sexta-feira, 3 de julho de 2020

OS DIREITOS DE LULA

Os direitos de Lula

"Enquanto Lula for proibido de se candidatar não teremos democracia", atesta o professor de História da USP Lincoln Secco
BRASIL 247
Lula e fachada do STF
Lula e fachada do STF (Foto: Ricardo Stuckert | Reuters)
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Por Lincoln Secco
(Publicado no site A Terra é Redonda)
Amarrar a resistência ao perigo fascista à defesa a qualquer custo da democracia burguesa parlamentar, significa apostar tudo na sobrevivência de instituições já condenadas (Ernest Mandel) [1].
O que é mais importante, resgatar os direitos políticos de Lula ou tirar Bolsonaro da presidência da República?
Contra todo o senso comum a alternativa correta é: devolver a Lula os seus direitos. A resposta, porém, não é tão direta assim. Exige esclarecer que não se trata propriamente dos direitos de uma pessoa singular e que, portanto, não importa o que se pensa sobre ela e mesmo acerca de sua prática política.
O golpe de 2016 não foi dado apenas contra um governo, um partido ou o seu líder. Ele foi tramado para aplicar uma agenda ultraliberal e emparedar a classe trabalhadora definitivamente. Pouco importa (para os golpistas, obviamente) se o próprio governo petista havia iniciado um ajuste fiscal. Todo governo de esquerda carrega em si o pecado original de seu surgimento ligado a greves, movimentos sociais e à defesa dos oprimidos, mesmo quando abandona o seu programa inicial. Historicamente os golpes foram dados quase sempre contra governos que nada tinham de revolucionários. O putsch na América Latina é um dado estruturante da política e do Estado.
O fim das ditaduras latino americanas nos anos 1980 forjou a ilusão de que a democracia poderia se consolidar. Mas de 1980 até 2019 houve no mínimo vinte golpes de estado bem-sucedidos no nosso subcontinente latino americano.
Os novos governos progressistas do século XXI acreditaram mudar a sociedade civil a partir do Estado sem transformá-lo. Engendraram um pacto social que funcionou enquanto o crescimento econômico permitia majorar lucros e salários ao mesmo tempo. Tais governos atendiam demandas sociais e reforçavam o aparelho repressivo sem sequer refletir sobre a natureza de classe do estado. Claro que o processo não foi linear. O governo Dilma facilitou a tramitação da lei antiterrorismo enquanto sua bancada no senado federal votava contra; o seu ministro da justiça submetia grupos de esquerda aos serviços de inteligência enquanto a direção do partido lançava notas públicas contra a prisão preventiva de manifestantes.
Lula operou historicamente como polo de aglutinação dessas tendências opostas. Mais que isso, ele sempre manteve um pé no meio social interno do partido e outro na sociedade civil. Ele hauria sua força disso. Depois da prisão ele pode ter legado uma herança para o seu partido, mas perdeu aquele papel mediador diante da burocracia e dos donos de mandatos.
Lula continua a ter um peso eleitoral do qual os candidatos petistas ainda dependem, mas as eleições de 2018 mostraram que apesar de apoiar, ele não pode liderar. Num partido que há décadas foi preparado exclusivamente para disputar eleições isso não é pouca coisa. Sem direitos políticos ele não ameaça ninguém.
Isso contribui para a explicação da negligência com a qual a campanha “Lula Livre” foi relegada em 2020. A despeito de resoluções partidárias, ela não está no centro do discurso de governadores e prefeitos do partido. Ela deveria ser o cerne da estratégia petista. Mas não por mera solidariedade. Os dirigentes do PT (Lula incluído) pouco se importaram com a perseguição a José Dirceu que foi o principal presidente da agremiação. Mas a questão em 2005 parecia secundária porque pouca gente percebeu que o ataque a ele, a José Genoíno e outros líderes integrava um processo que visava a interdição do partido.
Democracia racionada
De 2016 até a 2020 o mínimo comum da burguesia foi a interdição do campo popular. Leia-se qualquer esquerda com chances eleitorais. Durante a “Nova República” esse campo se expressou partidariamente no PT [2].
Para consolidar a nova democracia de fachada erigiu-se como seu sustentáculo um veto permanente ao partido. Isso não significa que ele deva ser cassado (embora possa acontecer), que ele não possa disputar e vencer em governos locais ou que não seja convidado para ser o sócio menor de frentes liberais progressistas.
Esse veto une desde certos setores de centro esquerda (alguns abrigados no próprio PT) até à extrema direita. Passa pelos partidos da toga e da mídia; pelos neoliberais moderados e pelo centrão político. Embora parte da classe média tenha se deslocado do bolsonarismo militante não há evidência de que industriais de galpão, latifundiários, bispos evangélicos e banqueiros tenham feito o mesmo. E certamente eles continuam preferindo o fascismo ao petismo, por mais moderado que este seja.
A cassação dos direitos eleitorais de Lula é o principal sustentáculo do veto. Logo, não se trata apenas dos interesses dele, mas de todo um setor da política brasileira. E que ninguém se iluda: se surgir outra liderança da esquerda com chances de se eleger presidente o veto será transferido a ela.
Evidentemente a figura de Lula tem suas idiossincrasias, sua história e suscita paixões e ódios [3]. O fato de ele ter conjugado políticas sociais originais com um governo de conciliação de classes torna sempre ambíguo o seu legado [4]. Mas é na conjuntura que podemos entender melhor como ele expressa subjetivamente movimentos estruturais que compõem sua trajetória.
Por ser o líder popular mais importante de seu tempo, Lula condensa em si o que se passa na infraestrutura da sociedade civil e que analistas só podem apanhar post festum. Ele parece acertar e errar sozinho. E na política a aparência importa e é por isso que Lula pode modificar o sentido da conjuntura.
Qual frente?
Em toda estratégia há zonas de incertezas. Ninguém pode saber se uma frente apenas da esquerda é suficiente para derrotar o fascismo no Brasil [5]. Assim como não sabemos se a anulação do PT numa aliança com neoliberais pode desmoralizá-lo por décadas e estabilizar definitivamente aquilo que Marighela chamou de democracia racionada [6].
Combinar a participação em duas frentes é pura retórica. Ninguém gosta de quem veste duas camisas. Se consideramos o bolsonarismo um movimento fascista a solução é uma frente de trabalhadores em torno da qual os demais grupos sociais possam gravitar e não o contrário. Porque não se derrota uma força mobilizadora com uma aliança de políticos tradicionais, sindicalistas pelegos e intelectuais desesperados em torno de direitos meramente políticos.
Não é que tais direitos sejam negligenciáveis ou que haja uma escala em que a luta sindical antecede a de LGBTQIs, mulheres e negros. Para a classe trabalhadora a liberdade é tão importante quanto o emprego. A questão é que para ela salário, direitos civis e voto são indissociáveis e para os demais grupos sociais não.
Decerto Lula não pretende que a luta antifascista atente contra toda a ordem estabelecida. Mas nunca devemos desprezar as possibilidades de desagregação revolucionária de qualquer sistema. E as forças antiburguesas que o regime fascista pode desencadear não partem de um ponto zero. Elas têm um solo histórico cultivado pelas lutas anarquistas, comunistas e do campo popular que Lula representa. Alguns políticos de esquerda preferem dizer sim a uma combinação de neoliberalismo com democracia racionada. Lula disse não.
As classes dominantes retrocederam ao monopólio do poder político. Mas ainda não apostaram na transição do governo ao regime fascista. Para os de baixo só há uma certeza: sem o direito de Lula ser candidato não haverá democracia.
Notas
[1] Mandel, E. Trotsky como Alternativa. Tradução de Arlene Clemesha. Prefácio de Osvaldo Coggiola. São Paulo: Xamã, 1995, p. 167.
[2] Secco, L. “PT 40 anos – Um partido dos trabalhadores: para que?”, In: A Terra é Redonda.
[3] Cf. Secco, L. (Org). A Ideia: Lula e o sentido do Brasil contemporâneo. São Paulo: NEC / Contraf, 2018.
[4] Isso o aproxima de figuras como Juan Domingo Perón, Lazaro Cárdenas e Getúlio Vargas.
[5] O debate não é novo como lembrou muito bem Osvaldo Coggiola em artigo no site A Terra é Redonda.
[6] Cf. Secco, Lincoln. “La democracia Racionada”. In:  Contrapunto, Montevidéu, n. 4, 2014, p. 137-150"
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DILMA ROUSSEFF, DENUNCIA LAVA JATO POR TRAIÇÃO NACIONAL

Dilma denuncia crime de traição nacional cometido pela Lava Jato, após revelação de trabalho de Dallagnol para os Estados Unidos

BRASIL 247
Deposta pelo golpe de 2016, a ex-presidente Dilma Rousseff denunciou a ação desprezível de Deltan Dallagnol após a revelação de que ele trabalhou em parceria com o FBI para destruir as empresas brasileiras e abrir caminho para um governo neofascista no Brasil
Dilma Rousseff, Deltan Dallagnol, Lava Jato e FBI
Dilma Rousseff, Deltan Dallagnol, Lava Jato e FBI (Foto: Stuckert | Agência Brasil | Reuters)
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247 -" A ex-presidente Dilma Rousseff denunciou os crimes cometidos pela Lava Jato após as revelações do último capítulo da Vaza Jato, que revelou a relação próxima dos procuradores do Ministério Público com agentes do FBI, inclusive em território nacional
"A Lava Jato atuou como um poder paralelo. Cometeu atos criminosos ao desobedecer às leis, burlar controles, esconder informações e quebrar a hierarquia", disse Dilma, deposta pelo golpe de 2016. Ela diz ainda que o gesto da força-tarefa foi "desprezível" e lembrou do "horror punitivista do juiz Sérgio Moro" contra o ex-presidente Lula.
Leia a íntegra da nota divulgada por Dilma:
Por intermédio da Lava Jato e sem qualquer suporte legal, 18 agentes do FBI atuaram no país em escutas e delações premiadas. Nem o governo federal autorizou nem a PGR foi informada. Alertada sobre a ilegalidade, a Lava Jato respondeu que preferia não cumprir as normas legais.
Juristas apontam que é crime entregar a outro país dados sigilosos sobre investigações internas. É crime atrair agentes estrangeiros para atuar em território nacional sem autorização federal.
A Lava Jato atuou como um poder paralelo. Cometeu atos criminosos ao desobedecer às leis, burlar controles, esconder informações e quebrar a hierarquia.
Ferir a soberania do país, permitindo que empresas brasileiras fossem expostas à sanha da concorrência norte-americana e que o FBI/EUA interferissem nos atos próprios da Justiça brasileira é, sem dúvida, a ação mais desprezível.
E não nos esqueçamos do horror punitivista do juiz Sérgio Moro, que se alimentou dessas irregularidades e crimes. Tais ilegalidades colocam sob suspeição todas as decisões tomadas.
Impõe-se a mais completa investigação de todos os atos, seja os que resultaram no Golpe de 2016, na destruição das empresas de engenharia, na extinção de milhões de empregos, no agravamento da crise econômica e na condenação de Lula sem provas.
Estas ações ilegais da Lava Jato abriram diretamente caminho para a eleição de um presidente neofascista."
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PT NA JUSTIÇA CONTRA PROCURADORES DA LAVA JATO

PT vai ingressar com 3 ações contra procuradores da Lava Jato

Estão previstas uma notícia-crime junto ao STF pelos crimes de “prevaricação, abuso de autoridade e condescendência criminosa”, além de uma ação civil pública e uma representação pedindo que seja aberto um processo ético e disciplinar junto ao CNMP
BRASIL 247
Bandeira do PT; Procuradores da força-tarefa da Lava Jato reunidos, com Roberson Pozzobon e Deltan Dallagnol à frente
Bandeira do PT; Procuradores da força-tarefa da Lava Jato reunidos, com Roberson Pozzobon e Deltan Dallagnol à frente (Foto: Lula Marques | Reprodução/Facebook)
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247 - "O PT vai ingressar com três pedidos de investigação contra os procuradores que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. Segundo reportagem do blog da jornalista Mônica Bergamo, o partido afirma que os procuradores agiram “de modo absolutamente ilegal, desrespeitando a autoridade central do Ministério da Justiça, para promover uma persecução penal direcionada e criminosa”. 
As ações tratam da cooperação ilegal envolvendo a troca de informações com agentes norte-americanos do FBI, além da denúncia de compras de equipamentos para a realização de captação ilegal de ligações telefônicas. 
A reportagem destaca que estão previstas uma notícia-crime encaminhada junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de “prevaricação, abuso de autoridade e condescendência criminosa”, além de uma ação civil pública e uma representação pedindo que seja aberto um processo ético e disciplinar junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)."
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A ESPIONAGEM DOS E.U,A. E O F.B.I NO BRASIL

  BOB  FERNANDES



"Muito se  explica,  e  a verdade  está  vindo  à tona, as barbaridades  de crimes  lesa-pátria  por  membros da  LAVA JATO de  CURITIBA  em crimes  flagrantes junto aos  E.U.A   e  F.B.I
É   urgente,  que  essa  escândalo   criminoso seja  totalmente elucidado  para  a  apuração de responsáveis.
Lá  atrás já  se  tinha  murmúrios, não  do  mar, e  sim  de mal  feitos  em  CURITIBA,   todo  o  processo contra o  ex-presidente LULA,  o impedimento,  a prisão  de LULA,   para  alijá-lo da eleição para  presidente, estando  ele  liderando  as  pesquisas   que venceria já no  primeiro  turno.
Esse  crime  e  os  repónsáveis   não  podem  ficar  esquecido.
Hoje,  podemos  dizer e  lembrar do  açodamento em  leis  feitas  rapidamente, julgamentos ultra-rápidos,  para  atingir LULA,  prisões  de empreiteiros, a  PETROBRÁS, nessa  ciranda, a  venda  e entrega  de ativos  brasileiros, o  PRÉ-SAL.
Vamos   esperar   o  que  irá  acontecer,  não  podemos  ser   o  quintal de qualquer  PAÍS, e não  podemos ter  em qualquer  repartição,  setor, órgão  estatal, pessoas  com  duvidoso  caráter."

Pensem nisso  enquato  eu  vos  digo  até  amanhã.



quinta-feira, 2 de julho de 2020

LULA: DALLAGNOL É UM FARSANTE

Lula responde Dallagnol após fuga de debate: é um farsante

Assim como Sergio Moro, o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol fogiu de debate com Lula, que o chamou de "menino" e de "farsante"
BRASIL 247
Deltan Dallagnol e Lula
Deltan Dallagnol e Lula (Foto: Reuters | Felipe L. Gonçalves/247)
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247 - "Lula chamou o procurador e líder da Lava Jato Deltan Dallagnol de “menino” e de “farsante”, após ele fugir de debate com o ex-presidente. “Nunca sequer teve coragem de ir a uma audiência dos processos contra Lula, se recusa a debater o caso, e sabia, como revelou o The Intercept, que nunca teve provas além de convicção”, disse a equipe de Lula no Twitter.

Assim como Moro, Dallagnol foge de debate com Lula: 'não cabe'

Assim como o ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro, o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol também se esquivou de um debate com o ex-presidente Lula e proposto pelo próprio, que foi perseguido pela força-tarefa. A declaração foi feita em entrevista ao Programa Pânico, da Rádio Jovem Pan.
Apesar das novas revelações da Vaza Jato que provam a interferência do FBI na condução da Lava Jato e na destruição da economia brasileira, Dallagnol afirma que um debate com Lula 'não cabe' e que os esclarecimentos foram feitos ao longo do processo judicial.
"Todas as perguntas foram feitas no processo judicial e nas investigações. Não nos cabe debater publicamente ou fazer um show, um debate, com réus e investigados. Ao falar do Moro e de mim, ele quer criar uma narrativa, personalizar. Ele nunca cita os 14 procuradores da Lava Jato. Ele fala de mim porque é mais fácil criar uma teoria da conspiração em cima de uma pessoa do que de 14. Ele não fala que várias instâncias revisaram o caso e mantiveram a condenação. Ele fala do Moro porque é mais fácil criar uma narrativa de perseguição em cima de duas pessoas do que em cima de 60, 80 pessoas com diferentes visões de mundo", disse.
Dallagnol também respondeu a críticas do procurador-geral da República, Augusto Aras, e do vice, Humberto Jacques, que afirmaram, respectivamente, que a Lava Jato corria o risco de flertar com a ilegalidade e que as forças-tarefas era desagregadoras. Nesta quinta-feira (2) o CNMP, presidido por Aras, pautou o julgamento de Dallagnol.
"Você precisa reconhecer que ela [força-tarefa] incomoda muita gente, muitos criminosos, muitos potenciais investigados. Esse é o papel do Ministério Público. É errado e equivocado dizer que as forças-tarefas são trabalhos clandestinos ou desagregadores, porque elas foram criadas institucionalmente para fazer um trabalho que um procurador sozinho não conseguiria fazer", falou Deltan Dallagnol, que completou: "ele mesmo [Aras] promoveu atos para instituir esses trabalhos. E a Lava Jato fez o seu trabalho de modo público e transparente, com resultados surpreendentes, ao ponto de a própria Corregedoria-Geral do Ministério Público Federal, que é órgão da PGR, dizer que os resultados são bons e positivos. Então não entendo por que está sendo criado o discurso com o objetivo de propiciar um desmonte das forças-tarefas".
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A MANIFESTAÇÃO DOS MOTOBOYS

No dia de ontem, houve uma uma manifestação  feita pelos motoboys em alguns estados, reivindicando melhores condições de trabalho.
Esses trabalhadores enregadores de aplicativos hoje principalmente nesses momentos de PANDEMIA fazem chegar até aos nossos domicílios, a entrega de uma refeição, um documento importante, para exemplificar apenas esses dois .
Esse movimento legítimo dessa categoria quer escancarar, e escancarou  a realidade na qual trabalham. 
Nós que muitas vezes pedimos por aplicativo esse serviço não sabemos da realidade laboral deles.
Um ponto é essencial deixar claro, eles não são empreendedores, são trabalhadores que após as várias modificações das leis trabalhistas, a precarização do trabalho, deixaram muitos trabalhadores a remar a sua própria sorte.
Quem ganha com essa atividade são os que " CONTRATAM" esses trabalhadores.
E os governos após a queda de Dilma Rousseff por um golpe, milhares de trabalhadores procuram sobreviverem, a crueldade das normas "trabalhistas modernas" 
A reinvidicação desses profissionais que arriscam suas vidas em trânsitos malucos em nossas cidades em questão, algumas delas são:
- protocolo sanitário para a COVID-19
- material de proteção 
- vínculo empregatício com as empresas
- carteira profissional de trabalho.
- proteção legal a acidentes de trabalho
E outras questões também que envolvem suas atividades .
É urgente o governo  rever esse problema social que envolve esses trabalhadores brasileiros jogados a própria sorte para ganharem alguns trocados, e sabendo que por trás desses trabalhadores tem empresas ganhando  muito.
É a hora das autoridades reverem esse tema .
Não podemos em pleno século 21 termos trabalhadores escravos, explorados.

Pensem  nisso  enquanto  eu  vos digo até  amanhã.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

A FOLHA FALTOU COMPROMISSO DEMOCRÁTICO E SOBROU INTOLERÂNCIA

Pela Folha, não visto amarelo

Jornalista Tereza Cruvinel diz que na democracia da Folha faltou compromisso com o pluralismo e sobrou intolerância. "Injetando ódio no antipetismo, o jornal foi co-artífice do golpe de 2016, ajudando a abrir caminho para Bolsonaro", afirma
BRASIL  247
Folha e o amarelo
Folha e o amarelo (Foto: Reprodução)
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"A Folha de S. Paulo agora é "um jornal a serviço da democracia". Ótimo. Mas não aspire a Folha ao título de campeã da democracia nem pretenda que vistamos amarelo a seu pedido.  E não apenas pelo apoio à ditadura - mais que um "erro", como diz o editorial de ontem,  um crime que não pode ser esquecido. Na democracia da Folha, em tempos recentes, faltou compromisso com o pluralismo,  sobrou intolerância e houve aversão ao resultado das urnas, quando os eleitos, como Lula e Dilma, a contrariam. Injetando ódio no antipetismo, o jornal foi  co-artífice do golpe de 2016, ajudando a abrir caminho para Bolsonaro.
Sobre a ditadura, a Folha agora vai dar um curso, ministrado em quatro módulos pelo jornalista e escritor Oscar Pilagallo, um ex-funcionário. O terceiro abordará o  período pós AI-5, o mais infame e cruel, em que a tortura, as mortes e desaparecimentos tornaram-se práticas do terror de Estado. Também neste período a Folha apoiou o regime, ao contrário do que disse no editorial de ontem:
"A censura calava a imprensa, que apoiou o novo regime num primeiro momento, caso desta Folha, que errou. Este jornal viu-se rapidamente engalfinhado pelo novo sistema de poder, perdendo a capacidade de reagir antes mesmo de percebê-lo."
Não foi só no primeiro momento, nem a Folha se engalfinhou com o regime. Não foi obrigada a colaborar, como outras empresas, com a montagem da Operação Bandeirantes, a tenebrosa Oban. E isso já é História.
No relatório final da Comissão Nacional da Verdade está documentado que o Grupo Folha deu não apenas apoio financeiro e ideológico ao golpe de 1964, mas apoio material e operacional à repressão e à caçada dos opositores do regime, já depois de 1968 e do AI-5;  Emprestou veículos de distribuição do jornal para a realização de tocaias contra militantes, muitos deles mortos no local, mesmo não tendo reagido.
O relatório da CNV lista diversas empresas que ajudaram a montar a Oban, embrião do sistema Doi-Codi. Recorre à tese de doutorado da pesquisadora Beatriz Kushnir - "Cães de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988", que “constatou a presença ativa do Grupo Folha no apoio à Oban, seja no apoio editorial explícito no noticiário do jornal Folha da Tarde, seja no uso de caminhonetes da Folha para o cerco e a captura de opositores do regime”.  A Folha sempre negou o uso dos carros mas muitos presos e torturados falaram da presença deles nas operações da repressão.
Nos anos 80, é verdade que a Folha apoiou a campanha das diretas desde o início e com isso conquistou um leitorado progressista e democrático. Mas a democracia não é só o direito de eleger governantes e a defesa dos direitos humanos, a condenação à tortura, à censura e ao arbítrio institucional. É também respeito ao pluralismo e ao contraditório, e sobretudo, o acatamento da vontade popular.
Muito antes do mensalão e do petrolão, que armaram a mídia com o discurso de combate à corrupção, a Folha já demonstrava sua aversão aos governos petistas. Não tendo assimilado a vitória de Lula em 2002, já combatia com ganas seu governo antes de 2005, quando estourou o mensalão, cuja cobertura foi um massacre nunca reservado a outros partidos e acusados. E quando Dilma tornou-se candidata em 2009, chegou a publicar uma ficha policial falsa da ex-presidente, atribuindo-lhe a participação em ações armadas das quais não participou. Quando a Folha admitiu o erro, o estrago eleitoral já fora feito.  
Foi neste período que os veículos de imprensa, incluindo a Folha, expurgaram de seus quadros muitos profissionais que não se engajaram na chacina ideológica, não por serem  "petistas', mas por razões jornalísticas, deontológicas mesmo.
Mas registro uma conduta antidemocrática da Folha sobre a qual talvez ninguém mais falará. A existência de um sistema público de radiodifusão é atributo das democracias. Todas elas - as que são dignas do nome - têm suas TVs e serviços públicos de informação e comunicação, lacuna que o Brasil nunca havia preenchido. Mas quando Lula atendeu a um movimento vindo da sociedade, liderado por Gilberto Gil, e decidiu criar a EBC, que implantou a TV Brasil e passou a gerir como públicas as emissoras de rádio e outros serviços até então estatais, a Folha foi o veículo que fez a mais implacável oposição ao projeto. Não detendo concessões de radiodifusão, espancou a EBC ininterruptamente, pelo menos ao longo dos quatro anos em que presidi a empresa. Chamava a TV Brasil de TV do Lula, desqualificava sua programação, apegava-se à questão da audiência como critério de valoração absoluto e buscava o tempo por alguma irregularidade, que nunca encontrou. Não tendo tido interesses ameaçados, moveu-se por razões ideológicas, porque havia Lula na iniciativa.  Mas um jornal a serviço da democracia não deveria apoiar a comunicação pública, que é da essência das democracias contemporâneas?
Entretanto, depois do golpe de 16, quando Temer deformou a EBC, alterando sua lei e promovendo a caça às bruxas na empresa, e agora, quando Bolsonaro completa a desconstrução, militarizando seu comando e rebaixando-a à condição de aparelho de propaganda de seu governo, não se ouve qualquer censura da Folha.
Também por isso, seu fervor democrático não pode comover os verdadeiros democratas, ao ponto de vestirem amarelo a seu pedido."
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NÃO TENHAMOS MEDO DE AMAR

"É preciso te falar das minhas noites De angústias e dor Só o tempo é quem vai dizer Quem vai perder no jogo do amor Eu não quero mais ...