quinta-feira, 16 de julho de 2015

A MÍDIA BRASILEIRA DE SEMPRE

Ditadura midiática

:
Em todo o mundo a imprensa é um dos principais pilares da democracia, defensora da Constituição e baluarte das liberdades. No Brasil é diferente. Aqui a grande mídia é a principal fomentadora do desrespeito à Constituição, incentivadora de golpes e defensora da excepcionalidade. E, ainda, apoiadora do fascismo, disseminadora de ódio, responsável pela criação de um clima de hostilidades que ameaça fazer vítimas fatais a qualquer momento. Graças ao terror que implantou no país, com matérias que, infelizmente, ainda conseguem influenciar brasileiros alienados, paralisou pelo medo o governo, o STF e o Congresso, entre outras instituições.
Como consequência, o Brasil passou a viver sob o jugo de uma ditadura midiática, que tem como executor de sua agenda o Poder Judiciário, através de alguns dos seus membros transformados por ela em celebridades. Não há limites para a ação desse mecanismo ditatorial, que vem criando enormes dificuldades à presidentaDILMA Rousseff em seu segundo mandato, ao mesmo tempo em que robustece a luta de oportunistas da oposição para apeá-la do Palácio do Planalto mediante um golpe mascarado com o nome de impeachment. Qualquer coisa é válida para tentar derrubar a Presidenta, inclusive a palavra de bandidos confessos em delações ditas "premiadas".
A grande mídia conseguiu, inclusive, com suas agressões diárias ao governo e aos petistas, estimular o desrespeito à Presidenta da República até de servidores públicos, na medida em que avaliza e divulga com destaque declarações afrontosas aos seus superiores hierárquicos. O diretor da Policia Federal, por exemplo, afrontou o seu superior hierárquico, o ministro da Justiça, ao afirmar que "a operação Lava-Jato vai continuar com ou sem o ministro José Eduardo Cardozo". O juiz Sergio Moro, por sua vez, respondeu, de forma desrespeitosa, declarações da presidentaDILMA Rousseff. O policial e o magistrado, para isso, certamente se sentem fortalecidos pelo apoio da mídia.
Embora com atraso, porém, já se percebe uma reação de todos os que tem sido vítimas de agressões, a começar pela própria Presidenta. Parece que acabou o jogo sem marcação, o que deverá inibir a ação, inclusive, do senador Aécio Cunha, que estava jogando solto com a sua língua afiada. O presidente nacional do PSDB, contorcendo-se de ódio aos brasileiros que elegeramDILMA, não consegue conformar-se com o resultado das urnas e busca chegar ao poder por processos antidemocráticos. Seu avô materno, o saudoso Tancredo Neves, deve estar se revirando no túmulo, decepcionado e envergonhado com o comportamento do neto, que dele só aproveitou o sobrenome para beneficiar-se do seu prestigio político. O nome dele, na verdade, é Aécio Neves da Cunha, mas não tem nada a ver com o presidente da Câmara dos Deputados. Cunha é o nome do pai, que ele preferiu esquecer para adotar o Neves do avô, de modo a facilitar sua trajetória política.
O fato é que a Presidenta e os partidos aliados, que há tempos estavam na defensiva, acuados pela campanha sistemática da grande mídia e as agressões de Aécio e companhia, resolveram reagir e partir também para o ataque, o que entonteceu a oposição, já habituada a bater sem nenhuma reação. Os sindicatos começaram a se alinhar na defesa do governo e personalidades nacionais de destaque igualmente assumiram publicamente posição em defesa da democracia e da legalidade e legitimidade do governoDILMA Rousseff. E o impeachment, até então considerado favas contadas, perdeu força, apesar de declarações inconsequentes como a do ex-ministro Ayres Brito.
A tentativa da "Folha" de alimentar as chamas do impeachment, mediante uma pesquisa de intenção de votos fora de época para dizer que Aécio só chegará ao Planalto seDILMA for derrubada agora, já não produzirá o efeito desejado por vários motivos: primeiro, a base aliada no Congresso já se mobilizou para brecar qualquer tentativa nesse sentido; segundo, o PSDB, principal partido defensor do impeachment, está dividido e Aécio está sendo isolado em sua cruzada obsessiva contra a Presidenta; e terceiro, as recentes declarações do Papa Francisco sobre o comportamento da mídia certamente irão acordar muita gente que, anestesiada pelo noticiário distorcido, perdeu a capacidade de pensar.
O Sumo Pontífice disse na Bolívia que "a concentração monopolista dos meios de comunicação social que pretende impor padrões alienantes de consumo e certa uniformidade cultural é uma forma de colonialismo. É o colonialismo ideológico". Ele pareceu estar falando sobre a imprensa brasileira quando disse que "sob o nobre disfarce da luta contra a corrupção, o narcotráfico ou o terrorismo – graves males dos nossos tempos que requerem uma ação internacional coordenada – vemos que se impõem aos Estados medidas que pouco têm a ver com a resolução de tais problemáticas e muitas vezes tornam as coisas piores". E finalizou: "Hoje o clima midiático tem suas formas de envenenamento. As pessoas sabem, percebem, mas infelizmente se acostumam a respirar da rádio e da televisão um ar sujo, que não faz bem. É preciso fazer circular um ar mais limpo. Para mim, os maiores pecados são aqueles que vão na estrada da mentira, e são três: a desinformação, a calúnia e a difamação". Ele disse tudo.
Realmente  todas as  colocações   feitas  e fundamentadas por
Ribamar,  fazem  sentido pois,  não  é de hoje  e  de muito longe  que  nossa mídia  faz   um papel  de  oposição aos governos quando  isso  lhe interessa.
É sabido que nossa  mídia grandona  tem  outros interesses  e
não  os interesses  para um  Brasil  melhor para o  seu  povo e
uma vida  de maior  qualidade  do cidadão  brasileiro.
Queremos sim  e sempre uma  mídia  responsável e não partidária.
Pensem  nisso  enquanto  eu vos digo  até amanhã.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

BRIGA DIGITAL: GLOBO-GLOOGLE

Publicado em 03/07/2015

Escândalo: Globo quer
fechar o Google no Supremo

A Globo já tem dois votos no Supremo: Fux e Barroso (e Gilmar …)





O Ministro Fux pretende fechar o Google (no Brasil).

Ele acaba de afogar provisoriamente a Satiagraha.

Agora, o objetivo é fechar o Google, a Netxflix, o Facebook e tudo o que ameace a Globo !

No dia 25 de junho deste 2015, numa decisão ininteligível para os leigos – mas, solarmente clara para os amigos do Valdir Macedo … -  o Ministro Fux relatou o julgamento da Lei da Comunicação por Acesso Condicionado (SeAC). 

SeAc.

Essas palavrinhas são magicas, amigo navegante: SeAC.

Fux afogou a pretensão do DEM – suspeita-se que o DEM, nesse caso, represente os interesses da Sky (mera suposição, amigo navegante), da NeoTV, da ABRA e da ABTVU. 

Não se impressione com tantas letrinhas, amigo navegante.

Vamos imaginar que seja uma batalha entre a Sky e a Globo.

E Fux votou com a Globo.

Por que ?

Porque ele considerou que as empresas de tevê por assinatura tem que respeitar as mesmas regras da tevê aberta.

Como se sabe, quando foi à concordata, a Globo precisou vender a teve por assinatura ao mexicano Slim.

(O amigo navegante conhecerá os detalhes dessa hecatombe no livro “O Quarto Poder – o outro lado da história”, do ansioso blogueiro, que está para sair.)

Mas, fez com o Slim um acordo de provimento de conteúdo: o Slim fica com a Net, mas quem dá o conteúdo é a Globo …

Agora, o Ministro Fux disse ao DEM (será à Sky ?) que a tevê a cabo tem que cumprir as mesmas regras da tevê aberta.

Tem que ter propriedade nacional, conteúdo nacional, jornalismo nacional, tudo nacional, defesa da cultura nacional (o Faustão, o BBB, por exemplo) e botar no jn a repórter que tentou desmoralizar a Dilma diante do Obama.

Se o amigo navegante se der ao trabalho de ler o longo e ininteligível voto do Ministro Fux – mas perfeitamente claro para os amigos do meu informante, o Valdir Macedo … – perceberá que ele se valeu de um parecer do Ministro Barroso, que, no passado, advogou para a Abert (ou seja, para a Globo).

O amigo navegante se lembra que, antes de quebrar, o portal Terra tentou botar uma televisão no ar ?

A Globo se espantou – a Telefônica de Espanha é que controlava o Terra – e encomendou esse trabalho ao advogado Barroso.

A Globo, não.

A Abert …

E o Dr Barroso disse o que ?

Disse o que o Ministro Fux precisava ouvir: que o Terra – logo, a internet, quando fizer televisão, terá que cumprir as mesmas regras da Globo: ou seja, botar no jornal nacional a repórter que tentou desmoralizar a Dilma …

E daí, amigo navegante ?

O amigo navegante viu que a presidenta foi à Califórnia, ao Vale do Silicio , andou no carro sem motorista da Google, conversou com a rapaziada do Google e do Facebook.

Já tinha conversado em Nova York com aquele que vai murdochizar a Globo.

Ou seja, o pessoal que vai jogar conteúdo – de vídeo ! – na convergência digital !

Tá ficando quente, amigo navegante ?

Será que o Ministro Fux achou que ninguém ia perceber ?

É o óbvio ululante: a Globo quer fechar o Google no Supremo.

(Nem a China conseguiu … Mas, aqui, o Mao dirige a Globo e se senta no Supremo …)

Com os votos do Fux e do Barroso.

E do Gilmar, claro !

É de clareza solar, amigo navegante.

É por isso que a Globo nunca topou, sequer, conversar sobre uma proteçao regulatória, uma Ley de Medios atenuada.

Conversar no Congresso ou com o Lula e a Dilma.

Ela se fechou.

Quer dizer, ela entregou seu destino ao Supremo.

Ao Fux e ao Barroso !

É o que demonstra aquele amigo do Valdir Macedo: 

A Globo precisa de uma  proteção  regulatória para enfrentar seus novos grandes concorrentes: Google, Facebook, Netflix e outros  menores e maiores que aparecerão por aí. 

Neste novo contexto, até o BV se tornou anacrônico. E, por isso, o Fux  abre mão da exigência de agências de publicidade nacionais. 

Primeiro, as agências estão se concentrando globalmente, procurando sobreviver à lenta agonia do advertising . 

Isto é, o poder de persuasão do BV fugiu ao controle local.

As decisões de marketing e de verba, cada vez mais são tomadas nas matrizes das grandes corporações. Depois, BV por BV, o Google e o Facebook têm mais caixa pra bancar.

O BV tornou-se até uma ferramenta perigosa com os gigantes da internet, porque  contrata aqui profissionais do grupo Globo que conhecem bem as regras legais e as “outras” do nosso mercado.

A estratégia da Globo é ganhar no tapetão, ou seja, no Supremo, para refazer a carcaça institucional que lhe protege, e ainda vender isso como uma grande vitória da produção nacional – isso é de tirar o boné. 

Não engana ninguém.

Desde que se tenha acesso, como você pode fazer, à “secreta essencia “ – diria o Mino – da decisão do Fux.

O que interessa à TV aberta e paga da Globo é garantir o monopólio ou a proteção (quem entra terá de beijar a mão dos Marinho) na compra de direitos, principalmente esportivos.

E no jornalismo valerão as regras já criadas ou algo semelhante. 

Todo mundo tem que levar para o seu jornal nacional aquela reporter que tentou desmoralizar a Dilma ! É mais ou menos isso !

O que a Globo quer é a garantia de preço e mercado.

O seu conteúdo e acesso exclusivo ao mercado brasileiro em qualquer plataforma continuarão caros.

Isso só é possível no pequeno grupo dos 11   do STF.

Precisaríamos ler as 120 páginas do Fux para confirmar essas elucubrações.

E saber como salvar o chamado interesse público – se é que isso existe – nesse novo mundo que deixa Kafka e Orwell irremediavelmente no século em que viveram. 

Chega. Agora vou dormir. Até amanhã.


Paulo Henrique Amorim, com a ajuda de sonolento informante.


Essa  briga,  essa  luta pela  manutenção  do poder  em mídias faz com que  pensamos
que  quando falamos  em  democratizar a  informação só  é aceita  por alguns ou  algumas  quando  os seus  interesses  não  são  atacados.
É  na  minha  visão  o que  PHA,  do  CONVERSA  AFIADA,   coloca  brilhantemente  nesse  texto  e eu  os  coloco  para  vocês  refletirem.
Temos um  monopólio  que  mantém a maior fatia  da comunicação-mídia, aqui  no  Brasil  e  isso não  faz bem a democracia.
Só  teremos  de fato uma  mídia  com  o  seu  verdadeiro papel  quando ela  for  diversificada  e plural  pois o  cidadão  tem  esse  direito.
Pensem  nisso  enquanto  eu  vos digo  até amanhã.


segunda-feira, 29 de junho de 2015

CALA A BOCA FAUSTÃO

O Conversa Afiada reproduz artigo de Kiko Nogueira, extraído do Diário do Centro do Mundo:

AO CALAR O FAUSTÃO, MARIETA SEVERO DEVE SER A PRÓXIMA GLOBAL A RECEBER AMEAÇA DE MORTE



por Kiko Nogueira

O próximo empregado da Globo a sofrer ameaça de morte, depois de Jô Soares, será Marieta Severo. Pode anotar. Marieta foi ao programa do Faustão, uma das maiores excrescências da televisão mundial desde a era paleozóica.

Fausto Silva estava fazendo mais uma daquelas homenagens picaretas que servem, na verdade, para promover um programa da emissora. Os artistas vão até lá por obrigação contratual, não porque gostem, embora todos sorriam obsequiosamente. O apresentador insiste que são “grandes figuras humanas”.

Ele se tornou uma espécie de papagaio do que lê e vê em revistas e telejornais, tecendo comentários sem noção sobre política. Em geral, dá liga quando está com uma descerebrada como, digamos, Suzana Vieira ou um genérico de Toni Ramos.

Quando aparece alguém um pouco mais inteligente, porém, ele se complica. Faustão anda tão enlouquecido em sua cavalgada que não lembrou, talvez, de quem se tratava. Começou com aquela conversa mole sobre o Brasil não ter “estrutura”. A única coisa organizada aqui é o crime, em sua opinião. Somos “o país da desesperança”.

Ela discordou com classe: “Não, eu sou sempre otimista”. O país caminhou muito, falou. “Pra mim, tem uma coisa muito importante: a inclusão social, a luta contra a desigualdade. A gente teve muito isso nos últimos anos. Estamos numa crise, mas vamos sair dela”. Ainda criticou os evangélicos. “Nada contra religião. Só não quero uma legislando a minha vida”, afirmou.

Recentemente, Marieta, que está no papel principal de uma nova série, deu uma longa entrevista no Globo. Se confessou chocada com o que chamou de retrocesso nas conquistas de sua geração (ela tem 68 anos).

“Sou contra a redução da maioridade penal e contra muita coisa que está em evidência e que, para a minha geração, é chocante”, disse a ex-mulher de Chico Buarque. “Eu sou da década de 1960, do feminismo, da liberdade sexual, das igualdades todas”.

Não é preciso dizer que a entrevista no Faustão não foi muito além do script. Marieta deu um recado importante no mesmo dia em que Mantega foi novamente hostilizado num restaurante de São Paulo.

Nas redes sociais, os suspeitos de sempre a enxovalhavam por ter “defendido o PT” (ela não falou no nome do partido). Uma medida sensata seria MS contratar um guarda-costas daqui por diante — inclusive para circular no Projac.
Pensem nisso  enquanto  eu  vos digo  até amanhã.

domingo, 28 de junho de 2015

NOSSOS VAZIOS

Não somos nada nem ninguém sem consumir. Você já parou para pensar nisso? Vivemos numa sociedade de consumo, disso todos nós sabemos. Acontece que a nossa ânsia por obtenção palpável se estendeu até os desejos mais íntimos. Não adquirimos por ímpeto apenas roupas, sapatos, objetos. Nós consumimos sentimento, gente, sexo, prazeres, tempo. Tudo. Parece que sem consumnão existe vida. Nem bem estar. Nem alegria. Nem amor. Nem nada.
As pessoas estão cada vez mais insatisfeitas com elas mesmas e com o mundo. Querem preencher a qualquer custo os seus buracos. Consomem tudo e todos ao mesmo tempo, na ânsia desesperada de abarrotar os espaços vazios que levam por dentro. Começam se enchendo de coisas, mas logo o tangível passa a não bastar. Então, encontram nos outros a possibilidade da sensação de plenitude, de prazer e satisfação. É uma perseguição efêmera atrás da saciedade.
Aí vem a primordialidade de ter e sentir, a carestia da posse, que comanda os sentidos e determina as ações. Objetos já não suprem a ausência física de uma companhia, o desamor que maltratou o coração, o desejo carnal irrefreável. É preciso sentir que alguém lhe pertence, nem que seja por algumas horas, até atingir um nível de contentamento. A ideia da posse acalma. O problema é que depois que o refém é liberado, um rombo maior se abre por dentro, e você vai precisar preenchê-lo outra vez. E mais outra. E assim, sucessivamente. Até que uma sombra equilibre a sua e, juntos, consigam fechar todos os rasgos.
Enquanto isso não acontece a busca pelo prazer e pela companhia entra em um círculo vicioso. É preciso se sentir querida, desejada, amada, reverenciada. Se consome amizade, se consome sexo, se consome o tempo dos outros, a atenção. Aliás, o tempo é uma coisa curiosa. Tem gente que só se sente vivo, de fato, se estiver abusando de todo e qualquer sopro de segundo. Perder tempo ou sentir que não está fazendo nada com ele é infelicidade na certa, é causa mortis. Abusam do tempo, o tempo todo, a fim de afirmar-se vivo.
A busca por sexo também é uma forma de consumo, porque se associa o prazer ao amor, confunde-se a proximidade com a companhia, a carência com a presença. Depois a solidão chega e toma o seu lugar. É quando o consumista, novamente, persegue quem possa lhe preencher, para suprir o vazio e a necessidade de afirmação.
E assim, o consumo se expande junto das vontades cada vez mais ansiosas e caprichosas. O eu grita mais e mais alto, faz as suas birras, é exigente. Você cede. Até porque a sensação é de que uma vida sem consumo é chata, vazia e sem nenhum propósito. O pensamento é que só é possível ser feliz quando se adquire, seja lá o que for.
As pessoas gastam dinheiro, gastam tempo, investem os seus planos e sonhos, se desgastam em expectativas e frustrações. Tudo em busca de um sentimento de verdade. Não precisa ser imenso, não, mas que seja inteiro.
A verdade é que enquanto faltar amor aqui dentro nós continuaremos procurando lá fora por alguém que nos baste. Miraremos alvos incertos, consumiremos o mundo freneticamente, expostos ao tiroteio dos corações caçadores. A esperança é que, no meio da artilharia, em lados opostos, nos reconheceremos dentre tantos atiradores; nós e o nosso amor próprio. Só quando nos encontrarmos deixaremos de ser ávidos consumidores de gente.

Esse  texto  de  Karen  Curi,  é um  argumento  para todos nós fazermos  uma  interiorização dentro
de  nossas  vidas  e repensarmos  a vida  que vivemos  e o   que pensamos  dela.
A  vida  deve  ser vivida sem  subterfúgios,  pois só  assim  ela  é maravilhosa e nos faz  bem,  mesmo
que possamos passar por  problemas  de toda ordem    em nossos  caminhos.
Pensem  nisso  enquanto  eu  vos digo até amanhã.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A REAÇÃO DO PT

Publicado em 25/06/2015

PT peita o Moro

E vai às ruas contra o Golpe

O Conversa Afiada reproduz do PT:


             Pensem  nisso  enquanto  vos digo  até amanhã.

A FALA DE LULA

Publicado em 25/06/2015

Janio/Brito:
Lula muda para melhor

Já o Cerra é o mesmo desde que fugiu para uma universidade americana – PHA


O Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, no Tijolaço, com informações da coluna de Janio de Freitas, na Fel-lha (ver no ABC do C Af):

JANIO: O QUE LULA MOSTROU? QUE ELE ESTÁ SE MOVENDO E CHAMANDO PARA MUDAR



Janio de Freitas – um dos poucos a deixar de reduzir a política a um jogo de futricas – analisa as últimas e polêmicas manifestações de Lula com um pouco mais de profundidade do que aqueles que ficam no “vai romper-não vai romper” com Dilma.

Na política, rompe-se por divergências de fundo. Quando as diferenças são de método, a questão é de convergência ou afastamento e isso deve ter, a partir de certo ponto, o conhecimento público, ou os políticos populares estarão sendo hipócritas e negando aos cidadãos formar suas convicções sobre o que fazer e esperar que se faça.

Ao contrário, Lula está fazendo política e com declarações que, se é direito questionar a oportunidade, ninguém bem intencionado pode desprezar o mérito, até porque os defeitos de acomodação e autismo social que ele aponta no PT também ocorrem – e em escala muito mais avantajada – em quase todos os atores políticos do país.

E este reconhecimento, aliás, partiu da própria Dilma, quando disse que todos podiam criticar, “ainda mais o Lula”, num reconhecimento que é ele, em última instância, a origem da legitimidade que as urnas deram ao seu mandato.

Ainda mais porque Lula não tem qualquer interesse objetivo em um rompimento  com a Presidenta, nem mesmo aquele que, normalmente, envenena as relações criador-criatura: que esta queira lhe tomar o lugar. Dilma não pode pretender uma reeleição a mais e Lula talvez não tenha sequer este desejo, depois de sair consagrado de seus dois mandatos, mas cada vez mais tem o dever, em nome do projeto político que encarna.

Projeto que é maior, muito maior que as boas relações pessoais que mantém com Dilma e até mesmo que sua relação de “pai” do PT.

Os líderes políticos não são grandes por vontade ou preferências pessoais. São quando correspondem a uma necessidade social, como Lula foi e é a encarnação de um projeto de desenvolvimento, soberania, inclusão e justiça social para o país.

Isso é maior que todos os erros políticos: os dele, os de Dilma, os do PT e os de todas as esquerdas.

Se existe algo capaz de fazer o Brasil sair da crise, do desânimo e da violenta onda obscurantismo que nos avassala é a referência política  que produz, sereno e seguro, os sinais que o coletivo sabe reconhecer e seguir, em nome de seus próprios interesses.

Como, final, aconteceu com a eleição do ex-torneiro mecânico quando se dizia – quem lembra? – “sem medo de ser feliz”.

AS FALAS E A SURDEZ



Janio de Freitas, na Folha

Lula não falou muito, mas disse quase tudo. Tem em torno de uma hora a soma das três ocasiões, de quinta-feira para cá, em que desnudou a presidência de Dilma e o governo, a realidade dramática do PT e sua própria situação política. Mas não incluiu sinal algum da motivação de tanta e tão inesperada franqueza. Apesar disso, o interesse aqui de fora voltou-se para a motivação, com variada especulação entre a justificável e a de oportunismo achincalhante. Sinal dos tempos, diriam no passado, o teor das considerações de Lula está deixado à margem.

Lula disse verdades sérias, no entanto. Muitas. E duras, para o PT e para Dilma. Capazes de machucar mesmo, embora ditas sem tons raivosos ou agressivos. Ditas mais em tom de lamento, como um desabafo pesaroso. Observações e críticas que precisariam de mais do que o espaço de um comentário corriqueiro.

Antes de tudo, Lula mostrou que a cabeça política está em forma. A escolha de uma reunião com padres para lançar sua saraivada de verdades dolorosas foi muito hábil. Era uma conversa fechada, em que podem ser ditas coisas especiais, não era um ataque público a Dilma, ao governo e às condições do PT. E também era uma conversa previsível e facilmente vazável, tornando público o que conviria sê-lo sem o ser. Vazou, paciência, isso acontece –poderia dizer. Mais tarde, fez complementos justificados pela abertura pública dada às reflexões anteriores. Técnicas de Getúlio, Tancredo, Jânio, Adhemar, dos artistas da política.

Vistas com objetividade, as observações e críticas de Lula são irrefutáveis. “O PT envelheceu”, sim, no pior sentido da expressão, dominado pela incoerência e ocupado com o fisiologismo. E se não fizer “uma revolução interna”, adeus. Reerguer partido é, porém, tarefa sem precedente aqui, e no mínimo rara no mundo.

Como único líder de massa no país, Lula seria a arma petista para a tentativa contra a regra histórica. Se não a fizer, não será porque esteja corroído como o PT: sua imagem está muito diminuída, mas isso não se confunde, a priori, com o seu potencial arregimentador, cujasRESERVAS só podem ser mensuradas na prática.

Lula admite que a solução petista possa estar na entrega do partido aos novos. Mas onde estão esses novos com provável capacidade para trazer o PT de volta ao PT? Talvez nem mesmo entre os velhos petistas haja, para tentar tal tarefa, mais do que Vicentinho, ou, se tanto, um outro menos lembrado. O PT formou-se como caudatário de Lula. Mesmo quando as estratégias de José Dirceu abriram horizontes para o PT, foi em torno de Lula que isso se fez e pôde vencer. Nessa peculiaridade está a outra face da situação dramática do PT.

Lula não esquece que Dilma entregou o governo e o país ao “ajuste” que na campanha repudiou como “coisa de tucano”. Nem o fato de que “estamos há seis meses discutindo ajuste, e ajuste não é programa de governo, depois vem o quê?”. Lula cobra: “tem de mudar”, porque a situação está resumida no silêncio de Dilma a uma pergunta sua: “Companheira, você lembra qual foi a última notícia boa que demos ao país?”. Lula tem de memória até a data, 16 de março, em que fez a pergunta, para provar que desde a eleição o governo “não deu ao país uma só notícia boa”.

E então? “Mudar.” Mas o que é necessário para convencer Dilma? No seu desabafo, Lula sublinhou a surdez de Dilma, sua escolhida, até para ele. É explicável que esteja desalentado. Ou, como diz, “cansado”. Mas é certo que tem intenções, ou não abriria essa fase de franquezas inconvencionais para um político do seu nível.

Lula estava criticado pelo silêncio, Lula está criticado porque falou. Pode ser que daqui a pouco seja criticado por dar algum sentido prático, seja qual for, às suas mensagens, várias apenas implícitas. Como sugere a decisão de emiti-las.
Pensem  nisso  enquanto  eu  vos digo  até amanhã.

O GAÚCHO NICO FAGUNDES PARTIU

                                                                           NICO  FAGUNDES,   ou como  queiram,  Antônio
 Augusto Fagundes,  nos deixou ontem, aos  80  anos, nos deixando seu legado, como  um  gaúcho
 que honrou sua história  e tradição.
                                                                          Perdemos, um  homem  que  além  de ser um estudioso
da saga gaúcha,  sempre esteve  presente na luta de contar  a história de seu povo  e preservá-la.
                                                                          Que  Nico, vá em paz, vamos sentir  saudades.
                                                                           Pensem nisso  enquanto  eu  vos digo até  amanhã.

NÃO TENHAMOS MEDO DE AMAR

"É preciso te falar das minhas noites De angústias e dor Só o tempo é quem vai dizer Quem vai perder no jogo do amor Eu não quero mais ...