sábado, 12 de dezembro de 2015

O GOLPE

Maio de 68 em São Paulo, capitães do golpe e o melhor discurso de Dilma

O Brasil vive um momento especial.
A gurizada de São Paulo fez o maio de 1968 brasileiro: derrubou a burrice do poder burocrático, que pretendia reformar escolas levando jovens a estudar mais longe de casa sem razão alguma.
A meninada ocupou escolas, deu lições de cidadania, retomou o melhor sentido da política, invalidou a estupidez da tecnocracia, que reagiu mandando a polícia bater em adolescentes e, no melhor estilo já conhecido do governo paranaense, perdeu a compostura.
Em Brasília, as coisas começaram a definir-se. Eduardo Cunha acionou o golpe. Eliseu Padilha saltou do barco para ser o tenente do capitão golpista Michel Temer, que enviou carta à presidente Dilma choramingando por ter sido supostamente desvalorizado. Segundo ele, Dilma não confiaria no PMDB. Que razão teria Dilma para confiar num partido que a trai desde sempre? Um partido que não vota unido na chapa do seu presidente nacional.
O golpe está na pauta. Sem qualquer crime de responsabilidade da presidente da República.
As pedaladas fiscais são um pretexto pífio. As de 2014 estão invalidadas por artigo da Constituição, que impede de responsabilizar presidentes por atos de outro mandato. As de 2015 foram anuladas pelo PLN 5, que alterou a meta fiscal. Qualquer criança sabe disso.
Dilma fez um discurso corajoso. Assumiu que mandou bancos públicos adiantarem o pagamento do bolsa-família e do Minha Casa Minha Vida. Não fez empréstimo, não roubou. Apenas não deixou que pessoas ficassem sem o pouco que recebem para sobreviver.
“Uma parte do que me acusam é de ter pago o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida. Paguei sim. Nós pagamos com o dinheiro do povo brasileiro. Não foi empréstimo, foi o dinheiro legítimo dos tributos pagos pelo povo deste país”, disse a presidente.
Fez bem.
Devia ser condecorada.
Por que a direita nunca pediu o impeachment de governadores de todos os partidos que descumpriram leis como a do piso do magistério?
Adiantar benefícios não pode.
Deixar de pagá-los, sim.
A oposição brasileira precisa aprender com a Venezuela.
Lá, o resultado eleitoral foi acatado pelos perdedores.
Dito isso, o PT paga por muitos dos seus erros, por ter feito alianças espúrias, por ter vendido a alma ao diabo, por ser arrogante, por ter tolerado a corrupção e por sua soberba.
O PT quis golpear Itamar e FHC.
Na época, tucanos denunciavam o golpismo petista.
No Brasil, como na época de Carlos Lacerda, todos continuam golpistas.
Constitucional é o golpe que cada um, conforme a circunstância, apoia.
Democracia é acatar o resultado das urnas, salvo se houver crime indiscutível, e poder trancar ruas para protestar quando não se é ouvido ou se é vítima de injustiças flagrantes.
O conservadorismo adora a paz dos cemitérios.
Quer manifestações que não atrapalhem e que não surtam efeito.
Já era assim quando os negros lutavam pela abolição da escravatura.
Os escravocratas diziam que não eram contra, só não aceitavam os “métodos”, que consideravam radicais, e o momento. Entendiam que os escravos podiam esperar.
Quem não tem onde morar e não recebe ajuda das autoridades só tem uma coisa a fazer:
Parar o trânsito.
Pensem nisso  enquanto  eu  vos digo  até amanhã.

UMA CARTA PARA PRESIDENTA DILMA VANA ROUSSEFF

PEDRO  MACIEL  -  ADVOGADO

                                  Eu não faço parte dos setenta Juristas que a visitaram e entregaram pareceres à senhora, sou apenas um modesto advogado aqui na minha cidade, com credenciais igualmente modestas, mas tenho refletido e escrito sobre a tensão entre os Poderes da República faz alguns anos e sobre que chamei de "metodologia do golpe", ou seja, o processo de usurpação do poder por aqueles que não têm voto, com ajuda de parcela da mídia e de setores públicos apropriados pela ideologia liberal. Não preciso escrever sobre isso agora, quero dar uma sugestão para a senhora.
Escrevo à senhora porque sou brasileiro, patriota e porque penso compreender as causas não publicadas dessa crise política, a qual potencializa a crise econômica e gera tristeza e sofrimento; escrevo também porque me lembrei do conto "O moleiro de Sans-Souci", de François Andrieux.
Lembra-se dele PRESIDENTA?
É nesse conto que se cinzelou a famosa frase: "Ainda há juízes em Berlim!".
Antes de entrar no assunto registro que nossas vidas são como a poesia de Carlos Drummond de Andrade, ele a descreveu como algo cheio de imperfeições: "Minha poesia é cheia de imperfeições. Se eu fosse crítico, apontaria muitos defeitos. Não vou apontar. Deixo para os outros. Minha obra é pública.", mas mesmo qualificando-a como imperfeita ela foi, e é transformadora porque nos enriquece a alma e porque é capaz de nos fazer pessoas melhores.
A Política também é cheia de imperfeições e defeitos, mas apenas ela é capaz de fazer a sociedade melhorar e apenas através dela podemos superar crises, qualquer outro caminho leva ao sofrimento das pessoas.
Bem, feita essa ressalva, nós podemos dizer com orgulho que há juízes no Brasil também, assim como havia em Berlim. O Ministro Fachim, advogado honrado que a Advocacia empresta ao STF, mostrou isso essa semana... A senhora se lembra do conto Presidenta?
A história é sobre um humilde moleiro, que não queria vender suas terras para Frederico, o Grande (que as desejava para aumentar seus aposentos palacianos)? E, Quando o rei disse-lhe que era rei e tudo podia, o moleiro respondeu-lhe: "Vossa Majestade, mas ainda há juízes em Berlim". E Frederico desistiu.
Os patrimonialistas, herdeiros da UND, os capitães-do-golpe, os canalhas de várias espécies podem "ser rei" Presidenta, mas "ainda há juízes em Berlim", ou noutras palavras: há cidadãos no Brasil e são os cidadãos patriotas que criaram as instituições, as estruturas, o Estado e os três poderes, esses verdadeiros brasileiros, com os quais a senhora deve conversar pessoal e diretamente. Os cidadãos patriotas estão acima e além dos ímpios, verdadeiros simulacros de pessoas que, mesmo polidos, se distanciam das fundamentais virtudes humanas e das virtudes divinas.
A senhora que dedicou sua vida à Política e pauta-se de forma honrada deve estar profundamente decepcionada com muitas coisas e a decepção traz consigo uma tristeza que pulsa incômoda, além de uma frustração eloqüente, que fala à nossa consciência, mas creia: há Juízes no Brasil e esses juízes são os cidadãos, por isso faça o que deve ser feito.
Se os tempos se nos apresentam caóticos e apesar do caos, da decepção, há esperança e ela nos faz crer que esse caos não traz apenas anarquia ou desordem, o caos anuncia uma nova ordem.
Sei que o PT hegemonizou um processo novo na política brasileira, apresentou políticas sociais de reconhecido sucesso, investiu, multiplicou o PIB, gerou milhões de empregos, retirou duas dezenas de brasileiros da miséria, ou seja, fez o que se espera de um governo social-democrata inserido num mundo liberal, são legados inegáveis, contudo Presidenta Dilma, o governo não fez até agora uma autocrítica pública e humilde dos erros cometidos por agentes públicos de diversos partidos. Essa autocrítica pública é fundamental.
Essa é minha sugestão, faça essa autocrítica e pública para depois seguir seu caminho, defender seu mandato e defender as políticas sociais. Para isso seja justa com os companheiros e aliados, mas seja generosa com o povo.
Converse com a sociedade, converse conosco pessoal e diretamente, pois os ímpios não têm com quem conversar. Conversar e agir é o que o povo brasileiro espera da senhora. Nesses tempos sombrios é heróico agir, é heróico conversar. Não reduza a Política à judicialização.
Agir nesse momento é heróico, trabalhar e conversar com as pessoas e dizer o que está fato acontecendo é o que se deve fazer. Mas ignore personagens como o ministro Mercadante, ele não merece tanto prestigio, descarte-o, seu governo ficará melhor sem ele.
Vencer os impasses com ação, com diálogo, pois as questões policiais, que envolvem personalidades da republica, do setor financeiro e empresarial, são responsabilidade das policias, do Ministério Público e do Poder Judiciário. Esses assuntos policiais não podem paralisar uma nação. Uma nação se constrói com ações Políticas.
Bem, o país hoje vive vários impasses, alguns de dimensão internacional e no plano interno, o país vive um limite estrutural. O Brasil conquistou um conjunto de avanços, mas se os processos de expansão das políticas sociais chegaram a um limite, a partir do qual são necessárias mudanças estruturais explique para as pessoas, elas entenderão, mas a senhora tem de dizer.
Esse caos é seara fértil para propor e implantar democraticamente reformas; apresentar as propostas é heróico num país em que a resistência das elites mostra-se extremamente forte, não hesite Presidenta e, repito, afaste-se de maus conselheiros como Mercadante, gente como ele tem impedido que o governo siga na construção democrática das mudanças estruturais indispensáveis.
Não deixe as pessoas esquecerem que o país colheu avanços sociais impressionantes, históricos, mas os efeitos da crise internacional chegaram e há decisões importantes para tomar, decisões heróicas. Há apenas uma coisa a fazer: vencer o medo e com coragem para fazer reformas estruturais, eternamente adiadas.
Por isso será necessária coragem heróica para dizer à sociedade que o rentismo vem impondo uma ciranda de juros elevados para rolagem da dívida pública e alto custo do crédito para pessoas físicas e jurídicas, e que essa realidade se traduziu, na prática, em um severo limite ao ciclo de crescimento baseado no mercado interno.
Serão fundamentais heroísmo e alma de militante para construir a unidade de forças progressistas (PSOL, PSB, REDE, PCdoB e do Movimento Cidadanista Raiz) e os quadros progressistas e patriotas do PMDB, PDT e até do PSDB como Bresser Pereira e Marconi Perillo para levar o governo para o centro-esquerda e dar efetividade aos avanços conquistados de direitos civis, políticos e sociais desde a Constituinte de 1988, sem perder de vista o necessário crescimento econômico e o equilíbrio fiscal.
Será heroico romper com as limitações impostas pela elite financeira ao desenvolvimento pleno do país, para isso será fundamental que lideranças empresariais de federações da indústria, como a FIESP, por exemplo, apoiem as reformas e mais ainda, é fundamental que elas participem da elaboração da proposta. E serão aliados legítimos e legitimadores, especialmente porque como escreveu Ladislau Dowbor "os juros internos da economia esterilizam as ações de política econômica social. O Rubens Ricupero e o Bresser Pereira, que foram ministros da Fazenda e entendem disso, aprovaram as minhas anotações".
O diálogo e a ação unirão o país a partir da apresentação de proposta das reformas que, após aprovadas, representem reformas estruturais, inclusive uma reforma financeira, ou fazemos isso ou haverá um retrocesso indesejado, retrocesso social, econômico e político.
A democracia fez bem ao Brasil ao contrário do que propaga o mau-caratismo golpista, basta lembrar que Em 1991 nós tínhamos 85% dos municípios do Brasil que tinham um IDH muito baixo, inferior a 0,50, já em 2010 apenas 32 municípios estavam nessa situação, ou seja, 0,6%. Esse é apenas um exemplo e representa uma mudança extremamente profunda e estrutural.
Por isso tudo com heroísmo a senhora está a resistir, mas o próximo passo é propor as reformas estruturais, a reforma financeira, a reforma tributária, a reforma política, a reforma urbana, etc. O heroísmo está no diálogo permanente com a sociedade, com ou sem panelaço; heroísmo está em conversar com o congresso, com os sindicados, com as federações de indústrias. O heroísmo e humildade necessária está em ouvir muito e seguir ouvindo, pois muita gente quer falar sobre a decepção em constatar a incapacidade de diversos atores políticos, que gozaram da sua confiança e da confiança de Lula, em desconstruir feudos e malfeitos e pior ainda: vê-los acusados de participação ou omissão em diversos casos.
Heroico é resistir, dialogar e agir, pois para manter a democracia forte e em movimento de crescente desenvolvimento é fundamental não perdermos de vista os objetivos da república previstos no artigo 3º da CF e quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem.
Pensem  nisso enquanto  eu  vos digo até amanhã.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

QUANDO LAMENTAMOS APENAS

Lamentar não  aumenta  a nossa capacidade de reagir não aumenta e nem tão pouco  nos encoraja  a enfrentar  as nossas  dificuldades.
São as lamentações que nos deixam parados no tempo, perdendo a oportunidade de caminhar e seguir nossa vida.
Sempre colocamos as lamentações à frente de nossas lutas, sendo que lamentando não saímos do lugar, colocamos uma venda em nossos olhos e ficamos ali no escuro do nosso próprio engano.
Não lamentar e enxergar as dificuldades é tarefa daquele que se esmera em coragem, confiança e persistência, por isso levante-se reaja e continue sem lamentar.
Perdemos tempo demais lamentando enquanto há muito para ser feito.
Tudo o que há na vida é para ser explorado e vivido intensamente. cabe a cada um de nós a força para caminhar sem lamentações.
Sabemos que  a correria dos  dias  nosso  de cada  dia, nos  brutalizam   por  nossas andanças,  por  tudo que a
gente  vive,  o  ambiente em que estamos  inserridos   nos moldam,  muitas  vezes,  pro  caminho  a  ou pro  caminho b  e  isso  sem nos darmos conta.
Por isso  quando  enfrentamos  nossas  dificuldades e a gente enfrenta, talvez a gente  super valoriza elas mas
isso cada um de nós  é que sabemos, o que  uma outra pessoa   resolveria um  assunto  semelhante  rapidamente
outra  faria  diferente o  caminho.
É  muito  comum   amigos  e conhecid0os  de  nossas relações  dizerem,  "  deixa disso,  faça aquilo,  não dá bola,
é assim  memso,  voce esquenta a cabeça  demais..""  é  ou não  é ?
Mas  temos que  pensar  e levarmos em  conta que  cada um  de nós somos  pessoas diferentes, cada um de nós
tem  uma ess~encia,  tem suas  crenças, suas idéias,  o  seu  modo  de pensar  já  cristalizado.
O  bom de tudo,   e   o que  se deseja,  é que  tenhamos equilibrio,  serenidade e acima  de tudo  estarmos sim
equilibrados emocionalmente  para   todo  o  dia que  começa.
PENSEM NISSO  ENQUANTO  EU  VOS DIGO ATÉ AMANHÃ. 


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O IMPEACHMENT DE DILMA VANA ROUSSEFF

O povo nas ruas vai barrar o impeachment

Editorial do site Vermelho:

A Câmara dos Deputados já foi presidida por homens com alto sentido da função pública, da moralidade republicana, e da responsabilidade democrática. A lembrança de deputados do calibre e da honradez de Ulysses Guimarães ou Adauto Lúcio Cardoso se impõe. Eram políticos que colocavam os interesses do país, as exigências da democracia, e sua própria honra, acima de qualquer interesse pessoal.

Não é o que acontece em nossos dias. A Câmara dos Deputados é presidida por um deputado contra o qual se acumulam acusações sobre acusações. De faltar com a verdade em CPIs, de receber dinheiros ilícitos, de manter contas secretas no exterior. De usar seu cargo, que o coloca em linha direta na sucessão presidencial, como um biombo que o esconda dessas acusações ou como recurso para fazer chantagens políticas em defesa de interesses pessoais e espúrios.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, decidiu, nesta terça-feira (2), iniciar um processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, e não há como esconder o objetivo de retaliação contra o anunciado voto dos deputados do PT, na Comissão de Ética da Câmara, pela abertura de um processo parlamentar em que ele será julgado.

Além das chicanas políticas, da pequenez da atuação desse parlamentar que, incensado pela mídia conservadora e com decisivo apoio da direita na Câmara dos Deputados (as bancadas do PSDB, DEM, PPS e Solidariedade foram decisivas na eleição e nas ações de Cunha), é preciso levar em conta que a luta de classes, em sua manifestação mais crua, surge sem disfarces na cúpula do Estado brasileiro.

Ao longo de nosso período republicano os governos democráticos e progressistas que estiveram à frente da Presidência da República geraram reações golpistas. A direita, que sempre foi o principal fator de instabilidade política no Brasil, agiu da mesma maneira contra Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, Luiz Inácio Lula da Silva e, agora, contra Dilma Rousseff, contra quem nada há que possa legitimar uma ruptura institucional tão grave que justifique a perda de seu mandato – nem há fundamento jurídico, nem a presidenta praticou qualquer ato ilícito que fundamente a medida absurda pretendida pela direita.

A direita, que ao longo do tempo mandou nos rumos do país, não recua em usar os recursos ilegais e antidemocráticos – se não alcança o poder pela via legal, pelo voto popular, rasga a lei para tomar o governo de assalto.

É o que tenta agora. Com os apoios de sempre, sendo o mais caricato deles a figura deletéria do senador, ex-governador mineiro e candidato tucano derrotado em 2014, Aécio Neves, que posa de “campeão” do impeachment.

A direita, sobretudo seu principal partido, PSDB, quebrou o Brasil três vezes, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Foi campeã na criação de desemprego, de arrocho salarial, de empobrecimento dos brasileiros e de humilhação nacional ante as imposições de governos estrangeiros, principalmente dos EUA. Este quadro mudou desde o início do atual ciclo de mudanças democráticas e soberanas no Brasil. Nos governos Lula e Dilma, desde 2003, mesmo no cenário da grave crise mundial do capitalismo, o Brasil avançou, a vida do povo melhorou, o país se tornou respeitado no mundo.

São mudanças que contrariam o programa da direita e ameaçam seus privilégios. E movem a oposição conservadora para, a todo custo, retomar o controle da Presidência da República.

Mas não passarão. O golpe da direita, desta vez, vai fracassar. Os golpistas terão que derrotar o campo progressista e democrático nas esferas institucionais – na Câmara dos Deputados e nas posições mais altas do Judiciário.

A luta pela legalidade vai ocupar as ruas nesta conflagração iniciada pela direita. Os democratas e progressistas sairão em defesa da legalidade e do mandato constitucional da presidenta da República.

O povo, nas ruas, vai vencer os golpistas, derrotar de vez a direita e consolidar as mudanças democráticas que o Brasil vive desde 2003. A direita não passará!

Pensem  nisso enqunto eu  vos digo até amanhã.

GOLPE A DEMOCRACIA

 Já se sabia no horizonte político  que  seria assim, o  presidente  da Câmara dos Deputados  no momento  em  que se avizinhava  a sua  cassação  jogou sua última cartada para manter ou tentar
manter-se no  cargo.
Se fala muito  que foi  por vingança  ao PT,  a atitude de Eduardo  Cunha, dar  curso  ao processo  de
destituição  do cargo  de Dilma Vana Rousseff,  eleita  legitimamente   do  cargo  mas  esse  detalhe
vingança ou não, hoje não  conta, penso é o que  esses  senhores lá  da Câmara dos Deputados estão
fazendo ao Brasil.
É  sabido  que o  Congresso  está em ebulição  política  logo  que  terminou  a  eleição   no ano  de
2014, os perdedores não  gostaram  de perder para o   Partido  dos Trabalhadores   e  a partir daí    foi
acontecendo uma séria de medidas da oposição no sentido de  desgastar o governo, boicotar votações
importantes   para  a vida dos  brasileiros  e aliado  a  isso  a lava a jato no seu papel.
É  sabido que  Eduardo  Cunha  é  um  homem com um  currílo  invejável de processos  e  o  mais
gritante  é que ele  recentemente mentiu,  dizendo  que não   tinha contas na Suiça  e  isso  foi muito
comprovado que tinha  conta  no País europeu  com grandes somas.
Essa  aventura  desse  processo contra  a democracia brasileira, pode nos  levar    sim, a um processo
muito  perigoso  que ainda não  podemoo dimensionar.
Essa  é a política nossa, a nossa realidade e  o  que se  gostaria   que  ocorresse seria  uma maturidade real da política,  pensar mais no  Brasil, e não  em projetos pessoais.
Repasso, a entevista de  Dalmo DALLARI.   ao  blog  da Cidania:


O jurista Dalmo de Abreu Dallari (83) foi quem primeiro previu, inclusive com grande antecedência, aqui neste Blog, que o Supremo Tribunal Federal interromperia a tentativa canhestra de Eduardo Cunha de mudar o rito do impeachment de forma a que fosse dispensada a necessidade de dois terços dos deputados para admitir o processo contra Dilma Rousseff.
Após a bomba política explodida na última quarta-feira, esta página foi ouvir novamente o doutor Dallari a fim de que desse seu parecer sobre as possibilidades de esse golpe paraguaio prosperar.
Dallari desdenhou das possibilidades de esse processo alcançar seus objetivos nefandos. Além de dizer que o STF fatalmente sustará o processo se for provocado, pois é inconstitucional devido a falta de crime de responsabilidade da presidente da República, o jurista acredita que nem seria necessário porque a própria Câmara deve acabar pulando fora do que chamou de “aventura política”.
Confira, abaixo, a entrevista de um dos maiores juristas do Brasil, de quem a fama e respeitabilidade têm caráter internacional.
***
Blog da Cidadania – Com o acolhimento do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, quero perguntar ao senhor sobre as possibilidades de esse processo ser sustado pelo Supremo Tribunal Federal e como o senhor encara a forma como esse processo foi desencadeado.
Dalmo Dallari – Antes de mais nada, eu tenho a convicção absoluta de que não há o mínimo fundamento jurídico para um processo de impeachment. É uma aventura política que, na circunstância atual, tem toda a característica de uma chantagem.
Eduardo Cunha foi denunciado, é sabidamente corrupto – por muitas práticas – e, agora, está tentando fazer um “fogo de barragem” para se autoproteger. Mas como não há qualquer fundamento jurídico – esse processo aberto na Câmara é inconstitucional -, acredito que ele vai ter dificuldade dentro da própria Câmara.
Esse acolhimento do pedido de impeachment é um ato pessoal. Até aí, ele tinha como fazer. Mas, daqui por diante, ele vai ter que designar uma comissão [para analisar a admissibilidade do processo de impeachment] e essa comissão terá que emitir um parecer.
Naturalmente, ele vai tentar criar uma comissão que siga as suas determinações e, aí, acho que já vai começar a ter dificuldade porque, hoje, ele é uma figura muito desmoralizada. Assim, os deputados que forem na sequência de Eduardo Cunha vão sair desmoralizados, também.
Dessa maneira, acho que ele já vai ter problema até para o primeiro encaminhamento. Mas, depois disso, se for criada essa comissão ela terá que dar um parecer, fazer um relatório minucioso que será submetido ao Plenário da Câmara.
Para ser admitido o processo, porém, é preciso um quórum muito alto – são dois terços da Câmara, ou mais de 340 deputados. Na atual circunstância, parece-me duvidoso que tantos parlamentares queiram se ver associados a alguém que tem rejeição tão alta da sociedade.
Tudo isso é uma aventura política, uma encenação com, praticamente, NENHUMA POSSIBILIDADE de prosperar. Mas, em todo caso, do ponto de vista jurídico, se isso tiver seguimento é evidente que cabe uma ação da Presidência da República no Supremo Tribunal Federal.
Seria um Mandado de Segurança pela óbvia falta de fundamento jurídico do processo de impeachment, pois não se pode recorrer a tal procedimento sem uma causa plausível, só por razões políticas.
Blog da Cidadania – Como o senhor vê a postura do STF diante desse Mandado de Segurança?
Dalmo Dallari – Não tenho dúvida de que, na sua maioria, o Supremo Tribunal irá se orientar por critério constitucional assim como fez na questão do rito inconstitucional do impeachment que Eduardo Cunha tentou fazer passar recentemente, que reduzia drasticamente o quórum necessário para abrir o processo de impeachment.
Blog da Cidadania – Mas o senhor não acha temerário fazer essa afirmação diante do fato de que aquela Corte já tomou decisões questionáveis nos últimos anos?
Dalmo Dallari – Embora ainda haja membros do STF que não se guiam pela Constituição e, sim, por outros fatores, entendo que a maioria da Corte é orientada pelo respeito ao texto constitucional, que EXIGE uma causa para que esse processo seja desencadeado, causa essa que não existe. Por essa razão acredito que essa aventura de Eduardo Cunha pode ser sustada desde logo por um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal.
Blog da Cidadania – No fim da noite da última quarta-feira, o PT anunciou que iria ingressar com uma ação no Supremo Tribunal Federal que, inclusive, horas antes tinha sido defendida por este Blog.
Essa ação decorre do uso do cargo, pelo presidente da Câmara, em benefício próprio. É uma ação, abre aspas, por “abuso de poder”. Como o senhor vê a possibilidade de esse processo prosperar? O senhor acha que Eduardo Cunha pode vir a ser sancionado pela Justiça por usar o cargo de uma forma tão clara em benefício próprio?
Dalmo Dallari – Eu acredito que existe, sim, essa possibilidade, porque as informações a respeito desses desvios ilegais de Eduardo Cunha estão se multiplicando. Já há várias informações muito sérias inclusive a respeito de transferência de dinheiro para o exterior e de uso dos instrumentos da Câmara em benefício pessoal.
Blog da Cidadania – Quero aprofundar um pouco mais essa questão. A forma como a imprensa ventilou, fartamente, que Cunha estaria buscando uma barganha com o governo no sentido de que o PT votasse a favor dele no Conselho de Ética e, em troca, ele seguraria o processo de impeachment. Como o PT anunciou que não aderiria a essa chantagem e ele, em seguida, desencadeou o impeachment, isso, por si só, não poderia gerar uma condenação criminal do presidente da Câmara?
Dalmo Dallari – Aí, na verdade, foi uma tentativa de chantagem e o fato de ele ter encaminhado o processo de impeachment por não ter tido sucesso é muito grave. O próprio Miguel Reale, que deu um parecer favorável ao impeachment, fez pronunciamento – publicado hoje com todas as letras pelo jornal O Estado de São Paulo – que diz que Eduardo Cunha está fazendo uma chantagem.
Fica, ainda, a questão sobre como é que Reale dá parecer a um chantagista…
Blog da Cidadania – Na sessão da Câmara em que foi anunciado por Cunha o acolhimento desse processo de impeachment, vários expoentes da oposição fizeram discursos defendendo, ardorosamente, a medida que o senhor considera ilegal. Na hipótese de que essa oposição virulenta que se formou contra o governo Dilma Rousseff saia vencedora, como é que o senhor vê a situação de um país que comete uma enormidade dessas?
Dalmo Dallari – Primeiro eu vou chamar atenção para um aspecto que a imprensa não tem mencionado e que deveria ser posto em manchete. Na hipótese – a meu ver, remota – de que a presidente Dilma fosse cassada, surgiria a possibilidade de Eduardo Cunha virar presidente da República porque ele é o terceiro na linha de sucessão (!).
E como o vice-presidente Michel Temer é sabidamente candidato a presidente, é provável que ele não quisesse assumir o cargo, o que faria de Cunha presidente da República. Seria desmoralizante para o país.
Agora, o que eu acho que realmente deve ocorrer é uma reação dentro do próprio Congresso, na Câmara, porque, sabidamente, Eduardo Cunha é corrupto e os deputados que derem apoio a ele vão se ligar à iniciativa de um corrupto, de maneira que eu acho que, entre hoje e amanhã, eu acho que muitos deputados vão rever a sua posição. Em benefício próprio, diga-se.
Pensem nisso  enquanto eu  vos digo   até amanhã.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

OS BASTIDORES DO GOLPE

FHC e Aécio conspiram e, como a Justiça, consideram o brasileiro idiota

:
Passaram-se mais de 13 meses das eleições presidenciais vencidas pelo PT de Dilma Rousseff, que não consegue governar o País, conforme decidiu, por intermédio da soberania das urnas, a maioria do povo brasileiro. São muitos meses de uma crise que se tornou meramente policial, mas de conotação política, de tal forma que o Governo Trabalhista não consegue aprovar quase nada no Congresso, e, quando aprova, somente por meio de duras negociações, a ter ainda o oba-oba da imprensa venal e de tradição golpista, que distorce os fatos, manipula os acontecimentos e mente descaradamente para que seus aliados do PSDB e DEM possam ter uma agenda, que permita aos demotucanos atacar, sistematicamente, o Governo do PT.
Agora, Aécio Neves, o pior político deste País, pois incrivelmente incendiário, além de ser um péssimo perdedor por ser antidemocrático e autoritário, anuncia pelas redes sociais seu encontro, no domingo, com seu "mestre" Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, aquele ex-presidente tucano exacerbadamente "competente", que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, a pedir esmolas para a gringada neocolonial, porque quebrou o Brasil três vezes.
Aécio não se fez de rogado e publicou foto do jantar, em seu facebook, com o grão-tucano de 84 anos, no qual, "inspirados" e irresponsavelmente golpistas, conspiraram, recorrentemente, contra o mandato da presidente trabalhista, Dilma Rousseff, eleita legalmente, constitucionalmente e que, como política e cidadã, não incorreu em malfeitos, não foi autora de crime de corrupção, ou seja, não meteu a mão no dinheiro público, bem como não cometeu crime de responsabilidade, porque se submete à Constituição e ao Código Penal deste País.
Aécio Neves, o playboy machão de Ipanema, que, absurdamente, ofendeu uma senhora de "leviana" em um dos debates presidenciais, sabe disso. Bem como também sabe o playboy veterano e sociólogo, que não entende nada de povo, porque com o povo nunca andou e jamais o compreendeu. A verdade é que a crise não é econômica, como já demonstram a recuperação dos números e índices da economia. A crise é política e direcionada, estritamente, pela direita para a efetivação de um impeachment presidencial contra Dilma Rousseff.
Esses tucanos querem porque querem dar um golpe, e não esperar pelas eleições de 2018. Impedem, de todas as formas e maneiras, que o Governo Trabalhista governe e efetive suas ações por meio de seus programas e projetos, tanto no âmbito da infraestrutura e logística quanto no que diz respeito às dezenas de programas de inclusão social e de igualdade de oportunidades, realidades que, definitivamente, os tucanos não efetivaram e muito menos concretizaram nos oito anos de seus governos neoliberais e privatistas, dispostos a governar para poucos, ou seja, para as castas sociais historicamente privilegiadas.
Contudo, a irresponsabilidade institucional e constitucional dessa gente é de chamar a atenção. O vale tudo na política brasileira é algo que impressiona até os analistas e críticos conservadores da Europa e dos Estados Unidos, que são referências dos coxinhas de classe média brazucas e da casa grande eternamente nostálgica da escravidão ou das empregadas domésticas sem carteiras de trabalho assinadas.
Todavia, os tucanos mais parecidos entre todos os emplumados do PSDB foram à comezaina em um restaurante qualquer de luxo como se estivessem a decidir os destinos do Brasil, com a intenção de melhorar a vida do povo brasileiro. Mas, como, se tucanos e a direita em geral não pensam o Brasil e muito menos se importam com isto? Não. A verdade é que eles, de acordo com as declarações do menino mimado que ficou sem o presente de Natal de 2014, ou seja, a Presidência da República estão a gerar factoides para que a imprensa de mercado os repercuta e dê continuidade ao processo de desconstrução do Governo Trabalhista e da imagem da presidente Dilma e do ex-presidente Lula.
"Para que pensar o Brasil?" — se indagam os tucanos, que complementam sua falta de discernimento quanto aos interesses e destino da Nação: "Somos párias das cortes europeias e estadunidenses, além de antidemocráticos, porque somos parte de uma elite que não consegue viver no regime democrático. Somos golpistas. Trata-se do nosso DNA". Por isto e por causa disto aconteceu um encontro em que FHC — o Príncipe da Privataria I — e o Aécio Neves, ao invés de discutirem os rumos para desenvolver o Brasil, e, por seu turno, apresentarem propostas ao povo brasileiro, discutem apenas como dar um golpe, com consequências imprevisíveis para a Nação, a América do Sul e o mundo.
O Brasil não é qualquer País. É um País poderoso, de imensa extensão, populoso, com uma economia gigante e um mercado interno que poucos países no mundo tem ou podem ter. Trata-se da sétima maior economia do mundo, a despeito de suas dificuldades econômicas e problemas sociais graves. O Brasil é uma liderança regional, que está a ser influente no mundo, cuja liderança, de forma conjunta, expressa-se no G-20, nos Brics, no Mercosul, na Unasul e em outros fóruns internacionais, a lutar, inclusive, para integrar o Conselho de Segurança da ONU, que, propositalmente, continua a se comportar como se vivenciasse o fim da II Guerra, ou pior, como estivesse no tempo da Guerra Fria.
Nossas elites ainda não saíram desse tempo, e continuam irresponsavelmente a conspirar para dar golpes. Como a casa grande deve estar a sofrer por não poder ser mais vivandeira de quartel. Como deve estar inconformada a burguesia tupiniquim por perceber que os generais não querem mais participar de presepadas, traições e cafajestadas contra o povo brasileiro, porque uma elite de índole escravocrata, mas que se recusa, afirmo novamente, a pensar o Brasil para desenvolvê-lo, como o fizeram as elites da França, da Alemanha, do Japão, dos Estados Unidos, da Inglaterra, além de outros países, a despeito de serem democráticas ou não.
Aécio Neves e seu "guru", Fernando Henrique, são mais parecidos com dois capiaus de província do que propriamente como se fossem cidadãos cosmopolitas, mesmo a terem por toda vida acesso às classes dominantes, até porque são membros delas. É inacreditável que dois dos mais importantes políticos do maior partido de oposição do Brasil se resumirem politicamente a arquitetar golpes contra o povo brasileiro, que, em sua maioria, não compactua com tal atitude e conduta, porque não votou em uma candidata para ser derrubada ao bel-prazer de tucanos inconformados e amargos com a quarta derrota eleitoral para o PT.
A verdade é que se notabiliza cada vez mais que os tucanos vão trilhar por qualquer caminho que, porventura, leve ao golpe. Esqueça ética, Estado de Direito, responsabilidade, Constituição, estabilidade política e institucional. Esqueça. O que importa é o poder pelo poder, mesmo se os tucanos não puderem assumir agora, contanto que o PT seja destituído do poder. Acontece que os escândalos vão chegar aos tucanos, porque, indubitavelmente, os mesmos agentes financiadores de campanhas, as mesmas empresas e os mesmos presos — corruptos e corruptores — agiram e atuaram dos dois lados.
O que se quer, na verdade, é isonomia jurídica e judicial por parte dos juízes do STF, do STJ, do TSE e da Justiça Federal, mesmo a de primeira instância do senhor juiz condestável, Sérgio Moro. O que se quer é isonomia e igualdade de tratamento por parte da PGR e dos ministérios públicos nos estados. O que se quer é isonomia e o fim dos vazamentos dos autos de processos por parte de juízes, procuradores, promotores e delegados federais. Que todos eles se submetam à Lei e parem de fazer política e que guardem suas ideologias e partidarismos para as urnas. Ou se candidatem, ora bolas...
Que os tucanos parem de fazer proselitismos e deixem de ser deletérios quando se trata de apoiar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, mesmo sabendo das acusações sobre crimes de autoria do deputado fluminense e do PMDB, que virou um cadáver político e esqueceram de avisá-lo.
A prisão de Delcídio Amaral volta a mobilizar o PSDB quanto a dar um golpe, como se fosse igual a comer pipoca e beber refrigerante. Durma-se com um barulho desses. Aécio e FHC estão cheios de esperanças, juntamente com seus colegas de bancada. Rompem com o Cunha e depois voltam às boas se ele abrir o processo de impeachment. Hipocrisia na veia e irresponsabilidade à toda prova. Como assim, camarada? O PT, independente de qualquer coisa, tem de obrigatoriamente ser favorável à cassação de Eduardo Cunha. Que se dane o resto. Cunha que dê início ao processo de impeachment e vamos ver até que ponto ele chega e como essa miscelânea política e bagunça acabam.
Que Dilma Rousseff e o PT enfrentem a realidade e vamos ver até onde o PSDB, o DEM, o PPS e seus aliados esticam a fita métrica do golpe, sem se preocuparem com o retorno, que são as consequências advindas de tal irresponsabilidade, que já causam imensos prejuízos ao Brasil e, principalmente, a uma empresa do porte da Petrobras, que está à mercê da agenda da imprensa familiar e historicamente golpista e de políticos de direita que lutam para atender aos interesses dos grandes trustes econômicos e de governos internacionais.
Vamos ver se os tucanos vão impedir de o Governo Dilma aprovar projeto que o permite fechar as contas com déficit. Se não aprovar, o Governo terá suas contas reprovadas e, com efeito, a oposição de caráter predatório vai, mais uma vez, apostar no impeachment. Pedaladas aconteceram em todos os governos, inclusive os do PSDB e de estrangeiros de países desenvolvidos, que os coxinhas consideram maravilhosos. Somente para Dilma Rousseff é proibido, porque os tucanos e a imprensa alienígena querem dar um golpe.
Contudo, mesmo com a crise política superdimensionada pela imprensa de negócios privados, derrubar uma presidente constitucional não é fácil, ainda mais quando se trata de um País poderoso como o Brasil. Os tucanos estão a ser acusados e possuem inúmeros processos na Justiça que ora estão engavetados. Delcídio Amaral, por exemplo, demonstra grande preocupação sobre revelações relativas a negócios com a Alstom, um escândalo emplumado e bicudo de bilhões, lá em São Paulo.
O senador preso, juntamente com o banqueiro André Esteves, homem ligado ao PSDB e padrinho de Aécio Neves, foi diretor da Petrobras no Governo FHC, além de ser muito próximo aos tucanos durante toda sua carreira. São fatos e não apenas conjecturas. Delcídio cansou de votar com o PSDB, além de servir de ponte entre os partidos. Ele sempre foi considerado mais tucano do que muitos tucanos, bem como muito questionado no PT, principalmente por seus grupos de esquerda.
O escândalo na Petrobras é tudo o que a direita queria. Os grupos empresariais e políticos conservadores nunca preservaram a Petrobras. Pelo contrário, desde antes de sua fundação combatem a poderosa estatal, porque sabem que a empresa, assim como o foi a Vale do Rio Doce e a Telebras, é muito importante para o desenvolvimento do Brasil e seu projeto nacional de independência.
A casa grande sabe disso. A imprensa burguesa, o grande empresariado e, principalmente, o PSDB de FHC — o Neoliberal I — e Aécio Neves sabem disso. Tanto é verdade que entregaram mais de 125 estatais, fatiaram a Petrobras, colocaram suas ações na Bolsa de Nova Iorque, afundaram a maior plataforma do mundo, a P-36, pararam com os investimentos para que a estatal fosse sucateada e vendida, enfim, a sabotaram, como sempre o fez a direita brasileira subalterna e subserviente aos interesses estrangeiros. Agora, neste momento, o trabalho é de desqualificação e desconstrução da empresa pública, pois está em jogo o destino do Pré-Sal. A verdade é que FHC e Aécio conspiram e, como a PF, o MP e a Justiça, consideram o brasileiro idiota. É isso aí.
" Acredito  que alguns políticos,  eu  digo  os maus e  muitos os  são pensam  que o  povo é cego  e não  percebe o que está
ocorrendo  no País.
Lamentável  observar  e dizer que  há muitos  políticos que  são daquele time,  "enquanto pioer melhor,  o  povo que vai lamber sabão"
Enquanto isso  o  Brasil  fica na mão  desses políticos  que  não
fazem  bem ao  brasil.
Se pensarmos  bem, há uma quantidade  grande  desses homens  eleitos sim  democraticamente pelo  povo  que    sim
respondem a todo  tipo de  inquérito,  tanto na área criminal
como  na cívil.
Sabemos que o Congresso Nacional é o espelho da sociedade e
o  que precisamos  é  termos mais cidadania  do povo".
Pensem nisso enquanto  eu  vos digo  até amanhã.

A MÚSICA NOS SUAVIZA


    PENSEN  NISSO  ENQUANTO  EU  VOS DIGO   ATÉ AMANHÃ.

NÃO TENHAMOS MEDO DE AMAR

"É preciso te falar das minhas noites De angústias e dor Só o tempo é quem vai dizer Quem vai perder no jogo do amor Eu não quero mais ...