quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
ELITE BURRA, CÍNICA E INSENSÍVEL
JUREMIR MACHADO - CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE -RS
Triste Brasil
" O IBGE entregou o jogo: um em cada quatro brasileiros vive na miséria. Dá em torno de 50 milhões de pessoas. Dá quantos países europeus? Três quartos dos miseráveis brasileiros são negros ou pardos. Mais de 13 milhões vivem abaixo da linha da miséria. Chafurdam. Pode um país dar certo assim? Claro que não. Nem sonhando. Falemos claramente: a elite brasileira é burra, insensível, cínica e ultraconservadora. Nada faz para mudar essa situação. Só pensa em manter o seu quartel. Acha que se resolve desigualdade com repressão.
Sejamos ainda mais diretos: O Brasil é racista até a medula. Ponto.
Uma das mais contundentes expressões do irrealismo brasileiro é dizer que a população não bate panelas contra Michel Temer por estar cansada, desiludida, anestesiada. As panelas não batem porque a corrupção do governo Temer não incomoda tanto quanto incomodava a do PT. No Brasil, até a corrupção é seletiva. Tem corrupção e corrupção. O corrupto chega nas altas instâncias e diz: “Você sabe com que ladrão está falando? E sai voando. Com Temer a turma dos camarotes vai se ajeitar nas poltronas de grife e continuar assistindo ao triste espetáculo da miséria nacional. Que importa a esse pessoal sofisticado se negros patinam na pobreza? Temer é herói nacional para o mercado, que ansiava pela reforma trabalhista, mesmo se ela está produzindo demissões em cascata em alguns setores. Era esse mesmo o objetivo.
Outra pesquisa, comandada pelo economista francês Thomas Piketty, mostra que o Brasil é o primeiro país do mundo em crescimento da desigualdade, o que mais concentra riqueza no 1% mais rico. O Brasil é uma máquina de perversidade, injustiça, crueldade e exclusão. A elite viaja de primeira classe ou de classe executiva e se encanta com o mundo desenvolvido, chegando a cometer a excentricidade de andar de metrô nas capitais europeias, mas não quer pagar o preço para ter em casa a qualidade de vida do chamado primeiro mundo. Quer ter padrão sueco pagando menos impostos e mantendo o nível escravista de desigualdade. Por aqui, deputado que defende ladrão público e notório é recompensado com cargo de ministro. Somos um lugar muito especial.
A corrupção é um grave problema brasileiro. Uma chaga. Um câncer. Maldita sina de uma nação com políticos e empresários desonestos. Mas a corrupção não é o nosso maior problema. A violência é outro problema gravíssimo. Apesar de devastadora, a violência tampouco é o nosso maior gargalo. Qual é então o nosso maior problema? A desigualdade. Tudo vem dela: incapacidade de controlar a corrupção, violência, miséria, subdesenvolvimento, jeitinho, cinismo e golpismo. A reforma da Previdência vai tirar milhões da miséria? Recebe visita do Papai Noel quem acredita nisso. O problema do Brasil também não é o populismo. É o elitismo. Temos uma elite do século XIX, pré-abolição, ociosa e convencida de que escraviza pelo bem do escravizado. Simples."
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
TEMOS QUE APRENDER COM A HISTÓRIA
Lula, PT e CUT: outra hora da verdade

É forçoso constatar que as esquerdas brasileiras têm sido refratárias em aprender com as lições da história. Os mais eminentes clássicos da Filosofia Política sempre chamaram a atenção para o fato de que os grandes líderes políticos precisam recorrer história, extraindo dela lições negativas, para evitar caminhos que levam a derrotas, e lições positivas, seguindo como modelos as ações exemplares que levaram a grande vitórias e contribuíram para construir a grandeza do Estado e alcançar a glória imorredoura dos grandes condutores políticos e dos povos. Basta ler as biografias de um Péricles, de um Alexandre, de um Cipião, de um Júlio César, de um Otávio Augusto, de um Carlos Magno, de um Napoleão, de um Bismark e de tantos outros, antigos e modernos, para ver como esses líderes se esmeravam no estudo da história, visando compreender os segredos das vitórias ou das derrotas, da grandeza ou da vergonha, da virtude combativa ou da covardia da fuga.
Desgraçadamente, a maior parte dos políticos brasileiros é constituída de arrogantes. Arrogância e ignorância andam juntas. Eles pressupõem que sabem tudo e, na sua desastrosa auto-suficiência, se negam a aprender com a história, com os bons exemplos e com os bons conselhos. Todo líder sábio e prudente tem essas três fontes de sabedoria política: a história, os bons exemplos e os bons conselhos.
Todo golpe tem dois grandes conjuntos de causa: os erros e a inépcia dos golpeados e a ação criminosa e ilegal dos golpistas. As circunstâncias e causas que estão imbricadas no o golpe militar de 1964 e no golpe jurídico-parlamentar de 2016, são diferentes, embora algumas questões de fundo sejam as mesmas. Outro elemento comum aos dois eventos, com nuances e circunstâncias diferentes, é a conduta capitulacionista das forças de esquerda, a sua fraqueza e desorganização, a sua retórica inflamada e a sua inconsequência na ação prática.
Os líderes sindicais haviam convocado uma greve geral para 31 de março de 1964, mas, praticamente, ninguém aderiu. Com alguns líderes presos, outros foragidos, os sindicatos mostraram toda a sua debilidade. O suposto esquema militar de Jango, a rigor, era um campo minado. Jango tinha mantido em postos de comandos alguns militares que se tornaram chefes golpistas. Se não eram golpistas, eram incompetentes. O próprio general Castelo Branco era chefe do Estado Maior do Exército.
Com Dilma, não foi diferente: Temer, participava das reuniões para evitar o impeachment ao mesmo tempo articulava o golpe com alguns ministros do governo, com líderes do governo no Congresso, notadamente o senador Romero Jucá. Ministros saíram das explanada dos Ministérios para orientar as suas bancadas para derrubar Dilma. Desta vez sequer existiam tanques e baionetas. Mas também não existiam os prometidos exércitos do MST e as trincheiras do presidente da CUT. Os manifestantes do fatídico 17 de abril de 2016, é bom que se repita, no final do dia, e em face da derrota imposta por uma Câmara dos Deputados ignominiosa, que fez corar de vergonha até mesmo a grama da praça dos Três Poderes, se retiraram para as suas casas cabisbaixos e desmoralizados.
As esquerdas sofreram outras derrotas como resultado da sua impotência ou da sua omissão. No contexto das Diretas Já, após grandes mobilizações populares, se limitaram a votar contra a chapa Tancredo-Sarney no Colégio Eleitoral. Após as mobilizações pelo impeachment de Collor, nenhum saldo mais significativo. Os caras-pintas evaporaram e o resultado foi o reinado de oito anos de FHC.
Agora mesmo o governo golpista de Temer impôs a reforma trabalhista sem grande resistência de rua. No dia da votação da reforma no Senado, o presidente da CUT, Wagner Freitas, se encontrava no recinto querendo entrar no plenário. Compare-se esta atitude com a atitude dos sindicatos e dos movimentos sociais argentinos que, na última semana, cercaram o Congresso e inviabilizaram a votação da reforma da previdência naquele país. Uma das palavras de ordem entoada pelos manifestantes é que lá "não é o Brasil".
Este grito precisa vibrar nos ouvidos dos governantes argentinos, mas também dos sindicalistas e líderes sociais brasileiros. Na verdade, os sindicatos brasileiros vêm revelando uma debilidade histórica: garantidos à sombra do imposto sindical, são dirigidos por burocracias de bem viventes, bem vestidos e bem alimentados, distantes de suas bases e alheios às vicissitudes destas. Este afastamento entre direções e bases impede que nos momentos decisivos se tenha força mobilizadora, força de combate.
A interdição da candidatura Lula deve ser inaceitável e inegociável
O julgamento de Lula em 24 de janeiro pelo TRF4 será uma nova hora da verdade para as forças de esquerda e progressistas brasileiras, particularmente para o PT e para a CUT. Em que pese a resolução do Diretório Nacional do PT chamar para a mobilização, se observa um certo ar de capitulacionismo em setores do partido. A CUT está desafiada a conseguir ir além do tom declaratório dos seus dirigentes. O PT terá que mostrar que sabe ir além de si mesmo, chamando as demais forças democráticas, progressistas e de esquerda para enfrentar este último ato do golpe. Caso contrário, poderá caminhar sozinho para uma nova derrota. Pensar num plano B, neste momento, numa candidatura substituta a Lula, significa antecipar a derrota sem luta. Mas setores de esquerda são tão ufanistas e inconsequentes que acreditam que se Lula for impedido, transferirá os votos para outro candidato e o elegeria. Prefere-se acreditar em fantasias do que lutar.
As forças progressistas e de esquerda precisam perceber que existe um embate prévio às eleições: garantir o direito à candidatura Lula como uma questão democrática central, como uma questão da luta do povo contra as elites predadoras. Não cabem condutas oportunistas nessa questão, por mais ressentimentos que muitos possam ter do PT. Se surgir uma Frente Democrática e Progressista desse processo, tanto melhor. Se não surgir, as diversas candidaturas e partidos de esquerda poderão participar das eleições com a dignidade do dever cumprido se lutarem por garantir Lula na disputa.
É preciso perceber que as forças golpistas perderam a legitimidade moral junto à sociedade e que este é o momento da confraofensiva. Os fatores são vários: por ser o governo uma quadrilha; pelo PSDB ter ser revelado um partido hipócrita, moralista sem moral; pelo STF ser um abrigo de bandidos de colarinho branco, soltando empresários corruptos, salvando Aécio Neves, abrindo mão de suas prerrogativas e rasgando a Constituição; por existirem juízes do STF e de outros tribunais tisnados pela suspeição de graves irregularidades; pela parcialidade persecutória do juiz Moro e pela suspeita de que a Lava Jato tem se tornado um balcão de negócios de Moro e dos procuradores; pelo fato de que em vários setores do Judiciário se resvalou para o arbítrio, para a exceção e se deixou de cumprir a lei. Não se pode aceitar a condenação de Lula, sem provas, por um Judiciário carcomido pela incompetência, pela corrupção, pelos privilégios, pela proteção de criminosos ricos e pela penalização dos pobres
As forças progressistas e de esquerda do Rio Grande do Sul têm o dever de se colocar na linha de frente desta luta, mobilizando os ativistas de todo o estado para ocupar Porto Alegre. Trata-se de fazer confluir caravanas de todas as regiões do estado para dizer que o último capítulo do golpe não será aceito. Trata-se, não só de ocupar Porto Alegre, mas de parar a capital gaúcha usando táticas que não se restrinjam a um mero piquenique cívico, como vem ocorrendo na Avenida Paulista.
Os movimentos sociais e progressistas do Rio Grande do Sul precisam resgatar as virtudes combativas, de enfrentamentos cívicos, das lutas sociais e populares -virtudes e combates que estão enredados com a história do próprio estado. É preciso transformar o dia 24 de janeiro num novo paradigma da história dos progressistas e das esquerdas no Brasil. Um paradigma que seja o da organização social, do poder social e do poder da mobilização popular, escrito com brio, coragem e combatividade. Travar a luta no interior das instituições é uma necessidade, mas criar poderosas e combativas organizações e movimentos da sociedade, a exemplo do MTST, é uma garantia de que haverá lutas por direitos e dignidade e que golpes não poderão ser dados sem enfrentamentos. "
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
ARGENTINA CONTRA AS REFORMAS
ARGENTINA VIRA PRAÇA DE GUERRA CONTRA REFORMAS

Dezenas de milhares de trabalhadores foram às ruas Buenos Aires novamente nesta segunda-feira, 18, protestar contra a proposta de reforma da Previdência de Maurício Macri; manifestantes estão em confronto com as forças militares desde o início da manhã; Polícia argentina reprime as manifestações com violência e mais de 80 pessoas ficaram feridas, entre eles, profissionais da imprensa; situação chegou a tal ponto que o contingente da Polícia de Buenos Aires não foi suficiente para conter a multidão e decidiu-se pela intervenção de agentes da Polícia Federal e da Gendarmaria, uma força de natureza militar que responde diretamente ao Executivo nacional; além da grande mobilização, as principais centrais sindicais argentinas iniciaram movimento grevista em todo o país
18 DE DEZEMBRO DE 2017 ÀS 21:35 // INSCREVA-SE NA TV 247 

Agência Brasil - A violência registrada do lado de fora da sede do Congresso da Argentina por enfrentamentos entre grupos de manifestantes e a polícia se agravou nesta segunda-feira (18) durante a sessão que discute a polêmica reforma da Previdência no país proposta pelo governo, enquanto a oposição pede que a sessão seja suspensa.
Segundo o jornal Página 12, por volta das 18h (19h em Brasília) o saldo era de 81 feridos. De acordo com o Ministério da Saúde do país, mais de 60 pessoas foram atendidas em hospitais.
A situação chegou a tal ponto que, apesar da determinação de que a segurança no entorno do Congresso caberia somente à polícia de Buenos Aires, o contingente não foi suficiente e decidiu-se pela intervenção de agentes da Polícia Federal e da Gendarmaria, uma força de natureza militar que responde diretamente ao Executivo nacional.
Antes do início da sessão, às 14h locais (15h em Brasília), manifestantes convocados por organizações sociais e sindicais atiraram pedras e garrafas contra os policiais. Também lançaram rojões e fizera barricadas com as grades que cercam o Palácio Legislativo. Depois disso, a polícia começou a disparar balas de borracha e a usar gás de pimenta.
Os incidentes ocorrem depois que, na quinta-feira passada (14), quando o projeto seria discutido em outra sessão, houve um enfrentamento entre gendarmes e manifestantes que deixou dezenas de feridos e vários detidos.
Sessão tensa
Enquanto a violência aumentava do lado de fora do Congresso, deputados de oposição pediam a suspensão da sessão. "Pedimos que reflitam. É uma situação grave, gravíssima. Tomemos a decisão de suspender esta sessão como forma de evitar a violência na Argentina", disse o deputado opositor Agustín Rossi, da coalizão kirchnerista Frente para a Vitória.
O pedido para suspender a sessão também ganhou o apoio de alguns aliados de Macri, como a deputada governista Elisa Carrió, da coalizão do presidente. Ela, no entanto, fez ressalvas sobre a organização das manifestações contra a reforma da previdência.
"Eu pedi a suspensão da sessão, mas peço que todas essas manifestações e o que está ocorrendo do lado de fora seja observado pelo promotor penal e pelo juiz que está lidando com a conspiração institucional", disse a deputada.
"Estamos fazendo discurso entre nós e lá fora há uma batalha campal", alertou a deputada Cecilia Moreau, do partido Unidos por uma Nova Argentina.
"O que vemos é a resposta repressiva do governo frente a alguns grupos. Estamos vendo agentes sem identificação arrastando pessoas pelas ruas. A responsabilidade é do presidente da nação, Maurício Macri", afirmou o deputado Guillermo Carmona, do partido Frente para a Vitória.
No entanto, o presidente da Câmara, Emílio Monzó, da coalizão Cambiemos, base da administração Macri, decidiu manter a sessão e às 19h (20h em Brasília) o texto começou a ser discutido.
O Cambiemos conseguiu o quórum de pelo menos 130 parlamentares para a sessão, após um um acordo que incluiu o apoio do partido Justicialistas, do bloco radical, e de governadores de 11 províncias, como Missiones, Córdoba, Chaco, Tucumán e Entre Ríos.
Um dos principais pontos do projeto é a mudança da fórmula para calcular os reajustes das aposentadorias. Segundo o governo, a reforma permitirá que os aposentados ganhem mais em 2018. A oposição e os sindicatos discordam do governo, alegando que haverá cortes nos setores mais vulneráveis.
Mudança nas regras
A proposta em votação muda a forma de cálculo do reajuste das aposentadorias. A argumentação é que essa nova fórmula, acrescida de abonos que seriam concedidos em 2018, vai beneficiar os aposentados. A oposição e organizações sindicais discordam e alegam que a fórmula vai trazer perdas salariais frente à evolução da inflação.
A reforma faz parte de um pacto fiscal assinado em novembro por 23 dos 24 governadores da Argentina e Macri. O governo federal repassará recursos às províncias que, em troca, economizarão através de mudanças no sistema previdenciário.
Nesta segunda-feira (18), a Confederação Geral do Trabalho, a maior central operária da Argentina, convocou uma greve geral de 24 horas em todo país. Para que os trabalhadores possam voltar aos seus lares, a paralisação no sistema de transporte começará de forma integral após a meia-noite desta segunda-feira.
Confira vídeo sobre a mobilização em Buenos Aires:
Leia também reportagem da Rede Brasil Atual sobre o assunto:
A base do governo neoliberal de Mauricio Macri na Câmara dos Deputados da Argentina conseguiu quórum para retomar a votação de reformas impopulares no país. Em resposta, milhares de trabalhadores e aposentados tomaram as ruas de Buenos Aires para rechaçar a medida que pode prejudicar reajustes em aposentadorias, pensões e outros benefícios de mais de 17 milhões de pessoas. O cenário na Avenida de Mayo – que liga a Casa Rosada (sede da Presidência) ao Congresso – é de guerra.
Os manifestantes estão em confronto com as forças militares desde o início da manhã. De acordo com informações preliminares, são mais de 40 detidos, além de diversos feridos, entre eles, profissionais da imprensa. Estranhamente, a mídia corporativa brasileira ignora os fatos no país vizinho.
Além da grande mobilização, com mais de 100 mil pessoas, as principais centrais sindicais argentinas, a Central Autônoma dos Trabalhadores (CTA) e a Central Geral dos Trabalhadores (CGT), iniciaram movimento grevista em todo o país desde as 12h de hoje (18). A investida, de 24 horas de paralisações, já afeta o setor aéreo do país. O metrô segue funcionando até as 18h. Trens e ônibus encerram atividades à 0h.
A sessão atingiu quórum por volta das 14h, mas o embate é acirrado. A oposição afirma que as reformas não foram apresentadas na campanha de Macri, portanto, não possuem legitimidade. Existe um movimento que pede que as medidas passem por referendos populares. "Defendemos a discussão do tema com a sociedade. Pretendem passar o projeto com o Congresso sitiado? Se é tão bom o projeto, por que tanta repressão? Defendemos a consulta popular", disse a deputada Romina Del Plá, da Frente de Izquierda y de los Trabajadores.
A oposição critica amplamente a repressão às manifestações. Na última quinta-feira (14), milhares de argentinos também tomaram as ruas para denunciar uma manobra do governo macrista. Seu partido, o Cambiemos, utilizou de aparato militar para uma reunião de cúpula da Organização Mundial do Comércio (OMC), a fim de acelerar o processo de votação das reformas. O resultado foi mais repressão, com mil membros das forças armadas locais.
"Não é normal que o Congresso tenha medo do povo. Não é normal a repressão. Isso não é bom para o funcionamento desta Casa. Não é normal para o exercício da democracia. Não é normal tantos feridos vítimas de repressão. Vocês vão ter que sair como ratos do Congresso por traição ao povo argentino", disse o deputado Darío Martínez, da Frente para la Victoria (FPV).
Em uma tentativa de pressionar a aprovação das medidas, a base do governo Macri convocou às pressas governadores de diferentes províncias para o Congresso. "Chegaram ao ponto de convocar governadores para tentar aprovar uma lei antipopular que atenta contra 17 milhões de argentinos. É lamentável também a repressão novamente contra o povo argentino. Em que país estamos?", disse o deputado Juan Manuel Huss, da FPV.
O projeto macrista é chamado de Reforma Previsional e altera a forma do cálculo de benefícios do governo tais como aposentadoria, pensões e programas sociais. Uma das políticas que pode ser afetada é a Asignación Universal por Hijo (AUH), análogo ao Bolsa Família no Brasil, que paga uma pensão por filho para famílias com pais desempregados, ou no mercado informal, que vivem com menos de um salário mínimo por mês.
Suspensão
Na sessão da última semana, o clima de tensão se refletiu na Câmara. Além da violência nas ruas, deputados se desentenderam e chegaram a trocar empurra-empurra. Tais embates levaram a sessão a ser suspensa. Hoje, a oposição tentou por diferentes momentos levantar a discussão. Motivos, em especial, a repressão policial.
A base do governo acusa a oposição de usar de violência nas manifestações. Em resposta, o deputado Horacio Pietragalla Corti, da FPV, disse que "em nenhum momento vamos aceitar que nos chamem de violentos. Violentos são os governos neoliberais que sumiram com 30 mil companheiros argentinos na última ditadura (1976-1983). Temos ainda que falar que a parte civil desse golpe militar hoje está nos governando. O pai do presidente Macri se favoreceu economicamente com a ditadura. Aqui também temos membros de familiares cúmplices da ditadura."
O deputado Nicolas del Caño, do Partido dos Trabalhadores Socialistas (PTS), também pediu a interrupção da sessão. "Nos sentimos ofendidos pela violência contra manifestantes em seu legítimo direito. O que vimos na última quinta-feira foi a militarização, um sítio, que há muito tempo não se via. O Cambiemos quer aprovar essa lei de forma fraudulenta, 140 pessoas vão decidir meter a mão no bolso de 17 milhões de pessoas vulneráveis, 90% da população está contra esta medida. O governo disse na campanha que não promoveria reformas como esta. Por isso, não podemos seguir com essa sessão."
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
RICHA E MULHER DE CABRAL, SOLTOS, É UM TAPA NA CARA DO POVO
Gilmar solta Richa e mulher de Cabral!
Dra Dodge, quando vai pedir o impeachment dele?
publicado 18/12/2017

Do G1:
"O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar nesta segunda-feira (18) Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB).
Na mesma decisão, Gilmar Mendes substituiu a prisão preventiva por recolhimento domiciliar.
Adriana Ancelmo foi presa pela primeira vez em dezembro do ano passado, no âmbito da Operação Calicute, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.
Foi esta mesma operação que levou Sérgio Cabral à prisão.
(...)
E no Estadão (em estado comatoso):
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar nesta segunda, 18, suspendendo inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).
Na decisão, o ministro afirma: “A manutenção do trâmite de investigação sem um mínimo de justa causa contra o Governador do Estado compromete não apenas a honra do agente público, mas também coloca em risco o sistema político.”
O inquérito foi aberto para para apurar delitos de corrupção passiva (art. 317 do CP), lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei 9.613/98) e falsidade ideológica eleitoral (art. 350 do Código Eleitoral) tendo como base informações prestadas por Luiz Antônio de Sousa, em acordo de
colaboração premiada. A defesa alega que o acordo foi “ilegalmente celebrado com o Ministério Público do Estado do Paraná e indevidamente homologado pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina”.
colaboração premiada. A defesa alega que o acordo foi “ilegalmente celebrado com o Ministério Público do Estado do Paraná e indevidamente homologado pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina”.
(...)
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
domingo, 17 de dezembro de 2017
UMA CLASSE QUE RECEBE ACIMA DO TETO - OS JUÍZES
71% DOS JUÍZES RECEBEM ACIMA DO TETO DE R$ 33,7 MIL

Informações entregues por tribunais de todo o país ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, ao menos nas cortes estaduais, receber remunerações superiores ao teto constitucional é regra, não exceção; nos últimos meses, 71,4% dos magistrados dos Tribunais de Justiça (TJs) dos 26 estados e do Distrito Federal somaram rendimentos superiores aos R$ 33.763 pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — valor estabelecido como máximo pela Constituição
17 DE DEZEMBRO DE 2017 ÀS 06:26 // INSCREVA-SE NA TV 247 

247 -" Folhas de pagamento entregues este mês ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por tribunais de todo o país mostram que, ao menos nas cortes estaduais, receber remunerações superiores ao teto constitucional é regra, não exceção. Levantamento do Núcleo de Dados de O Globo, com base nas informações salariais divulgadas pela primeira vez pelo CNJ, aponta que, nos últimos meses, 71,4% dos magistrados dos Tribunais de Justiça (TJs) dos 26 estados e do Distrito Federal somaram rendimentos superiores aos R$ 33.763 pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — valor estabelecido como máximo pela Constituição.
Dos mais de 16 mil juízes e desembargadores dos TJs, 11,6 mil ultrapassaram o teto. A remuneração média desse grupo de magistrados foi de R$ 42,5 mil. Nessa conta, auxílios, gratificações e pagamentos retroativos têm peso significativo e chegam a representar um terço do rendimento mensal — cálculo que só pôde ser feito a partir da exigência do CNJ de receber as folhas completas num único padrão. No levantamento, foram desconsiderados os benefícios a que todos os servidores dos Três Poderes têm direito: férias, abono permanência e 13º salário. Em alguns estados, foi usada como referência a folha de novembro; em outros, a de outubro ou setembro, dependendo da que foi divulgada.
Não é possível, no entanto, afirmar que os pagamentos são irregulares e ferem a lei. A Constituição define como teto os salários dos ministros do STF, mas abre margem para exceções ao retirar “parcelas de caráter indenizatório previstas em lei” do cálculo. Os tribunais argumentam que determinados auxílios, como moradia e alimentação, e os chamados direitos eventuais, entre os quais as gratificações por exercício cumulativo e os pagamentos retroativos, não são considerados na conta do teto constitucional. Os órgãos afirmam seguir as resoluções do CNJ, que fiscaliza o Judiciário e especifica quais auxílios devem ficar de fora do limite.
As informações são de reportagem de Marlen Couto em O Globo. "
Para uma classe abonada e privilegiada, os juízes, não há crise, e eles estão se lixando para quem recebem salários parcelados, atrasados.
Muitos recebem acima do teto, e podem ser até legal, mas é de uma hipocrisia total, e dentro desses salários há inúmeros penduricalhos que engordam os seus holerites.
Digo e venho dizendo há um bom tempo, aqui no BRASIL, há muitas castas privilegiadas, e umas dessas é a casta de nossos juízes.
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
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