quinta-feira, 20 de julho de 2017

O POVO NAS CAPITAIS CONTRA A PERSEGUIÇÃO À LULA

A PERSEGUIÇÃO DE MORO À LULA

Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.

LULA: MORO FOI ATÉ BONZINHO

PAULO SANTANA, OBRIGADO !!!-------------------

O  Rio  Grande  do  Sul,  perdeu  ontem um  dos mais  importantes  jornalistas,  PAULO  SANTANA,    e  além  de  ser  jornalista, um  grande  comunicador,  cronista  do  cotidiano, um  texto  maravilhoso, um  gremista  daqueles de uma paixão  imortal  pelo  seu  GRÊMIO.
Esse  blog,  homenageia  singelamente um  grande gremista, um  grande  jornalista  que  também  respeitava  muito o  eterno  rival ,  INTERNACIONAL.
Obrigado  PAULO  SANTANA.

Pensem   nisso  enquanto  eu  vos  digo  até  amanhã.

terça-feira, 18 de julho de 2017

PARA JOSÉ DIRCEU, UM GUERREIRO


Para José Dirceu

Leio na Folha de São Paulo a noticia de que a mãe de José Dirceu foi enterrada em Minas Gerais, Notícia curta, da qual anoto.
"Segundo amigos da família, Dona Olga era poupada do noticiário sobre seu filho desde a explosão do escândalo do Mensalão, em 2005. Sempre assistia a filmes em canal fechado.
Preso em novembro de 2013, o ex-ministro pediu que a mãe não fosse informada sobre a detenção antes do Ano Novo. Para justificar a ausência dele nas festas do fim de ano, a família disse à matriarca que Dirceu estava fora do país.
Dona Olga, que nos últimos anos apresentava falhas de lucidez, também não soube que a casa onde morava fora confiscada, em maio do ano passado, por decisão do juiz Sergio Moro. "
Apesar do esforçado tom neutro da notícia, em parágrafos ocultos pude sentir a tristeza e as circunstâncias de José Dirceu na última visita ao corpo da mãe. E fiquei sentido no íntimo. E me impressionou não existir um só repórter que lhe pedisse, fale com o seu coração, José Dirceu. Fale o que não lhe deixam falar. Fale da sua injustiça, do seu projeto de vida que desejam matar. Conte a sua dor. E como sou ruim, muito ruim de improviso, recupero para ele um trecho do meu romance "O filho renegado de Deus", publicado em 2013. E pouco me importa que chamem a isso de oportunismo. Pouco importa. A tua dor é nós, Zé Dirceu:
Ali como agora: a mãe não está morta. Essa é uma ideia que resiste a toda e qualquer lógica, até mesmo aos fatos, aos acontecimentos vividos e testemunhados. A mãe não está morta. Para o sentimento, para a percepção essencial, que diabo são os fatos? O concreto vira falso concreto, o palpável vira engano, e de tal modo que a evidência de ver como São Tomé vira uma burla. O concreto é o que resiste na consciência, ainda que não se possa mais pegá-lo. Isso, contra toda a tradição racionalista, era um tabu, um obelisco erguido contra si, a que ele não podia olhar nos anos de clandestinidade. Pois não encaramos aquilo que contraria a proclamação de nossos ideais públicos. Sobre o que se opõe ao que falamos corremos de olhar detido. Mas o coração rumoreja, e rebelde em silêncio continua a sua busca, daquela que os olhos não veem mais, daquela que insistem em lhe falar que não está viva. O coração continua, e faz seu caminho onde só veem pedras, urtigas, raízes murchas. Ele não sabia, não podia nem queria saber, porque grande era a dor sufocada, que no mais íntimo ele continuava a procurar uma forma e conformação para a mãe. Disso não tomava consciência, porque além de se confessar uma fraqueza era também um ser de intimidade vergonhosa, o olhar para mulheres com alguma coisa dela. Ou da sua feminilidade, ou da sua bravura, ou dos gestos do mais calado carinho. De uma generosidade até o sacrifício. Mães assim se faziam dignas do mais louco amor.
Mas ele não sabia, ninguém devia saber. Isso era desnudo de absoluto segredo, isso estava naquele capítulo e jarro precioso, onde se guarda, e se defende com todas as armas, um caráter próprio, a esquisitice de uma personalidade. No entanto, ainda aí, apesar dos embuços, estava um traço detectável em consultas no divã ou prospecção psicanalítica. O que ele não sabia, nem desconfiava da existência, é que ele sonhava com a vida da mãe mesma, ela própria, sem fantasia ou corpo disfarçado em outras, vale dizer, se o pudor destas linhas for jogado fora, ele sonhava com a sua volta, sim, ela própria, a sua pessoa concreta, real, se assim se pode expressar. "Mas como o real, se ela não mais existia?", perguntava-se em seus diálogos ocultos de si, do mundo consciente. "Ora, ora...", respondia-se ainda mais entranhado, com uma pergunta de desejo absoluto, "os mortos não voltam?". Nesse diálogo de vozes ocultas, nessas vozes que passavam à revelia da sua mente apresentável, nessas falas que fluíam lá no quintalzinho da casinha do bequinho estreito e escondido no fundo de si, ele se falava e sabia ser possível uma dilatação da vida da mãe depois da morte, ou seja, o absurdo de que a sua consciência de visita desprezava, "ah, os mortos", com um estalo nos lábios que significava "os vivos depois da morte, que bobagem".
Então nós que o narramos, que o vemos, temos vontade de sorrir para a sua grande certeza, aquela da consciência apresentável, "ah, os mortos...". Pois ele desprezava o absurdo como os amantes apaixonados dizem desprezar a sua paixão. "Ah, aquela mulher, isso é passado". E, ao perceberem que não são vigiados, voltam com uma sôfrega pergunta, "você tem visto essa mulher?", para a continuação ainda mais objetiva e neutra, "onde ela mora agora? em que rua?", e mais, "está sozinha? é bonita ainda?". Ah, os mortos. Coisa mais óbvia e redundante: quem não sabe que os mortos estão mortos? E o coração, no mesmo passo em que fala alto essas obviedades, fala-se com uma revolta ainda mais funda e secreta, "não, não, eu a quero com todas as minhas forças, em que lugar mora e vive essa mulher que falo ser passado?". E por isso Ele, ateu, materialista, em plena maturidade ainda a queria em uma vida nova, como se morta estivesse viva, como se aquela mãe no caixão fosse um engano, ou, de modo mais decisivo e corajoso para o seu coração de materialista, "A mãe continuava em uma segunda vida". Se é uma lei universal que os mortos estão mortos, essa lei não se aplica a ela, porque se foi morta, hoje está viva.
Então o seu peito de conformar, querendo traduzir o absurdo à razão, dava à mãe uma nova vida, mas com os sinais do tempo, a saber, ela em sua segunda estaria um pouco curva, mais baixinha, e de cabelos brancos. Um tantinho mais magra também, porque na velhice – uma velhice exterior, já se vê, por acréscimos de artifícios -, porque a mãe envelhecida fazia dieta para controlar a glicose no sangue, e por isso estaria um pouco mais magra. E coisas assim, creia-se, não são uma fantasia, divagação ou desnorteio poético. A poesia se dá dentro de cada um liberto, quando nos abandonamos ao que nos faz pessoas. Pois assim se deu, de repente, quando lia algo referente a Hemingway, sentado a um canto e janela, esquecido de si, do mundo, somente atenção exterior ao que lia. Na altura do cemitério, passou ao seu lado uma senhora baixinha, de cabeça branca, com o rosto da mãe, com a respiração ofegante da mãe, com o andar e a beleza da mãe. Foi impressionante como ela se fez ver, sem lhe bater no ombro, sem lhe falar, pois apenas o chamou com a sua passagem e presença. Sem o cheiro nauseante das flores no caixão, ela era uma senhora viva, silenciosa e viva, que lhe anunciava "olha-me, vê-me, eu te digo: a nossa ligação continua. Eu te salvo e te redimo". Era ela, a voz possuía o calor e timbre do afeto identificador. Pois há um lugar fora das delegacias policiais onde o amor identifica pessoas sem precisar de fotos, impressões digitais e outras evidências inúteis. Ele é determinante da singularidade de uma pessoa como um todo, ao mesmo tempo que a decompõe em traços resistentes aos abalos dos anos ou disfarces. É a temperatura da voz que chega em um telefonema, não importa quanto tempo haja corrido, é até um anúncio de voz que não se emite, em frases, palavras que ninguém escuta, a não ser o amado, o conhecedor, cuja percepção desvenda a fala em um olhar.
Assim a mãe passou por ele na altura do cemitério. Ele não soube o que fazer então. Vontade lhe deu de pular e tocar, tocar aquela senhora (mas ela seria desfeita como bolha de sabão?), e mais vontade lhe deu de pular sobre ela, tocar-lhe a nuca, beijá-la no cangote, mas ela reagiria "quem é você?".
- Eu sou o teu filho, mãe. Nota como fiquei metido a besta. Leio, anoto e discuto autores reconhecidos no mundo. Nota como estou vestido, bem vestido, diferente de quando era nu. Eu agora como e bebo o que nunca comeste ou bebeste. E ainda assim eu sei, eu sou teu filho, mãe. Eu sou aquele que contigo comeu tanajura.
Essas coisas que dão vontade, por timidez ou medo, e nesse caso foi mais medo que timidez, porque para a mãe ele jamais seria tímido, na hora ele teve um medo menor, de gente pequena, indigna do menino: na hora teve medo de cair no mais vergonhoso ridículo. Que coisa feia seria se, contra todas as evidências, se a mãe se voltasse e o olhasse, ainda que com uma denúncia no olhar:
- Eu não sou a mãe. Eu não me chamo a mãe.
Mas ainda aqui ele a olharia pela penúltima vez, nunca pela última, para lhe gritar:
- Por que você me engana?
Na hora foi esse medo de escândalo, de ridículo que o paralisou. Mas o medo mais grave lhe veio depois, ao refletir. E se ele houvesse dado um pulo para a ilusão? Isso queria dizer, um pulo para o nada, um pulo para agarrar a bolha de sabão? Ou tocar na imagem do espelho, onde em lugar de um corpo de carne só se encontra um reflexo? Mas aí a desilusão era bem diferente do que ilude a matéria bolha de sabão, a matéria espelho e imagem. Seria uma desilusão de identidade. Tocar na mãe e vê-la desfazer-se no ar, não, o seu amor o impediria. Ela não seria morta duas vezes, uma naquele caixão, outra no seu reaparecimento. Então ele viu, ao levantar os olhos daquela boba e descartável página, a passagem da mãe ao seu lado, que não lhe tocou com as mãos nem lhe falou com a boca, mas que o levou a vê-la dizendo-lhe:
- Não procures, filho, o mundo em representações vãs, não procures a vida no que é mais vaidade, ouro de latão que vida. Não te percas. Eu sou o teu caminho há muito. Mas foges, insistes em não me ver. Tu queres uma sonata, eu sou ela. Tu queres um desenho, uma pintura, isso já te dei. Tu queres a revelação impossível do carinho, basta que me sigas. Volta a tua vista para meu vestido sujo.
E foi tão rápido em instantes físicos, contáveis, estreitados e comprimidos em segundos, foi tão rápido. Mas que duração! É ela, ele se disse, é ela, e não soube ao certo se se abandonava à sua presença, se se dizia, "para com isso, é impossível, A mãe morreu", mas como? Ela era palpável, visível, estava passando ao seu lado às 13 horas de uma sexta-feira, é ela, ele se disse. E ficou em estado de êxtase, esquecido de que era um empedernido ateu, um rígido materialista, abalado que estava no ônibus por um movimento do coração. É ela. Então os transportes dos cristãos, dos loucos, dos místicos de todas as religiões é real, é real, e ele não sabia, porque dava a todos a categoria de ilusões de alienados. Mas isso na hora ele não pensou, descobriu depois sem a ninguém falar, guardou em si aquela língua de pentecostes, porque era mais abrasante que suas proclamadas crenças. A mãe passava ao lado mui digna, velhinha, pobre mas em belo vestido, talvez porque, depois de tantos anos, muito houvesse melhorado. Elegante, com uma elegância natural, sem alarde. Olhando-a bem – e o coração olha melhor à distância -, olhando-a bem, os anos haviam tirado dela o ar selvagem, ou o aspecto livre de mulher índia, quem sabe ela houvesse ficado uma índia civilizada. Ou melhor, na aparência exterior domesticada. A mãe ali, tão rápido, talvez fosse uma concessão do afeto. Talvez com lógica amorosa, naquele amor que é cego para a miséria material, talvez o sentimento  corrigisse  o  passado.

Pensem  nisso  enquanto  eu vos digo  até  amanhã.

sábado, 15 de julho de 2017

E AS PANELAS ACABARAM ? PERGUNTA LULA

“Cadê as panelas deles? Acabaram?, questiona Lula em Diadema

Durante a posse da nova direção do PT em Diadema (SP), Lula questionou onde estão as panelas e a indignação dos que apoiaram o golpe no Brasil
 15/07/2017 16h21

Lula participa da posse em Diadema

"Durante o evento, Lula falou sobre a sentença de Sérgio Moro e disse que o juiz está julgando politicamente. “Nunca acreditei que ele fosse me absolver. Eles não estão julgando o Lula, estão julgando o nosso governo e as coisas boas que fizemos nesse país. Eles me condenaram porque estão subordinados a prestar contas com a imprensa”, afirmou.“Eu quero saber como estão os coxinhas agora com o Michel Temergovernando o país. Cadê as panelas deles, acabaram?”, questionou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã deste sábado (15), em Diadema (SP), durante a posse de Adi dos Santos Lima, que assume a nova direção do PT da cidade.
Para o ex-presidente, se a condenação não acontecesse, o golpe não faria sentido. “O golpe não fecha se eu não for condenado”, disse Lula, que afirma estar tranquilo por saber que “a única prova daquele processo é a prova da minha inocência. Tenho a consciência tranquila por saber que nenhum daqueles que estão me processando, é mais honesto do que eu”.
Aos seus acusadores, Lula dá o recado: “Enquanto eles não provarem nada contra mim, vou andar por esse país para ser julgado por vocês”, diz.

Imprensa

Lula falou sobre a perseguição jurídica e midiática que vem sofrendo há anos e ressaltou o motivo pelo qual a Rede Globo está contra o governo de Michel Temer. “Sabe por que a Globo está tentando derrubar o Temer agora? É porque ela está preocupadíssima em encontrar um candidato para me enfrentar em 2018”, disse. O ex-presidente lembrou ainda que o Jornal Nacional já completou mais de 20 horas com notícias ruins a seu respeito. “E por que eles não conseguem me quebrar? Porque eu não sou eu, eu sou vocês. Eles não conseguem me derrubar porque as asas que eu voo não são minhas, são as asas dos trabalhadores e dos jovens desse país”.

Partido dos Trabalhadores

Com orgulho, o ex-presidente falou também sobre a história do Partido dos Trabalhadores e os feitos que o PT realizou nos últimos 12 anos no país. “Foi esse partido que teve o presidente que entrou para a história como o presidente que mais fez universidade e escolas técnicas no Brasil. Tenho orgulho de dizer que o tempo em que eu presidi esse país, os trabalhadores viveram melhor. Sei que não fiz tudo, mas tenho orgulho de olhar para o povo e dizer que, nos últimos 12 anos, fizemos a maior política de inclusão social do mundo”, completou.

Elite

Sobre a elite brasileira, Lula ressaltou que ela nunca teve interesse que o pobre chegasse à universidade. “O erro que cometi foi fazer o povo sonhar e viver melhor. O que nós temos orgulho, parecem que eles têm ódio. Porque eles não querem que as pessoas debaixo subam o degrau da escada da inclusão social”, disse Lula.
Ao final de seu discurso, Lula disse que quer que o povo brasileiro volte a sorrir, volte a trabalhar e ter uma vida digna. “Eu, um nordestino que só foi comer pão aos 7 anos de idade, quero dizer: contem comigo porque nós vamos consertar esse país!”."
Por Lula.com
Pensem  nisso  enquanto  eu  vos  digo  até  amanhã.

CONDENADO, LULA E AS PESQUISAS


Condenado, Lula deve subir nas pesquisas

LEONARDO ATTUCH
14/07/17


Ricardo Stuckert

"É pouco provável que alguém tenha se surpreendido com a condenação do juiz Sergio Moro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e meio de prisão na Lava Jato. Era esse o capítulo final de uma tragédia que arrasta o Brasil para o precipício há mais de três anos e que, como toda novela, necessita de um último capítulo em que os "mocinhos" derrotam os "bandidos". Curiosamente, a sentença saiu no mesmo dia em que foi divulgado o trailer do misterioso filme "A Lei é para Todos", cujos patrocinadores são mantidos em sigilo. Vinte e quatro horas depois, num pronunciamento na sede do PT, Lula disse que seus algozes estavam condenados a condená-lo – uma vez que prisioneiros da narrativa que criaram ou na qual se deixaram envolver – e reivindicou uma nova candidatura à presidência da República.
Esse é o quadro atual e indica que a crise brasileira ainda poderá se arrastar por mais tempo justamente porque tem como ponto central as emoções contraditórias em torno do mesmo personagem – a devoção e a gratidão que muitos brasileiros sentem por Lula e a mistura de ódio e preconceito que outros tantos já sentiam por ele ou foram adestrados a sentir. Essa divisão não foi quebrada pela Lava Jato. Mesmo com toda a força dos meios de comunicação, o "caso Lula" não conseguiu criar um mínimo consenso na sociedade contra o ex-presidente. Ao contrário. Em todas as pesquisas, Lula se isola na dianteira e, em alguns levantamentos, tem chance até de vitória em primeiro turno. A grosso modo, o Brasil estaria dividido entre um terço que quer vê-lo presidente, uma fração que tem orgasmos em imaginá-lo na cadeia e a grande maioria que flutua.
O problema, para a direita brasileira, é que a sentença chegou num momento especialmente negativo do ponto de vista simbólico. Lula, o mais popular presidente da história do Brasil, foi condenado à prisão, em regime fechado, na mesma semana em que Michel Temer, o mais impopular, conseguiu reverter um relatório adverso na Câmara dos Deputados, em que é denunciado por corrupção passiva. Se isso não bastasse, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), recordista de inquéritos na Lava Jato, foi salvo pelo conselho de ética da casa. No PMDB, tanto o ex-ministro Geddel Vieira Lima como o "homem da mala" Rodrigo Rocha Loures, ambos da copa e cozinha de Temer, ganharam o direito de ir para casa, mesmo acusados de receber gigantescas propinas.
Ou seja: a cada dia que passa, a sociedade brasileira enxerga com maior clareza a seletividade do Poder Judiciário. E se a justiça tem lado ela se torna imediatamente injusta aos olhos da população – o que contribui para a narrativa de que Lula é, mais uma vez, vítima de perseguição política. Isso significa que as próximas pesquisas eleitorais devem indicar um impacto nulo ou até positivo para o ex-presidente. Não apenas pela revolta diante da disparidade de critérios contra Lula e seus adversários, mas também porque o regime atual tem-se mostrado incapaz de debelar a crise econômica. E, gostem ou não, a única lembrança de tempos felizes na economia, para a grande maioria da população, é o governo Lula.
Esse quadro cria um dilema ainda maior para o País. De um lado, uma parcela da direita irá pressionar os três desembargadores do TRF-4 para que condenem rapidamente Lula e o inabilitem politicamente. Mas o Brasil será mais uma vez humilhado se os votos se três juízes se sobrepuserem aos anseios dos eleitores, depois que deputados e senadores decidiram rasgar os 54 milhões de votos da presidente Dilma Rousseff, num impeachment sem crime de responsabilidade. A única saída capaz de devolver a esperança ao Brasil – e também de tirar essa batata quente do Judiciário – é antecipar as eleições presidenciais, como vem propondo, inclusive, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. E se Lula tiver que ser batido, que o seja nas urnas."


Pensem   nisso   enquanto  eu  vos  digo  até  amanhã.

NÃO TENHAMOS MEDO DE AMAR

"É preciso te falar das minhas noites De angústias e dor Só o tempo é quem vai dizer Quem vai perder no jogo do amor Eu não quero mais ...