máximo três trens hoje e não há um volume de tráfego que impussesse esse fechamento da rua.
Esperamos que as autoridades responsavelmente revejam esse problema e de a rua a comunidade.
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
segunda-feira, 4 de março de 2019
TUIUTI HOMENAGEIA LULA NA SAPUCAÍ
TUIUTI FARÁ DESFILE EM HOMENAGEM A LULA NA SAPUCAÍ NESTA MADRUGADA

Na madrugada desta terça (5), a partir de 1h35, a Paraíso do Tuiuti entrará na Marquês de Sapucaí com o enredo "O Salvador da Pátria"; trata-se de uma bela e contundente homenagem Lula; o carnavalesco da escola, Jack Vasconcelos, antecipar o que será o desfile: “Vocês que fazem parte dessa massa irão conhecer um mito de verdade: nordestino, barbudo, baixinho, de origem pobre, amado pelos humildes e por intelectuais"; assista o clipe oficial
4 DE MARÇO DE 2019 ÀS 10:18 // INSCREVA-SE NA TV 247 

247 - O Carnaval de 2019 ainda está em pleno curso mas já se sabe que passará à história como a celebração da repulsa do povo brasileiro ao governo de Jair Bolsonaro e do desejo de ver Lula Livre. Na madrugada desta terça (5), a partir de 1h35, a Paraíso do Tuiuti entrará na Marquês de Sapucaí com o enredo "O Salvador da Pátria". Trata-se de uma homenagem ao ex-presidente, com paralelismo com sua história de vida -nos tempos obscuros de um regime neofascista, os compositores da escola foram prudentes e não mencionaram o nome de Lula.
A Tuiuti foi vice-campeã no desfile de 2018, com o enredo "Meu Deus, Meu Deus! Está extinta a escravidão?" que denunciou o racismo no país e fez uma crítica mordaz ao golpe contra Dilma. No desfile, um destaque da escola, o professor de história Leonardo Morais, de 40 anos, apresentou-se como "vampirão neoliberalista", com uma fantasia com terno, faixa presidencial e uma
O carnavalesco da escola, Jack Vasconcelos, antecipou assim o que o Brasil verá e escutará nesta madrugada: “Vocês que fazem parte dessa massa irão conhecer um mito de verdade: nordestino, barbudo, baixinho, de origem pobre, amado pelos humildes e por intelectuais, incomodou a elite e foi condenado a virar símbolo da identidade de um povo. Um herói da resistência!”.
A letra tem trechos todos inspirados por dois momentos marcantes da vida de Lula, sua jornada de retirante e sua eleição à Presidência como expressão da vitória do povo sobre os "dotô" (as elites):
Do nada um bode vindo lá do interior
Destino pobre, nordestino sonhador
Vazou da fome, retirante ao Deus dará
Soprou as chamas do dragão do mar
Destino pobre, nordestino sonhador
Vazou da fome, retirante ao Deus dará
Soprou as chamas do dragão do mar
(...)
Ora meu patrão!
Vida de gado desse povo tão marcado
Não precisa de dotô
Quando clareou o resultado
Tava o bode ali sentado
Aclamado o vencedor
Vida de gado desse povo tão marcado
Não precisa de dotô
Quando clareou o resultado
Tava o bode ali sentado
Aclamado o vencedor
O bode ao qual se refere a letra é o bode Ioiô, personagem real das ruas de Fortaleza, onde chegou pelas mãos de um retirante que fugia de uma grande seca no interior cearense, em 1915. Carismático e popular, Ioiô perambulava pelas ruas da capital. Fazia diariamente o mesmo trajeto, da Praia do Peixe (hoje Praia de Iracema) à Praça do Ferreira; ao cair da tarde, voltava pelo mesmo caminho — daí o nome Ioiô. Fez muitos amigos, entre eles poetas e intelectuais, com os quais levava uma vida boêmia regada a muitas doses de cachaça. No auge da fama, Ioiô foi eleito para a Câmara de Vereadores, em 1922 — tempo em que as cédulas eram pedaços de papel escritos à mão –, mas levou um "golpe" da elite fortalezense e teve sua eleição impugnada. É no paralelismo entre o bode e Lula que está a marcada poética dos compositores láudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Jurandir e Aníbal.
Assista ao clipe oficial do samba enredo da Paraíso e Tuiuti no canal oficial da escola:
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
sábado, 2 de março de 2019
PROMESSA DE LULA AO ARTHUR : VOU PROVAR MINHA INOCÊNCIA
LULA FAZ PROMESSA AO NETO ARTHUR: VOU PROVAR A MINHA INOCÊNCIA

"O Arthur foi um menino que sofreu muito bullying na escola, porque era neto do Lula. Por isso, eu tenho um compromisso com você, Arthur, eu vou provar a minha inocência e quando eu for para o céu, eu vou levando o meu diploma de inocente", disse Lula durante o velório neste sábado 2; "Vou provar quem é ladrão neste País e quem não é. Quem me condenou não pode olhar nos olhos dos netos como eu olhava para você", disse ainda, segundo relataram pessoas presentes
2 DE MARÇO DE 2019 ÀS 15:38 // INSCREVA-SE NA TV 247 

247 - "Durante o velório do neto Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu com 7 anos vítima de meningite meningocócica nesta sexta-feira 1, o ex-presidente Lula fez uma promessa, segundo relataram pessoas que estavam presentes na cerimônia que ocorreu no Cemitério da Colina, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
"O Arthur foi um menino que sofreu muito bullying na escola, porque era neto do Lula. Por isso, eu tenho um compromisso com você, Arthur, eu vou provar a minha inocência e quando eu for para o céu, eu vou levando o meu diploma de inocente", disse Lula.
"Vou provar quem é ladrão neste País e quem não é. Quem me condenou não pode olhar nos olhos dos netos como eu olhava para você", disse ainda, conforme registro do jornalista Ricardo Galhardo.
Ainda de acordo com a reportagem, ao deixar o cemitério, Lula ouviu uma espécie de bronca de um dos agentes que o escoltava quando subiu no carro da Polícia Federal e acenou para seus apoiadores. Na hora que ele desceu, o delegado da PF disse: "O senhor sabe que não devia ter feito isso." "O senhor sabe que eu devia", respondeu Lula.
Confira o texto publicado no site de Lula:
Lula promete ao neto provar sua inocência
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse no velório do seu neto Arthur Araújo Lula da Silva, que quando se encontrarem no céu ele vai levar o diploma de sua inocência, por todo o bullying que Arthur sofreu na escola pelo avô preso. Disse que vai provar que Moro e Dallagnol mentiram nas acusações feitas contra ele.
O ex-presidente chorou muito e teve dificuldade de conversar na cerimônia com parentes e amigos próximos. Lula disse que Arthur se encontrava hoje no céu com Dona Marisa, lembrou quanto o menino gostava de futebol, e a crueldade de três avós do pequeno Arthur ali, enterrando um neto, que isso não é a ordem natural das coisas.
Apoiadores do ex-presidente que cercaram o local acenaram para Lula na saída. Lula acenou de volta. A decisão judicial que permitiu sua ida ao velório do neto não permite que ele falasse com a população."
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
ME ADICIONA NO TEU WHATSAPP ?
Estarmos na frente deum computador, ou estarmos usando um celular, e vamos nos conectar em redes sociais, um mundo se descortina, para os nossos olhos.
Parece, que ali naquele mundo, onde estamos com a máquina tecnológica tudo parece fácil, e muitos de nós não nos damos conta ou quem sabe sabemos das consequências ou ambas as coisas e sabemos o que pode acontecer.
Aparece a realidade travestida de virtual na nossa frente, em qualquer segmento da rede social, no face, no twitter, instagran, messenger, e outras plataformas e nesse mundo, rola tudo, tudo é real.
Quando acontece, ou rola um contato, um aqui outro do lado de lá, começa-se de imediato o conhecimento , as pessoas conectadas querem se conhecer, saberem o máximo um do outro.
Me adiciona no wthassap, voce é interessante, moras aonde ? É casado, casada ? Tem alguém, hh! me adiciona no messenger, face, nesse momento, a conexão é estabelecida.
A rapidez, desse momento, transborda, num turbilhão, num tssunami e se cristaliza, pois agora há uma conexão.
Eu acredito que relacionamentos não tem regras para acontecerem eles pipocam aqui e ali e isso cada um sabe o que é melhor para si.
Nesses tempos, aonde a sociedade, o ser humano, acredita que o mundo real muitas vezes está circunscritos em redes sociais, aonde as pessoas por diversos motivos vão a procura de se encontrarem, se conectarem, se curtirem.
Não podemos penso, fechar portas para nada, o ser humano, cresceu a partir de relacionamentos, pois , não somos ilhas .
A cada um que usa uma rede social, cabe sua responsabilidade, e as assume conforme seus preceitos.
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
Parece, que ali naquele mundo, onde estamos com a máquina tecnológica tudo parece fácil, e muitos de nós não nos damos conta ou quem sabe sabemos das consequências ou ambas as coisas e sabemos o que pode acontecer.
Aparece a realidade travestida de virtual na nossa frente, em qualquer segmento da rede social, no face, no twitter, instagran, messenger, e outras plataformas e nesse mundo, rola tudo, tudo é real.
Quando acontece, ou rola um contato, um aqui outro do lado de lá, começa-se de imediato o conhecimento , as pessoas conectadas querem se conhecer, saberem o máximo um do outro.
Me adiciona no wthassap, voce é interessante, moras aonde ? É casado, casada ? Tem alguém, hh! me adiciona no messenger, face, nesse momento, a conexão é estabelecida.
A rapidez, desse momento, transborda, num turbilhão, num tssunami e se cristaliza, pois agora há uma conexão.
Eu acredito que relacionamentos não tem regras para acontecerem eles pipocam aqui e ali e isso cada um sabe o que é melhor para si.
Nesses tempos, aonde a sociedade, o ser humano, acredita que o mundo real muitas vezes está circunscritos em redes sociais, aonde as pessoas por diversos motivos vão a procura de se encontrarem, se conectarem, se curtirem.
Não podemos penso, fechar portas para nada, o ser humano, cresceu a partir de relacionamentos, pois , não somos ilhas .
A cada um que usa uma rede social, cabe sua responsabilidade, e as assume conforme seus preceitos.
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
UMA FUGIDINHA
Uma fugidinha tem o seu valor, ela é algo que acontece sem programação, não se planeja, ela acontece, quando menos se espera.
E quando acontece, faz um bem danado, podemos até dizer que seja um impulso, um desejo que se acumula e para acontecer é questão de tempo.
Mas fugidinha, você que me lê, pode pensar ela de muitas maneiras, cristalizando-a à sua maneira.
Tem até música que aborda esse assunto, mas o bom de tudo, é que os objetivos se concretizem quando há um querer mútuo.
Há aquela fudinha, que caminham e acontecem dentro de nós, são os pensamentos que voam para fugirem de nós e diante disso fugirem.
Uma fugidinha, lá atrás, tempos passados, quando nos chamavam para ir numa "venda" comprar um alimento para o almoço, fugíamos para brincar com nossos amigos de infância.
Em cada um de nós temos nossas lembranças, e nossas fugidinhas, estão ali nas nossas gavetas, como uma relíquia que nós temos bem guardadas.
Então fugidinha faz parte de nossos momentos sejam eles quais forem e devemos sim viver cada momento, pois fazem bem sempre.
Então, você já deu uma fugidinha ?
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
E quando acontece, faz um bem danado, podemos até dizer que seja um impulso, um desejo que se acumula e para acontecer é questão de tempo.
Mas fugidinha, você que me lê, pode pensar ela de muitas maneiras, cristalizando-a à sua maneira.
Tem até música que aborda esse assunto, mas o bom de tudo, é que os objetivos se concretizem quando há um querer mútuo.
Há aquela fudinha, que caminham e acontecem dentro de nós, são os pensamentos que voam para fugirem de nós e diante disso fugirem.
Uma fugidinha, lá atrás, tempos passados, quando nos chamavam para ir numa "venda" comprar um alimento para o almoço, fugíamos para brincar com nossos amigos de infância.
Em cada um de nós temos nossas lembranças, e nossas fugidinhas, estão ali nas nossas gavetas, como uma relíquia que nós temos bem guardadas.
Então fugidinha faz parte de nossos momentos sejam eles quais forem e devemos sim viver cada momento, pois fazem bem sempre.
Então, você já deu uma fugidinha ?
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
QUEREM QUE O POBRE PAGUE A CONTA
Reforma contra os muito pobres
Projeto do governo lesa os mais desfavorecidos
JUREMIR MACHADO DA SILVA
JUREMIR MACHADO DA SILVA
"Num processo esquisito, a aposentadoria foi demonizada no Brasil.
Parece feio querer se aposentar com menos de seis mil reais por mês.
Um acinte. Um privilégio. Um roubo. Banqueiros e milionários bradam contra a aposentadoria sugerindo que se trata do grande mal a assolar o país.
– Tira-se dinheiro da saúde e da educação para aposentadorias – dizem.
Como se aposentadoria não fosse importante.
Está certo que se aposentar aos 50 anos não faz sentido.
Corrija-se a idade.
Se problema há não é com a previdência dos trabalhadores de empresas privadas. Por que não se faz exclusivamente uma reforma da previdência do setor público? Todo dia parte da mídia diz que no regime de repartição o trabalhador na ativa paga o salário do aposentado. No Brasil, essa afirmação é falsa. Quem paga a aposentadoria são as contribuições do empregado na ativa, do empregador e porcentagens de taxas recolhidas pelo Estado. É um tripé.
Como grande parte da população brasileira vive com um salário mínimo miserável e se aposenta com valor equivalente. Até a parte que consegue um valor de até cinco mil e poucos reais, mas que contribui de acordo com essa diferença, passou a ser chamada de rica, sendo confundida com os setores públicos com regimes próprios anteriores a 2003. A grande solução é fazer todo mundo se aposentar pelo mínimo possível. A isso se chama de combater privilégios. A categoria mais “privilegiada”, a dos militares, ainda não entrou na dança.
Mas já que se trata de combater “privilégios”, o que sempre parece uma ideia adequada, por que não eliminar três bolsões de favorecimentos pornográficos: taxar dividendos (só Brasil, a Eslováquia e a Estônia não o fazem), aumentar impostos sobre heranças (o imposto brasileiro é um dos mais baixos do mundo) e diminuir incentivos para grandes empresas, inclusive multinacionais, que enchem as burras aqui.
Aposentadoria por repartição é solidariedade. A diferença entre capital e trabalhador é simples: o capital não gosta de riscos e se manda quando acha o ambiente perigoso; o trabalhador não tem para onde ir. O Estado, como dispositivo da sociedade organizada, na aposentadoria por repartição, tem de garantir uma velhice digna para as pessoas. Tem político sustentando que se pode trabalhar até os 80 anos de idade. Por quê? Para confirmar que o sentido da vida é trabalhar e produzir até morrer para felicidade geral dos que embolsam as substanciais diferenças?
Há coisas para mudar no Brasil. Não é possível, por exemplo, que funcionário público aposentado faça novo concurso. A roda deve girar. O mais velho cede lugar ao mais novo.
Por enquanto, o projeto do governo massacra os muito pobres ao empurrar dos 65 para os 70 anos o acesso ao BPC de um salário mínimo, a renda dos que não têm renda. Faz firula aos conceceder R$ 400 reais a partir dos 60 anos, uma soma indigna e insuficiente.
A aposentadoria por capitalização, defendida por Paulo Guedes, é humor de mau gosto. Não funcionou nos quatro países onde foi aplicada, sendo um deles a ditadura chilena de Pinochet, e não é usada nas principais economias mundiais, salvo como complementação. Por que daria certo aqui? Fez-se a reforma trabalhista por empregos que não vieram, embora tenham sido anunciados dia e noite. A reforma da Previdência promete a retomada do crescimento. São chutados números tirados da cartola para iludir os incautos. É pura propaganda enganosa. O buraco é mais embaixo: retirar direitos para aumentar lucros e não tocar em privilégios."
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
GOVERNO BOLSONARO PERDE CREDIBILIDADE
COMPARATO: GOVERNO PERDE RAPIDAMENTE A ESTIMA DE QUEM O ELEGEU

O jurista Fabio Konder Comparato, um dos fundadores da Comissão Arns de Direitos Humanos, avalia que o mandatário está vendo escapar seu capital político; "Politicamente, não é preciso consultar hoje a opinião pública para saber que o governo Bolsonaro perde rapidamente a estima do povo que o elegeu em 2018", afirma
25 DE FEVEREIRO DE 2019 ÀS 15:14 // INSCREVA-SE NA TV 247 

Vitor Nuzzi, da RBA - "O jurista Fábio Konder Comparato é um dos 20 fundadores da Comissão Arns de Direitos Humanos, que teve seu lançamento formal na última quarta-feira (20), em ato na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, o colegiado foi formado justamente pelo ambiente hostil que se criou, principalmente, com a candidatura do atual presidente Jair Bolsonaro.
Comparato avalia que o mandatário está vendo escapar seu capital político. "Politicamente, não é preciso consultar hoje a opinião pública para saber que o governo Bolsonaro perde rapidamente a estima do povo que o elegeu em 2018", afirma, em entrevista por e-mail.
Ele critica iniciativas do ministro Sergio Moro e constata a existência de "dois sistemas de direito positivo" no país, conforme o interesse das oligarquias brasileiras.
Durante o lançamento da Comissão Arns, falou-se em "tempos sombrios" e "momento crítico", entre outras qualificações. Esta é também a sua percepção sobre a situação política do Brasil?
As expressões "tempos sombrios" e "momento crítico" são, a meu ver, compreensíveis se compararmos a atual situação político-econômica com aquela que vivemos durante os dois governos de Lula. Em 2002, o Brasil ocupava a 13ª posição no ranking global dos países, medido pelo PIB em dólares, segundo dados do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Pois bem, em 2011, avançamos para a 6ª posição, à frente, por exemplo, da Grã-Bretanha.
Isto, quanto à situação econômica do Brasil. Politicamente, não é preciso consultar hoje a opinião pública para saber que o governo Bolsonaro perde rapidamente a estima do povo que o elegeu em 2018.
O que o senhor pensa do "projeto anticrime" do governo e do decreto sobre armamento?
O projeto apresentado pelo Sergio Moro, longe de reduzir a criminalidade, só aumenta a população carcerária, além de permitir aos agentes policiais matar impunemente.
E quanto ao projeto de "reforma" da Previdência, apresentado na semana passada?
O projeto procura sem dúvida aperfeiçoar o sistema previdenciário. Mas ele contém vários dispositivos que merecem exame acurado; o que, infelizmente, não ocorrerá nas discussões parlamentares, pois nesse setor a tradição brasileira consiste em procurar cada qual a defesa de seu próprio interesse pessoal.
O senhor teve participação ativa no debate que resultou na Constituição de 1988. Como vê a Carta hoje, sem ser totalmente regulamentada e atacada por alguns setores por ter, segundo afirmam, direitos "demais"?
Devo dizer que não tive participação alguma nos trabalhos de elaboração da Constituição atual, mas reconheço que ela representou um evidente aperfeiçoamento do nosso sistema constitucional. Infelizmente, porém, como acontece sempre entre nós, temos dois sistemas de direito positivo: o oficial, em geral de nível elevado, mas na realidade em grande parte inaplicado, sobretudo quando contrário aos interesses dos oligarcas; e o direito efetivamente posto em prática, em tudo e por tudo de acordo com esses interesses.
Como imagina que a Comissão Arns poderá atuar nesse ambiente hostil aos direitos humanos?
A Comissão Arns foi criada exatamente em razão do ambiente hostil aos direitos humanos, criado sobretudo com a candidatura Bolsonaro à Presidência da República.
O senhor falou sobre a necessidade de trabalhar com a juventude... É uma articulação a ser feita?
Temos todos o dever de atuar em benefício do Brasil de amanhã, que é justamente aquele a ser vivido pela atual juventude."
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
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