segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
MORO NO PODER REPETIRIA COLLOR
LEANDRO KARNAL: MORO NO PODER REPETIRIA COLLOR

"A nossa corrupção está fazendo as pessoas imaginarem que virá do horizonte alguém que irá nos salvar. E não virá. Não virá. Um juiz Moro, usando como fantasia distópica, assumindo o poder sem o controle de uma máquina partidária, não terá nenhuma base no Congresso. Resultado: ele repetirá um pouco Collor com seu partido surgindo do nada, incapaz de dialogar com o Congresso. As soluções têm que ser coletivas e é preciso se dar conta que não depende de uma pessoa só, mesmo que ela seja honesta e competente", diz o professor e historiador Leandro Karnal, em entrevista à jornalista Sonia Racy; "Não existe nenhum obstáculo e nenhuma antipatia na candidatura do Moro. A minha antipatia é com o sebastianismo"
26 DE DEZEMBRO DE 2016 ÀS 07:17 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM 
247 –" Em entrevista à jornalista Sonia Racy, o professor e historiador Leandro Karnal falou sobre a profunda crise brasileira e a possibilidade de que o juiz Sergio Moro venha a encarnar o papel de "salvador da pátria".
"A nossa corrupção está fazendo as pessoas imaginarem que virá do horizonte alguém que irá nos salvar. E não virá. Não virá. Um juiz Moro, usando como fantasia distópica, assumindo o poder sem o controle de uma máquina partidária, não terá nenhuma base no Congresso. Resultado: ele repetirá um pouco Collor com seu partido surgindo do nada, incapaz de dialogar com o Congresso. As soluções têm que ser coletivas e é preciso se dar conta que não depende de uma pessoa só, mesmo que ela seja honesta e competente. Depende de uma transformação do sistema", diz ele. "Não existe nenhum obstáculo e nenhuma antipatia na candidatura do Moro. A minha antipatia é com o sebastianismo. O que tornou Portugal um país subdesenvolvido durante tanto tempo é a crença de que a força viria de fora, de uma salvação externa, de um Dom Sebastião."
Karnal também criticou a hipertrofia do Judiciário nos dias atuais. "Nós precisamos reler Montesquieu. Os poderes estão divididos. O Ministério Público propôs as dez medidas contra a corrupção, e tem plena liberdade legal para fazer o que todo cidadão pode fazer, que é propor leis para o Congresso. Mas quem vota as leis é o Congresso, não o Ministério Público. Não concordei (com esse processo), como eu também não concordei com algumas medidas que foram feitas na calada da noite pelo Congresso, mas isso faz parte da democracia", afirma. "O Executivo está lançando projetos de lei em excesso, a Suprema Corte está decidindo sobre leis que deveriam ser decididas pelo Congresso e o Congresso está não reconhecendo medidas da Suprema Corte. Ou seja, é preciso que todos releiam Montesquieu. Uma das almas da democracia são os três poderes mutuamente dependentes e soberanos. Mutuamente separados e dependentes um do outro."
Numa entrevista recente, Karnal também defendeu a renúncia de Michel Temer. Confira:
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
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SUPERSALÁRIO DE PROCURADOR PODE CHEGAR A R$ 120 MIL POR MÊS
"A incorporação de indenizações — como auxílio moradia alimentação e ajuda de custo— podem até quadruplicar o salário mensal de um procurador do Ministério Público Federal; em alguns meses, essa combinação fez com que procuradores chegassem a receber "supersalários" de R$ 121 mil, dos quais R$ 96 mil em indenizações; a cifra já desconsidera os descontos previstos em lei, como Imposto de Renda e contribuição previdenciária; essas compensações, que não estão sujeitas ao teto salarial do funcionalismo público, representam 30,4% do gasto com folha dos servidores ativos do Ministério Público Federal; a regra também vale para o Judiciário, com anuência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o que faz que a situação se repita entre os magistrados. "
"DO BRASIL 247"
E o Zé POVO, como fica? Bem, isso é uma outra conversa que não vem ao caso, o povo, o assalariado, o aposentado, o pobre, esses que se lasquem, vão procurar sua turma é simples assim.
Disse há tempos que no Brasil vivemos uma realidade social de castas
e lembro muito bem que fui muito criticado por dizer isso mas se observarmos bem, é isso mesmo que ocorre.
O que se vive hoje é um brutal sistema de cortes de direitos, leis que não dão guarida aos que dela precisam e vamos dessa maneira vivendo essa dura realidade.
Há até poucos meses atrás tínhamos sim, um horizonte, uma perspectiva, hoje, não temos na real essa possibilidade.
De concreto mesmo, o povo é o pato real dessa situação foi colocado nele, a culpa pela quebra e endividamento de vários entes que compõem o Estado brasileiro.
Agora, resta-nos apenas, pagar essa conta, com desemprego, sem esperança, e sustentar os nossos marajás, a casta brasileira de altos salários.
O povão ? Bem, o povão, que se lixe e vá buscar a sua turma.
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
domingo, 25 de dezembro de 2016
FELIZ NATAL !! oh oh oh!!
NATAL É AMOR..SOLIDARIEDADE...É CORAÇÃO !!
FELIZ NATAL A TODOS OS GURIS E GURIAS, QUE ME HONRAM COM SUA ATENÇÃO..MEU BEIJO A TODOS.. JC
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
sábado, 24 de dezembro de 2016
O NATAL DO FUNCIONALISMO PÚBLICO GAÚCHO
Sartori e o Natal do funcionário público
"Acabou a primeira fase do massacre na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Foram quatro noites de caça ao funcionário público.
A oposição e parte da base rebelada (PDT) lutaram para salvar algo.
Perderam. Até quando ganharam.
O governador José Ivo Sartori fez sua escolha: fazer o funcionalismo pagar mais (contribuição à previdência) para que o grande empresariado pague menos (impostos). Governo dos ricos para os ricos e pelos ricos. Plutocracia.
Até a última hora o governo reteve a entrega ao Ministério Público, por decisão judicial, da caixa preta das isenções fiscais, que ultrapassam em três vezes o déficit anual do Estado. Uma bolsa-rico protegida a sete chaves.
Resumo do massacre: o funcionalismo levou bombas na praça da Matriz, teve helicóptero voando baixo com arma apontada para os manifestantes, viu seus empregos serem extintos, junto com suas instituições, e foi culpado pela crise. Em lugar de mostrar a realidade dos incentivos a empresários, inclusive os criados pelo PT, o governo Sartori sentou-se em cima do material sagrado. Quando algum deputado governista foi à tribuna, contrariando a estratégia de vencer em silêncio, foi para defender o sacrifício dos funcionários e os benefícios dos grandes empresários.
É Natal. Confundiram o dia. O funcionalismo foi tratado como judas.
As economias reais serão pífias. A questão é ideológica.
Quantas vezes o líder do governo subiu à tribuna para defender o pacote?
A ideia marqueteira era dividir o sacrifício entre todos. Menos os empresários.
A PEC dos duodécimos dos poderes, que entregaria o quinhão do MP e do judiciário conforme a receita efetiva e não segundo a ficção do orçamento, não passou. Era jogo para a torcida. A oposição caiu na armadilha.
Resultado: empresários e judiciário saíram ilesos.
Funcionalismo comum pagou a conta.
Um plano equilibrado seria assim: poderes recebem pela receita efetiva; excessos do funcionalismo são cortados; empresários perdem 30% dos incentivos que recebem; combate à sonegação é intensificado ao máximo; dados de incentivos são mostrados à luz do dia (nada pode ser escondido da sociedade na era da transparência).
Ah, mas aí eles vão embora para outros Estados?
Conclusão: são predadores e parasitas que se beneficiam da guerra fiscal.
No plano nacional, Michel Temer soltou um pacote para rasgar parte da CLT.
Sem condições morais de permanecer no poder, abalado por delações na Lava Jato, Temer oferece à mídia e aos empresários as reformas dos sonhos deles: desconstrução da legislação trabalhista e trabalho até a morte.
Adeus aposentadoria integral pelo teto baixo do INSS.
Se precisar, para ficar no poder, Temer oferecerá a revogação da Lei Áurea.
Sendo assim, está apto a continuar no poder.
Feliz Natal!"
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
GOLPE ELIMINA METADE DOS CONSUMIDORES
E quem compra compra lembrancinha
publicado 24/12/2016

Reprodução: Tijolaço
O Conversa Afiada reproduz brilhante e brizolista análise do mestre Fernando Brito:
O retrato do fracasso neoliberal é o povo que sumiu das ruas do Natal
"Nenhum texto, reportagem ou análise econômica, pode ser tão expressivo do que se passa no Brasil que o par de fotos estampados hoje na capa do Estadão.
O repórter fotográfico Márcio Fernandes, com extrema precisão, conseguiu reproduzir a foto feita por seu colega Leonardo Fernandes, há seis anos.
Tudo é perfeitamente igual na Rua 25 de Março, centro de comércio popular da cidade de São Paulo.
Tudo, menos o fato de que há na rua, menos da metade das pessoas que havia há seis anos, naquele 2010 do qual muita gente já esqueceu.
Esta metade, feita de gente – gente com família, crianças, amigos, pais idosos, gente que é tão cheia do direito de viver quanto eu ou você – sumiu. Tornou-se invisível, saiu, em maior ou menor grau, da roda da economia.
A sua ausência não é acidental. Seu desaparecimento é um projeto, um programa, uma estratégia da perversidade neoliberal.
Não existindo, eles não compram. Se eles não compram, a demanda cai e os preços não sobem. Se os preços não sobem, produz-se o “milagre” da redução do processo inflacionário e da corrosão de valor da moeda e adensa-se o sangue que se sugará da Nação pelo rentismo, pelos juros.
O cerne do projeto neoliberal é este: fazer “desaparecer” uma parte da população. Que não vai à 25 de março, que não vai mais ao hospital, ou irá a um mais precário, como mais precária serão suas escolas, suas periferias, suas casas lá onde a elite não as vê.
O Brasil desta gente é como a 25 de março, basta metade existir. A outra metade é um problema, jamais uma solução.
E nunca seus irmãos.
O que nos dão hoje as imagens de Leonardo e Márcio, como nos versos do Chico Buarque, é uma foto que não era para capa, era mera contracara, a face obscura. Mostram mais que que o frio número de queda de 4% estimada nas vendas pela Confederação Nacional do Comercio, que a reportagem de Marcia Chiara registra.
E olhe que, em 2010, Leonardo fez a foto no dia 11. Faltavam duas semanas para o Natal e o 13°, para a maioria, ainda não havia sido pago. Márcio a fez agora, quando tudo deveria estar a pleno vapor.
O Brasil dos Levy, dos Meirelles, dos Moro e Dallagnóis é assim, bem mais civilizado.
A metade.
A outra metade que vá para a selva da barbárie e da exclusão."
"Nenhum texto, reportagem ou análise econômica, pode ser tão expressivo do que se passa no Brasil que o par de fotos estampados hoje na capa do Estadão.
O repórter fotográfico Márcio Fernandes, com extrema precisão, conseguiu reproduzir a foto feita por seu colega Leonardo Fernandes, há seis anos.
Tudo é perfeitamente igual na Rua 25 de Março, centro de comércio popular da cidade de São Paulo.
Tudo, menos o fato de que há na rua, menos da metade das pessoas que havia há seis anos, naquele 2010 do qual muita gente já esqueceu.
Esta metade, feita de gente – gente com família, crianças, amigos, pais idosos, gente que é tão cheia do direito de viver quanto eu ou você – sumiu. Tornou-se invisível, saiu, em maior ou menor grau, da roda da economia.
A sua ausência não é acidental. Seu desaparecimento é um projeto, um programa, uma estratégia da perversidade neoliberal.
Não existindo, eles não compram. Se eles não compram, a demanda cai e os preços não sobem. Se os preços não sobem, produz-se o “milagre” da redução do processo inflacionário e da corrosão de valor da moeda e adensa-se o sangue que se sugará da Nação pelo rentismo, pelos juros.
O cerne do projeto neoliberal é este: fazer “desaparecer” uma parte da população. Que não vai à 25 de março, que não vai mais ao hospital, ou irá a um mais precário, como mais precária serão suas escolas, suas periferias, suas casas lá onde a elite não as vê.
O Brasil desta gente é como a 25 de março, basta metade existir. A outra metade é um problema, jamais uma solução.
E nunca seus irmãos.
O que nos dão hoje as imagens de Leonardo e Márcio, como nos versos do Chico Buarque, é uma foto que não era para capa, era mera contracara, a face obscura. Mostram mais que que o frio número de queda de 4% estimada nas vendas pela Confederação Nacional do Comercio, que a reportagem de Marcia Chiara registra.
E olhe que, em 2010, Leonardo fez a foto no dia 11. Faltavam duas semanas para o Natal e o 13°, para a maioria, ainda não havia sido pago. Márcio a fez agora, quando tudo deveria estar a pleno vapor.
O Brasil dos Levy, dos Meirelles, dos Moro e Dallagnóis é assim, bem mais civilizado.
A metade.
A outra metade que vá para a selva da barbárie e da exclusão."
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
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