segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A LAMA SELETIVA

E se fosse a lama da Petrobras na praia de Ipanema?

Impacto da barragem destruída causa uma "Escola Base" às avessas. Imprensa brasileira perde ímpeto acusatório quando casos emblemáticos envolvem as elites econômicas
por Alceu Luís Castilho publicado 23/11/2015 11:12, última modificação 23/11/2015 12:24
FABIO BRAGA/FOLHAPRESS
Lama
Lama liberada com o rompimento de barragens em Mariana (MG) chegou ao mar do Espírito Santo
A maior catástrofe ambiental do século 21 no Brasil ganha novo ícone com a chegada da lama da Samarco (Vale, BHP) no Oceano Atlântico. Mas quem se importa com a avalanche gosmenta de resíduos na Praia de Regência, no Espírito Santo? Em um litoral que o biólogo André Ruschi define como “a Amazônia marinha do planeta“? Pouco após a barragem da mineradora se romper, no dia 5, houve quem perguntasse, diante da desatenção inicial da grande imprensa: “E se fosse com a Petrobras?” Cabe agora atualizar a pergunta: “E se essa lama estivesse chegando na Praia de Copacabana? Ou Ipanema, Leblon, Barra? Ganharia a capa de Veja?”
As revistas seguem alienadas. Tivemos três fins de semana após o crime socioambiental, ocorrido no dia 5 de novembro. Nem por isso o tema mereceu alguma manchete de Veja, Época ou IstoÉ. Claro que o tema está lá, mas de forma protocolar. Os jornais até acordaram um pouco, diante da viralização do tema na internet. E estão cumprindo (ainda que em fragmentos, com peças isoladas de um quebra-cabeças) parte de sua função. As nossas revistas panfletárias, porém, não estão interessadas em contar à nossa classe média distraída – mas contar com todas as letras – que estamos diante de um dos episódios mais emblemáticos deste nosso capitalismo sôfrego, particularmente inconsequente. E violento.
Sim, as mineradoras fazem estragos por todo o mundo. Inclusive a Vale e a BHP, as maiores ao lado da Rio Tinto. O que não nos impede de constatar que as nossas publicações tipicamente vestais (essas que fazem capas sobre corrupções específicas de grupos políticos específicos) estejam tratando o caso de Mariana de forma secundária, como se fosse um detalhe – um desastre renovável. A Globo multiplicou os minutos sobre as mortes na França e parece sem fôlego para manter a catástrofe brasileira no noticiário. Mas não é só isso. Há um problema de postura. Não veremos o William Waack espumando por causa dos povoados arrasados e das espécies extintas. Não veremos analistas econômicos conectarem as vidas destruídas de pescadores (ou camponeses) à doce vida dos sócios da Vale.
E, portanto, no que se refere ao ambiente, o jornalismo brasileiro ganha a sua Escola Base. Mas às avessas: por falta de acusação, por falta de ímpeto de não somente constatar a responsabilidade da Samarco (Vale, BHP), mas constatar com a capacidade exclamativa que demonstra em outras situações. E sem que haja esforço de costurar uma narrativa maior, de questionar um sistema predador, que libera nossos recursos naturais para o saque bilionário por um punhado de empresas, livres para acumular (com fartas isenções fiscais) e poluir. Sem que se nomeie com todas as letras o partido – o PMDB – que controla o setor da mineração no país, amplamente financiado pelas próprias mineradoras. Quantas vezes o leitor ouviu o nome do PMDB em meio a essa lama toda?
Demonizações seletivas
A Escola Base foi aquele caso em São Paulo em que donos de uma escola infantil foram acusados de abuso sexual. A imprensa foi histérica a respeito (imaginem se o acusado fosse o dono de uma rede gigantesca de escolas privadas) e teve de fazer, tempos depois, um mea culpa: eles eram inocentes. Um mea culpa que simplesmente não é feito em relação aos linchamentos diários, espalhados por todo o país, de acusados – pobres, negros – de outros tipos de crime. A imprensa brasileira ainda é protagonista de espetáculos medievais de demonização de indivíduos, satanizações de acusados que servem também para justificar o tratamento excludente a grupos sociais inteiros. “Eles que não invadam nossa praia”.
E, no entanto, essa imprensa não se move (ou se move em círculos, sem ser incisiva) quando os suspeitos ou criminosos têm colarinho branco, CNPJ e gigantescas equipes de marketing. Briga com o porteiro, nunca com o patrão. Nossa elite não será algemada nem tratada como escória. Nem que seja ela a responsável por poluição ambiental e roubo de terras, destruição de biomas e especulação financeira assassina, nem que patrocine a crise, seja ela mesma a crise, nem que ela seja notoriamente atrasada (ou mais despudorada) em relação às demais elites do capitalismo mundial – porque ainda mais cínica e impune. Os cárceres estarão cada vez mais entupidos dos pequenos traficantes de drogas. Teremos 1 milhão de presos, 1 milhão de inimigos convenientes.
Estamos no país onde a ministra da Agricultura vai à Ásia e se deslumbra com mármores e tapetes, em uma missão oficial para promover o agronegócio brasileiro, esse agronegócio primo da mineração predadora, ambos a esmagar as florestas restantes, os povos indígenas e as populações tradicionais. E lá estava ela na Índia, toda alegre e intensa, vendendo as supostas maravilhas de uma nova fronteira agrícola, a do Matopiba (Maranhão-Tocantins-Piauí-Bahia), onde a família Marinho tem terras e onde o Cerrado ganha sua destruição diária, com o aval de governo e oposição, sem holofotes, sem proteção legal, sem lama, sem espetáculo – sem uma narrativa, uma cobertura diária que ao menos coloque em dúvida esse modelo, essa lógica.
Uma das coisas mais curiosas da imprensa brasileira a serviço da plutocracia é que ela não se dá conta de nossos rombos socioambientais nem quando o PT também deixa ali sua assinatura, nem quando o governo federal que fustigam tenha papel importante nessa destruição. A não ser que pretendam desprestigiar uma estatal. Porque o que querem é apenas colocar outro grupo político no poder, uma espécie de política de substituição de destruições, de preferência sem algum verniz compensatório, alguma inclusão em meio à implosão. É por isso que as próximas capas da Veja vestirão como presidiários apenas aqueles que a revista julgar convenientes; nunca os plutocratas com pedigree. Latifundiários da comunicação a minimizar a dor de multidões e a sacralizar o ódio das minorias. Em nome de seus pais, de seus filhos e apesar da lama no mar do Espírito Santo.
Alceu Luís Castilho é jornalista e autor do livro “Partido da Terra – como os políticos conquistam o território brasileiro”
Diante desse  artigo  brilhantemente  colocado,  realmente   os tempos  são  outros  n´[os aqui  no Brasil 
temos uma  imprensa, uma mídia  em  geral,  seletiva que  não  informa  dignamente, os cidadãos, isso no
mínimo  é  lamentável,  e a causa  disso,  são  os interesses escusos  que permeia  esse  segmento.
No  entanto, cabe  a cada cidadão  fazer sua avaliação dos fatos.  Escamotear  uma informação, não dar
ou omitir  inforamção  ao público   é crime  na minha  mísera avaliação.
Uma  imprensa , séria  e comprometida  jamais  faria isso  como faz    nossa  imprensa.
Pensem nisso enquanto eu  vos digo até amanhã.

AS MARCAS DO NOSSO RACISMO VIVO

Sempre  quando  vamos  falar  de algo  com o  nome  de racismo  ou  outro  nome,  ou  asunto  relacionado  a cor  do  ser humano a gente entre  para um  caminho de muitos  questionamentos e
na real    mexe com  aquilo  que pensamos, mexe  com  idéías que  temos sobre esse  assunto   e
nos faz   refletir,  pensar e até que ponto  nós  não  somos  racistas, ou  para um  determinado  ponto  somos  outros não   somos.
Essa mistura  de sentimentos, esse simbionismo  que carregamos   muitas vezes  e digo   quase sempre  revela  a  máscara  que  cada um de nós   carregamos.
Muitos  de nós,  só  pra sintetizar  até nem  gostam  de  falar  desse  assunto  e negam  que  isso  de racismo  não  existe  aqui  nesse  nosso Brasil,  sim  existe,  é claro, é cristalino  nós é que procuramos
mascarar  em  nós, para fecharmos  nossos olhos  e  não  enfrentarmos  essa discussão secular.
É  lamentável que em pleno  século   21, há  ainda  incrustada  nas  mentes  de  muitos e milhares de
seres humanos, essa chaga  feia,  nojenta da  discriminação da cor.
Penso que  esse  forte abalo  quem sofre um ataque  racista,  seja ele   da forma virtual  ou   não  ele
machuca e trás  consequências  para quem  o  sofreu.
Há muitos  que tentam  relativizar  esse tema,  isso  é, tapar o  sol  com a peneira, mas  jamais    vão
apagar  os efeitos de quem  sofre  esse massacre cotidiano.
Negarmos  o racismo  no  nosso  Brasil é  esconder  esse  crime  e dizer  que  vivemos numa democracia  de raças.
A história  dos  escravos    aqui  no Brasil, nos conta que  a abolição foi efetivada   em  14  de maio  de 1888  onde foram soltos  de suas  correntes  de ferro,  sem qualquer aparato legal  de proteção  pública  que  desse  a  esses  negros  livres o  mínimo que fosse   de condições de viver  numa  sociedade  branca  dominante.
É  fato  dizermos   para não  esquecermos  que  somos todos iguais    perante  a lei mas  nem  todos
com  certeza  são  iguais ou partem  da mesma  igualdade.
O professor cientista político e professor do curso de Gestão Pública da Unipampa, Guilherme Howes
"é um absurdo  acreditar  que, em algum  momento ,  o país viveu  uma democracia racial."
Ele  coloca   que nos anos que  seguiram  a liberdade  dos escravos, o abismo entre brancos e negros
só  fez aumentar.
Pessoas de pele  escura,  descendentes  de escravos, e escravos,  mesmo  que  possuíssem   dinheiro
para adquirir   propriedades , eram  impedidos  arbitrariamente  de escriturá-las, e nem   empresas,  e
ao menos até 1920, jovens e crianças  negras não  podiam  frequentar  os bancos  escolares, salvo sim
raríssimas  exceções.
Na  real, existiu portanto  um apartheid  formal  e perverso   silenciado   pela historiografia, negado
pela política   e afirmado pela cultura brasileira  que perdura  até  os dias  de hoje  e  dá sinais   de  recrudescer  a cada dia    quando  fingimos acreditar que haja  uma democracia racial  - avalia.
Segundo ele,  se engana  quem  pensa  que 127  anos após a abolição da escravatura, essa  disparidade
não    mais existe, o racismo, segundo  Howes, não  é um fantasma do passado ,mas sim,um elemento
vivo  e ativo. Ele tem    raízes   profundas e  históricas em nossa cultura escravocrata  e monárquica,
que  naturalizou  privilégios  e que até  hoje vê com  bons olhos  o popular "jeitinho", sem conseguir  perceber   o  quanto   é absurso moralmente  não  valorizar   o  trabalho  dos outros.
Somos  o único  país  do mundo  que ainda constrói  o  quartinho  da empregada,  que é uma reminescência clara  à  senzala dos séculos,  17, 18 e 19.É a  senzala  moderna.
Segundo  ele, afirmando, que estes são  exemplos claros  de que não  superamos  nossa  cultura escravagista e racista.
São  práticas perversas   que ensinam   a exclusão na prática.
Segundo um trabalho de estatística   do Mapa da Violência 2015, os principais mortos  por armas de
fogo  tem  haver com a cor da pele, pois, enquanto  os  de peles brancas   mortas  por  armas de fogo
caiu,  em  23%,  entre  2003 e  2012,  a quantidade  de negros mortos  cresceu  14,1%.
Somente  em  2012,  morreram,  2,5   mais negros  do  que  brancos.
O  que mais  estarrece nessas estátisticas  é que em  2002  a 2012  morreram  a tiros 320 mil  pessoas negras.
Portanto, de tudo  isso  ficam algumas indagações  que  se fazem  necessárias  nesse assunto delicado
pois envolve  a vida,  envolve  seres  humanos.
Você é racista ? Eu  sou  racista? Eu  gosto  de  negros? Eu não gosto  de negros ?
A sociedade  é racista ? A  socieda não  é racista ?  O  que  você pensa sobre  o  tema? É  indiferente?
Não  te diz respeito ?
Só  seremos uma sociedade melhor  quando  abolirmos esse preconceito  feio  e imoral que  ainda  temos  contra os negros.
Pensem nisso  enquanto eu  vos digo  até amanhã.



domingo, 22 de novembro de 2015

A MORTE DE CADA UM

Muitas  vezes  morrermos  várias  vezes   pois  a morte  tem  sentidos  diferentes  em  cada um.
A  pior  morte morte é  a morte  da alma  que  essa  é  a  morte  definitiva.
Procuramos  nessa vida,  nossa luz,  a  luz do amor,  da felicidade , daquilo  que todos queremos  ser  felizes  e melhores  a cada dia.  E  nós seres humanos  dotados  de razão temos esse dom,  que  um  ser superior  nos deu.
Nossos  caminhos  são  trilhados  por     estradas   diversas  e cada qual  suas  dificuldades e  essas dificuldades temos sim  que  transpô-las  pois  senão   fizermos  a gente fica no  meio do  caminho.
A gente vai minando nosso  dia-a-dia  e  vamos perdendo  forças  que  vão  saindo  de nós  e nos  tirando  nossa  energia.
A  essa  energia  que carregamos e todos  nós temos  é fundamental   para  o  caminho,  para  transpor   nossos  obsatáculos  das dificuldades.
A  cada  dia,  podemos  dizer  conforme  o  nosso  sentimento,  o  nosso  estado dentro  da gente  podemois  dizer  que  morremos um pouco  e  as  vezes  parece-nos  muito  difícil sairmos  desse estado  que  nos leva para baixo  e uma  força em nós  lutando  para  saubirmos  e seguirmos.
Não  temos  tempo  a perder, temos que nos reinventar,  levantar  e seguir  com  toda energia   que nós  temos.
Pensem nisso  enquanto eu  vos digo  até amanhã.

NOSSAS COBRANÇAS

Sempre em qualquer tempo estamos nos cobrando e cobrando quem está em nosso convívio. Cobramos uma postura moral do outro, mas não vemos como anda a nossa.
Tudo isso porque ainda não temos em nós a nobreza de reconhecermos que muitas vezes enxergamos no outro aquilo que precisa ser melhorado em nós mesmos.
Sejamos menos críticos quanto a postura do outro e mais com a nossa.
Temos que fazer a nossa parte da melhor forma possível, e não exigir do outro que o faça.
Somos criaturas em desenvolvimento moral e não podemos esquecer que a mudança de sentimentos e ações é individual, no coletivo são as boas ações que podemos promover no outro.
Não nos deixemos levar por conversas alheias que nos deixam sem energia e tiram-nos o sossego do coração, busquemos a paz em nós em primeiro lugar para podermos através do exemplo contagiar aquele que ainda não está preparado para a paz.
Não se cobre tanto no dia a dia, tenha calma exercite a paciência que assim estará fazendo um bem enorme para a evolução dos melhores sentimentos.
Cobranças demais geram um desgaste muito grande de energia.
Façamos a nossa parte sempre visando o bem, que assim a boa energia fluirá.
Temos que  olharmos para dentro  de  nós mesmos  e  avaliarmos  o  que estamos  fazendo   de errado, ou  pensamos  que está  errado.
A  vida é um  caminho   e nele  somos  alunos  nessa  caminhada, não  temos a imunidade  de não  errarmos
pois somos  seres  humanos  em  melhorias  a cada  passo  que damos.
Reconhecer que erramos  é um  bom passo  para que  possamos melhorar.
Pensem nisso  enquanto  eu  vos digo até amanhã.

O NASCIMENTO DA RODA DE RAIZ

O espaço novo que surgiu, a Roda de Raiz que foi inaugurada ontem, no dia da Consciência Negra foi um retumbante sucesso, onde muitos chegaram a Roda de Raiz para marcar suas presenças e dizer alto e bom som que esse espaço veio para ficar.
Foi um ato para marcar o grande líder negro, Zumbi, sua história e seu legado, para as novas gerações.
Esse espaço, segundo, Carmen Lúcia, a Baiana, uma das idealizadores desse maravilhoso espaço, tem por finalidade básica oportunizar aos negros, a raça, um local onde futuros espaços de
luta pela causa, luta por toda a prática de qualquer ato de racismo, de
cor, e discriminação que temos ainda muito forte em nossa sociedade.
O espaço é nobre e com certeza vai marcar o seu valor. Iniciativas desse porte nos faz pensar que ainda a luta deve ser a cada minuto e não podemos esmorecer pór todas as dificuldades que os negros ,
passam no seu dia a dia.
Seja bem vinda Roda de Raiz, esse espáço será um grande presente para todos aqueles que lutam para uma sociedade mais humana e sem
preconceito.
Foi um ambiente de alegria, confraternização, e acima de tudo de consciência que cada um que esteve presente deve ter levado para si.
Os negros, os afrodescendentes, devem sim estar em qualquer lugar, e viver em qualquer lugar, e dizer, batendo no peito: sou negro!! sou raça! Sou Roda de Raiz.


Pensem nisso  enquanto eu  vos digo até amanhã.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A TERTÚLIA DE SANTA MARIA E SEUS VENCEDORES

Foram três dias de muita música, encontros e celebração da música tradicionalista. Com um público médio de mil pessoas por dia, a 23ª Tertúlia Musical Nativista encerrou já na madrugada de segunda-feira, quando foram anunciados os vencedores do certame sonoro.
A música “Na Varanda da Saudade” foi a grande vencedora. Escrita por Túlio Souza, com arranjo de Arison Martins e interpretada por Miguel Marques, a canção emocionou e arrancou aplausos do público nas duas vezes em que foi interpretada.
A secretária de Cultura, Marilia Chartune, exaltou a realização do festival. “O palco da Tertúlia, mais uma vez, recebeu intérpretes renomados e algumas lendas da música nativista que não mais participavam e retornaram para defender as composições”, analisa. A secretária afirma que fará o possível para que o festival se transforme em lei para que se perpetue em Santa Maria, uma preocupação dos apaixonados pela cultura do Rio Grande do Sul.
Vencedores
Na Varanda da Saudade
Na varanda da saudade
este mate é mais comprido
e o silêncio é tão denso
que até fere os ouvidos.
Tem um cusco enrodilhado
dormindo de olhos abertos,
feito a ausência-presente
de quem longe está por perto.
Uma cadeira vazia
na varanda da saudade
deixa falando sozinho
pela falta da metade.
Umas lembranças pastando
neste potreiro da frente
e cercas que não atacam
os devaneios da gente.

Existem muitas varandas
cada qual com sua saudade.
Tem muito amor sem metade
Tem muita flor sem espinhos
E tantos mates
sozinhos
nas varandas da saudade!
1º lugar – Música “Na Varanda da Saudade”, milonga composta por Túlio Souza, com arranjo de Arison Martins e interpretada por Miguel Marques (Uruguaiana/São Vicente do Sul).
2º lugar – Música “O Descobrimento do Rio Grande”, milonga com letra e arranjos de Érlon Péricles, interpretada pelo Grupo Buenas e M’Espalho (Porto Alegre).
3º lugar – Música “Firmando o Tutano”, chamarra com letra de Giba Trindade, arranjos de Nirion Machado e Cristiano Fantinel, interpretada por Cristiano Fantinel e Adair de Freitas (São Paulo/Rosário do Sul/Alegrete).
Prêmios individuais
Troféu “Origens” – Intérprete Miguel Marques
Troféu Larri Charão, para o melhor instrumentista, Sandro Bonatto, pela canção “Tecida de Luz”.
Troféu Coração do Rio Grande, melhor arranjo, para a música “Tecida de luz”, com letra e interpretação de Valéria Pissauro, música de Adriano Sperandir e Daniel Conti,
Troféu Cantador, melhor intérprete, para Maria Helena Anversa, pela música “Um Rosto na Multidão”, com letra de Bianca Bergman, música de Aline Ribas.
Troféu Antonio Carlos Machado, para a Melhor Letra de Túlio Souza, pela música “Nas Varandas da Saudade”, com música de Arison Martins, interpretada por Miguel Marques.
Troféu Imembuy, para a Música Mais Popular “Tenteando a Gordinha”, com letra de Jaime Brum Carlos, música de Santhiago Simões, interpretada por Márcio Correa e Grupo Gauchismo, de Restinga Seca.
Melhor Composição sobre Santa Maria – Troféu Vento Norte, para a música “Uma Canção para Santa Maria”, com letra e música de Evandro Zamberlan, interpretada por Wilson Paim.
(FONTE: JORNAL  A RAZÃO -  SANTA MARIA)
A  Tertúlia na  sua  edição  23  foi  muito  boa, desfilaram,  todos os artistas, intérpretes, 
letristas,  instrumentistas, e  todo o  conjunto  de colaboradores para uma grande festa.
Me chamaram a atenção, nesse festival, a apresentação das crianças   que  é muito  bom 
sabermos que  novos  artistas   e  uma  maravilhosa    geração de novos  talentos  estão
pedindo  passagem,  cantaram  como gente  grande.
Na edição  dois  da tertulinha, foram o s vencedores:
Mirim:  primeiro lugar: Maria Alice Rosa da Silva  -  "Final  de  Seca"
                                   Murilo Vargas -   "Gaúcho  Coração"
Juvenil: primeiro lugar: Laura Baun -  "O  Muro"
                                     Felipe Adornes Aguiar-   "  Vivendo  e Aprendendo

O  saldo  foi  maravilhoso, o  público nas conversas  gostaram muito,  e saiu  tudo  a
contento.



 Até a próxima  Tertúlia,  se  o  patrão  lá  de  riba assim  o  desejar.
Pensem nisso enquanto  eu  vos digo até amanhã.



UM ENTREVISTA ENTREMEADA DE HIPOCRISIA NA GLOBO NEWS

Postado em 19 nov 2015

A risadinha de Dávila foi a mesma, mas o resto não
A risadinha de Dávila foi a mesma, mas o resto não
A risadinha é a mesma, mas o resto não. E isto me leva, de cara, a perguntar: teria sido Ali Kamel o autor das perguntas que Roberto Dávila fez a Lula na entrevista desta quarta na Globo News?
Foi Mariana Godoy, ex-Globo, quem disse que todas as entrevistas de apresentadores eram feitas, nos bastidores, por Kamel, o que a rigor não o levará ao panteão dos grandes formuladores de perguntas da imprensa brasileira.
Mas veja a diferença.
Começos de entrevistas são uma espécie de aquecimento para as questões mais duras e mais complexas.
Na entrevista que fez há poucas semanas com FHC, Dávila começou com o livro recém-lançado por ele. Fez propaganda ao vivo, segurando-o, e não se constrangeu em dizer que era bom mesmo sem ter lido. “Andei lendo”, disse Dávila, o que em português claro quer dizer: folheei aqui e ali.
Depois, Dávila fez “provocações” – a palavra é dele – a FHC. Uma delas: tendo feito tudo que alguém poderia fazer na vida e na política, ele não se dignaria a sentar com Lula para discutirem saídas para a crise?
Este é o Dávila versão FHC e todo o resto.
O Dávila versão Lula é outro, fora, repito, a risadinha.
O aquecimento foi o panelaço que Dávila disse que alguém lhe disse que iria promover durante a entrevista que acabara de se iniciar.
Para FHC e a humanidade em geral, Dávila oferece afagos no princípio da conversa (durante e depois também). Para Lula, a agressividade sorridente começa já na primeira frase.
Isto posto, pergunto: o que leva Lula a aceitar dar uma entrevista para a Globo News, mesmo se tratando do popular Risadinha?
A resposta é dada pelo próprio Lula no decorrer da conversa. Lula tem um nível de confiança em sua capacidade de debater que o leva a crer que mesmo em situações hostis ele vai acabar se saindo bem.
Foi, aliás, o que aconteceu.
Roberto Dávila não foi páreo para ele. Não houve questionamento para o qual Lula não tivesse resposta imediata e firme.
É verdade que a qualidade dos ataques de Dávila foi baixa. Ele perguntou a Lula quantas vezes ele se arrependera de ter indicado Dilminha.
Até eu me sairia bem desta. Lula jamais poderia rejeitar publicamente – e até privadamente — Dilma até porque ela foi uma escolha pessoal dele. Críticas a ela são, indiretamente, críticas a ele.
Isso não impede que a imprensa viva inventando grandes crises de relacionamento entre os dois, invariavelmente desmentidas pelos fatos e pelas fotos que revelam a amizade, o carinho e o respeito de um pelo outro.
Lula é um pesadelo para a plutocracia porque, como mais uma vez ficou claro na entrevista de outro, ele é um debatedor sem igual na cena política nacional, goste-se ou não dele.
Caso ele realmente se candidate em 2018, quem conseguirá enfrentá-lo diante das câmaras? Aécio, Serra, Alckmin? Bonner?
É isto que realmente assusta os conservadores. Ao comentar na própria Globo News a entrevista, Merval fingiu um ar de superioridade ao falar de Lula. “Ele vive no planeta dele”, disse.
O problema é que o Planeta Lula tem muito mais votos que o planeta do qual Merval é um dos porta-vozes, o Planeta dos Plutocratas.
Quanto ao panelaço de que falou Dávila, bem, parece que as panelas tiveram uma noite de absoluto repouso na noite de ontem nas cidades brasileiras.
Sabemos que  a elite  não  gosta de Lula   mas  esse  não gostar  tem uma  origem   ele
é um  nordestino,  que pobre veio  pra  cidade  grande   e  tornou-se um  cidadão respeitado pelo  mundo tuodo, tornou-se o  maior  presidente  da história  democrática do
Brasil  queiramos  ou  não aceitar  esse  fato.
Lula  no  ninho da  grande serpente brasileira,  foi altivo,  forte, e acima de tudo correto e
coerente  com sua história  respondeu e  não  deixou  nenhuma resposta  em dúvida.
Como  salienta o  jornalista,  que  escreveu  essa  matéria, do DCM, apesar das risadinhas 
que não  se entendia porque  delas  Lula passou como um trator  e  democrata  como ele é.
Parabéns,  presidente Lula,  pela  lucidez  e  não  e nunca  baixar  a cabeça   para  os seus
destratores.
A mídia,  a imprensa em geral, perde uma grande oportunidade  quando  ataca Lula, quando  faz  menos  dele  mas ele  é  grande  demais  e  o  povo sabe disso  e  Lula não
se abate.
A  democracia,  não  é  guerra,  mas sim  uma guerra de  conteúdo político   onde as diretrizes desse  conteúdo  tem que ser  direcionadas para  a grande maioria  do  povo  e
Lula  nos  seus  dois governos o  fez, para a  indignação das  nossas elites aqui  do Brasil
mas o  mundo   sabe quem  é Lula pena que nós brasileiros  não sabemos .
Pensem nisso enquanto  eu  vos digo até amanhã.

NÃO TENHAMOS MEDO DE AMAR

"É preciso te falar das minhas noites De angústias e dor Só o tempo é quem vai dizer Quem vai perder no jogo do amor Eu não quero mais ...