sexta-feira, 6 de novembro de 2015
A PRISÃO DE LULA
Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão", "O domador de sonhos" e "Dragonfly" (lançamento janeiro 2016).
Entenda por que Lula não será preso pela PF
6 de Novembro de 2015
Por mais pixulecos que apareçam nos céus do Brasil; por mais que as capas das revistas semanais o vistam de presidiário; por mais que fanáticos do caos queiram a sua cabeça; por mais que brasileiros sem alma tencionem comemorar esse dia tudo indica que Lula não será preso.
Por mais que falem dele... por mais que digam que ele é amigo de quem foi preso... ou próximo a delatores... que teria ordenado isso ou aquilo... nada disso incrimina alguém.
É boato. É fofoca.
Dizer que o Lula ficou milionário. Tudo bem. Mas ficou milionário proferindo palestras. Se as empresas concordaram em pagar uma grana preta pelas palestras problema das empresas. Ele não as obrigou a contratá-lo. Fez as palestras, recebeu, pagou impostos, fim de papo.
Não são “consultorias”. São palestras.
Ah, mas ele viajou com sicrano... viajou com fulano... mas onde está escrito que é proibido viajar? Onde estão as provas de algum crime cometido nas viagens?
O que poderia incriminar Lula seria uma conta em seu nome na Suíça, que não há – se houvesse já teriam descoberto.
O que poderia incriminar Lula era algum papel comprometedor com sua assinatura – que não existe, se existisse a Veja já teria dado.
O que poderia incriminar Lula era algum grampo telefônico no qual ele disse “manda aquela grana, pô” que também não existe, se não já teriam publicado.
Ah, mas a empresa do seu filho recebeu de uma empresa suspeita... Mas tem algum papel dizendo que foi Lula quem mandou depositar?
Ah, mas fulano disse que era para dar dois milhões para a nora do Lula... e onde está o bilhete com a assinatura do Lula mandando dar os dois milhões?
Sem papel, sem assinatura, sem grampo não vai ter como prender o Lula.
Quem não gosta dele não vota nele em 2018. E estamos conversados.
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
A NOSSA JUSTIÇA É JUSTA ?
MICHEL ZAIDAN
Cientista político da UFPE
Cidadãos acima de qualquer suspeita
3 de Novembro de 2015
Existe no campo do Direito uma larga e profunda controvérsia sobre a natureza do sistema jurídico brasileiro: auto ou alopoiético? – Ou seja, é um sistema autônomo ou heterônimo, sujeito a influências político-partidárias? – Essa discussão vem muito a propósito das acusações de partidarismo ou espírito de facção do Judiciário e da Polícia Federal brasileiros. Até onde vai a jurisdição e a atuação da polícia, num estado democrático de direito? Há dois pesos e duas medidas? Uma, para os subcidadãos e outra, para os cidadãos superepresentados nos meandros da administração do Estado brasileiro?
Nos anos setenta, um famoso diretor italiano de cinema chamado Eli Petri realizou um filme cujo título era precisamente "cidadão acima de qualquer suspeita" e trata da imputabilidade de um promotor que haveria cometido um crime passional. Ninguém era capaz de acusá-lo de nada, mesmo que tivesse cometido delitos.
Olhando a cena brasileira, em plena execução da operação Lava Jato (levada a cabo por juízes federais e membros da polícia federal), fica-se com a impressão ou de que alguns cidadãos têm um atestado de imunidade ou que outros são os alvos preferenciais da atuação legal e policial do Estado brasileiro.
Isto é tanto mais nítido quando nos afastamos dos círculos próximos ao Poder Central e vamos nos aproximando do círculos estaduais e municipais de nosso país. O atestado de imunidade das autoridades provinciais ou regionais parece ter sido dado pela conivência dos órgãos de comunicação de massa (uns sobre controle de políticos, outros de empresários) e da delicada proximidade do Poder Judiciário em relação aos governantes.
É de se imaginar como é possível pensar em direitos e garantias individuais (o direito de ir e vir, o direito à privacidade e a inviolabilidade do lar, o direito à liberdade de expressão), quando uma certa tradição atávica de autoritarismo se mescla com servilismo de uns e o silêncio eloquente de quem deveria publicizar informações ou fiscalizar os atos da administração pública.
Fala-se, ultimamente, em "Estado de Exceção" ou "medidas de uma Estado de exceção", num contexto de criminalização do direito à oposição ou a simples indignação diante de atos do governo. É possível utilizar as instituições públicas para se blindar (e perseguir adversários) contra a insatisfação dos cidadãos diante de uma gestão- diga-se de passagem - que está longe de ser exemplar? - Como indagou o jovem oficial de Justiça, de certa feita, no exercício de suas competências, "está proibido fazer crítica em Pernambuco?"
Essas considerações surgem diante das volumosas brumas que se acumulam sobre vários "negócios" e "negociatas" envolvendo recursos e grandes obras públicas, ora sob investigação da Justiça Federal e da Polícia Federal em nosso Estado. A primeira grande interrogação é quem se beneficiou com o "propinoduto" da Refinaria Abreu e Lima? – A segunda, quem estava e está envolvido nas falcatruas da desapropriação de terrenos e construção da Arena Pernambuco? – Terceira, quem foi o responsável pelo prejuízo de mais de 10.000.000 no leilão da venda dos terrenos do Cais José Estelita? E o presídio de Itaquitinga, o que fazer com ele? – Isso, para não falar na titularidade do "avião fantasma", que vitimou o ex-governador do estado.
Enfim, a sociedade e os contribuintes pernambucanos têm direito à uma explicação cabal e convincente – apoiada em provas – do que foi feito, por quem foi feito e quem se beneficiou dos malfeitos relacionados com essas obras. O imperativo da transparência, da moralidade e da legalidade da gestão pública obriga seus membros e representantes a prestarem essas informações ao distinto público pagante e reivindicante, sem medo de ser processado e preso no estado de Pernambuco.
Esse artigo de Michel Zaidan que o assina vem bem a calhar em inúmeros outros assemelhados que merecem das autoridades
que cuidam desses assuntos em todo o território braisleiro.
Existem negócios, negociatas, nas penumbras, nos porões, que nós cidadaõs comuns não temos a mínima idéia que ocorrerm à merce da sociedade como um todo, e muitos ilícitos que afrontam o cidadão comum.
Como sabemos é mais fácil colocar um ladrão de galinha numa cadeia, numa prisão, do que colocar um cidadão estudado, ""um
doutor"" é ou não é ? Será que esses doutores são feitos de outra qualidade?
Não penso assim, somos uma sociedade hipócrita, seletiva onde os que podem mais tem a benesse do contraditório, e o outro
pobretão, vai pras prisões pagar pena muitas vezes que nunca fez.
Mas sou do tempo e ainda acredito que lá adiante num futuro pr[óximo todos esses desmandos, essas injustiças praticadas serão
sim extirpardas e poderemos ter uma sociedade mais justa e igualitária.
Todavia tem um componente que não pode ficar de fora desse processo todo é o cidadão, é o cidadão de todas as camadas que compõem o tecido social brasileiro ele precisa ser a alavanca de mudança, sendo ele mais parcipativo das coisas que
estão dentro do contexto de suas vidas, a sociedade tem que ser protagonista, de suas ações.
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
O MENSALÃO DOS TUCANOS
Quando juristas e lideranças de outros setores da sociedade apontam o uso da Operação Lava Jato e outras investigações como um instrumento do golpismo, a direita conservadora esperneia. Mas existem fatos que comprovam essa afirmação, como o caso do chamado “mensalão”.
Depois de ficar 11 anos praticamente parada no Supremo Tribunal Federal, a ação judicial que trata dos fatos relacionados ao mensalão tucano de Minas Gerais começou a tramitar no mês passado na Justiça em Minas Gerais, mas não saiu disso. A informação foi publicada no jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira (3).
Enquanto a grande mídia seletivamente acusa, julga e sentencia, na maioria das vezes com base em ilações e factoides, e juízes posam como “heróis” paladinos da Justiça, nenhuma peça se move no julgamento que envolve o tucano e ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), que foi o primeiro a utilizar os serviços do publicitário Marcos Valério de Souza, condenado na Ação Penal 470, para financiar campanhas políticas.
A “celeridade da Justiça” em investigar, negociar delações premiadas e prender parece não existir quando se trata de tucanos. A ação foi ajuizada em dezembro de 2003 – quatro anos antes da denúncia criminal – no Supremo. Saiu pronta para o julgamento e há sete meses aguarda a sentença da juíza Melissa Pinheiro Costa Lage, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte.
Segundo o Ministério Público, o governo do tucano Azeredo foi responsável por um esquema de desvio de R$ 14 milhões, em valores corrigidos, de empresas públicas mineiras para financiar a sua campanha de reeleição, em 1998. O pagamento seria para a agência SMPB, de Marcos Valério, com o objetivo de patrocinar o evento esportivo Enduro da Independência.
Só para comparar, a empresa de marketing esportivo do filho do ex-presidente Lula, Luis Cláudio Lula da Silva, teve a sua empresa devassada por uma ação da Polícia Federal por ter recebido pagamento de uma das investigadas. O detalhe dessa ação é que não há qualquer indício de irregularidade.
Já no caso de Azeredo, o promotor Leonardo Duque Barbabella aponta que há provas irrefutáveis. Em entrevista recente, ele criticou a demora da tramitação. “É um descrédito para o Ministério Público, é um descrédito para o Judiciário”, afirmou. “Já há provas mais do que suficientes. A vantagem é que na área cível não prescreve”, frisou.
Hoje, pouco se fala de Azeredo, que na época do escândalo era deputado federal e renunciou ao cargo para fugir do processo no STF. Especula-se que o objetivo do tucano é arrastar o processo utilizando os recursos de apelação até completar 70 anos, em 2018, quando as acusações prescreverão e ficarão impunes. Pelo andar da carruagem isso é bem possível.
De acordo com a Folha, a assessoria do Tribunal de Justiça mineiro informou que a juíza tem frisado a extensão da ação, que tem 52 volumes. E enfatizou ainda que a decisão será tomada após a leitura de cada um. A publicação, no entanto, salienta que a Ação Penal 470, chamada de “mensalão”, cujo julgamento aconteceu em 2012, tinha 147 volumes.
Outro parlamentar que renunciou foi o empresário Clésio Andrade (PMDB), ex-senador que é réu no mensalão tucano. O processo dele também está na 9ª Vara e anda a passos de tartaruga.
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
NOVEMBRO AZUL
Exame da próstata não faz o homem viver mais
por Claudia Collucci na FSP
Novembro mal começou e o bombardeio de informações sobre o câncer de próstata e a importância do PSA (antígeno prostático específico) está a todo vapor. De shoppings center a planos de saúde, todos estão mobilizados em torno da campanha Novembro Azul.
Há uma sucessão de equívocos nessa iniciativa. Primeiro porque parece que a saúde do homem se resume a essa glândula localizada na parte baixa do abdômen. Perde-se aí uma ótima oportunidade para discutir outras coisas que realmente terão impacto na saúde masculina, como prática de atividade física, os maus hábitos (uso de álcool e outras drogas, tabaco etc), os acidentes de trânsito e a checagem dos níveis da pressão arterial e da glicemia.
O outro equívoco é ainda mais sério. Cada vez mais as evidências científicas contraindicam a realização do PSA de rotina, em qualquer idade. Mas parece que, por desconhecimento ou interesses outros, as campanhas têm ignorado esse fato. Por aqui, há poucas vozes discordantes, uma delas é da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), que distribuiu nota à imprensa sobre o assunto.
Para começar, a SBMFC explica o conceito do rastreamento e porquê ele não se aplica ao exame da próstata. Rastreamento significa uma ação feita para identificar uma doença (ou fator de risco) antes que ela se manifeste ou piore, com o objetivo de diminuir o adoecimento e a mortalidade. Ou seja, fazer as pessoas viverem mais e melhor.
É o que acontece, por exemplo, quando a pessoa faz uma sorologia de HIV ou uma coleta de papanicolau. Mas não é o que ocorre com o câncer da próstata e com o foco da campanha Novembro Azul.
A campanha diz que "a única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce", e recomenda que todos os homens com mais de 50 anos (ou 45, no caso de negros e parentes de primeiro grau de indivíduos que tiveram a doença) procurem anualmente um urologista para fazer o exame de toque retal e a dosagem de PSA no sangue.
A SBMFC lembra que essa não é a recomendação de respeitadas instituições nacionais e estrangeiras. Em 2012, o United States Preventive Services Task Force (USPSTF) passou a contraindicar o rastreamento de câncer de próstata baseado em PSA para homens americanos de qualquer idade.
Em 2013, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) passou a recomendar que não se organizassem programas de rastreamento para o câncer da próstata, e que homens que demandassem espontaneamente a realização de exames de rastreamento fossem informados por seus médicos sobre os riscos e benefícios associados a essa prática, "por existirem evidências científicas de boa qualidade de que o rastreamento do câncer de próstata produz mais dano do que benefício".
Outras entidades reconhecidas internacionalmente, como o Canadian Task Force on Preventive Health Care, o American Academy of Family Physicians e o United Kingdom National Screening Comittee, fazem recomendações semelhantes.
Os estudos que levaram a essas recomendações acompanharam milhares de homens por mais de dez anos, e mostraram que fazer PSA com ou sem toque retal não diminui a mortalidade geral dos homens, e muda muito pouco a mortalidade específica por câncer de próstata. Em outras palavras, lembra a SBMFC, homens que fazem o exame não morrem mais velhos, e morrem muito pouco menos de câncer de próstata.
Esse pequeno benefício não compensa os potenciais malefícios, quase sempre relacionados à realização desnecessária de biópsia prostática (um procedimento que pode provocar sangramentos, febre, infecção prostática e retenção urinária), o impacto psicológico causado por um resultado falso positivo, e as sequelas do tratamento (é muito comum que os homens tenham incontinência urinária ou impotência sexual após a retirada da próstata).
Isso acontece porque o exame não consegue diferenciar cânceres graves e mortais de cânceres que cresceriam lentamente e não viriam a matar o homem, ou seja, muitos acabam tendo os malefícios desnecessariamente, explica a nota.
"A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade considera que os homens, de fato, precisam dar e receber mais atenção à sua saúde, mas as evidências científicas mais recentes deixam claro que isso não deve ser feito através da dosagem do PSA ou realização de toque retal em pessoas que não apresentam qualquer sintoma. Médicos e médicas devem, por uma questão ética, fornecer todas as informações relevantes para que seus pacientes possam decidir de forma esclarecida sobre questões relacionadas à própria saúde."
A manifestação da SBMFC é uma ótima oportunidade para que as entidades melhorem o nível de campanhas que visem a educação em saúde. Omitir esses dados na campanha Novembro Azul é um desserviço aos homens, às suas famílias, e aos sistemas de saúde, que desperdiçam recursos que poderiam estar sendo mais bem usados em ações efetivas de prevenção e promoção à saúde.
Postado por Mario Lobato da Costa às 19:03
Marcadores: Câncer, Saúde
Todos nós devemos ter a responsabilidade de cuidar de nosso corpo, de nossa saúde. Os responsáveis por nossa saúde é cada um de
nós e por termos uma cultura machista fica mais difícil.
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
UM GOVERNO ACUADO
O Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:
Quem governa o Brasil?
O Brasil, neste momento, é movido pelo que resolvem delegados de Polícia Federal, funcionários moralmente corruptos da Receita Federal (corruptos, porque deixam de lado suas obrigações funcionais para obterem vantagens políticas), promotores sequiosos de promoção e um juiz de olhar vítreo.
Todos os dias, são eles que municiam a força de bombardeiros da mídia com cargas explosivas, bombas destinadas a fazer barulho e manter o país sob paralisia, imobilizando ainda mais o já pouco ativo governo Dilma e tentando arrancar o que puderem da figura simbólica de Lula.
Não sejamos injustos com a turma do PSDB e do DEM, que serve apenas de confeitos ao bolo golpista: funcionam hoje mais como um elegante reboque de Eduardo Cunha e de sua turma do baixo-clero do que como líderes do processo de desestabilização política do Governo.
Há um ano, isso inviabiliza o funcionamento do país, impede qualquer providência contra problemas econômicos que vão se transformando em crise contínua.
Ou se aceita o combate político a isso, com todos os desgastes eventuais de perder a pose de “governo neutro”, que aceita ser agredido e achincalhado por suas próprias estruturas.
Enquanto isso não for feito, o Governo ficará refém destes grupos e da força que os coordena, a mídia.
Se quer governo, terá de reagir.
Lula é a fonte original da legitimidade do Governo Dilma.
Deixar que o destruam, é destruir o próprio Governo.
Pensem nisso enquanto eu vosa digo até amanhã.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
O FACEBOOK É TUDO PERMITIDO?
O linchamento de Taís Araújo é fruto da ideia de que no Facebook tudo é permitido. Pois é crime
Quem compartilha calúnias e mensagens de ódio nas redes sociais ou re-encaminha vídeos íntimos no Whatsapp, por exemplo, também pode estar sujeito a punição.
Salvar • 31 comentários • Imprimir • Reportar
Publicado por Consultor Elder - 1 dia atrás
23
O linchamento de Tas Arajo fruto da ideia de que no Facebook tudo permitido Pois crime
O Brasil é um dos líderes mundiais em número de usuários no Facebook, Twitter e YouTube, e o comportamento das pessoas nessas redes sociais nem sempre é pacífico. Segundo especialistas em direito digital, discussões acaloradas são perfeitamente normais, mas o mundo virtual também tem suas leis, e elas são bem concretas.
“Não podemos confundir liberdade de expressão nas redes sociais com irresponsabilidade, senão torna-se abuso de direito”, alerta a advogada Patrícia Peck Pinheiro, especialista em direito digital. “O que mais prejudica a liberdade de todos é o abuso de alguns, a ofensa covarde e anônima, isso não é democracia.”
O cyberbullying – ofensa, discriminação ou ameaça digital – leva a indenizações que variam de 10 e 30 mil reais. Se o ofensor for menor de idade, são aplicadas medidas socioeducativas com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Quem compartilha calúnias e mensagens de ódio nas redes sociais ou re-encaminha vídeos íntimos no Whatsapp, por exemplo, também pode estar sujeito a punição.
“Quando alguém ajuda a disseminar um conteúdo ilegal, pode ser considerado um colaborador. E também pode responder na medida da sua participação. Já a curtida no Facebook pode não representar um ilícito em si, mas, se o comportamento da pessoa for monitorado, evidenciando que ela curte tudo o que é ilegal, é possível se chegar a uma responsabilização”, explica o advogado Renato Opice Blum, coordenador do curso de Direito Digital do Insper.
Os chamados crimes contra honra na internet – que envolvem ameaça, calúnia, difamação, injúria e falsa identidade – têm gerado cada vez mais processos judiciais. Um levantamento divulgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) lista 65 julgamentos recentes que resultaram em pagamento de indenizações, retirada de páginas do ar, responsabilização de agressores e outras condenações em favor das vítimas.
CPI dos Crimes Cibernéticos
Os excessos nas redes sociais viraram tema político com a CPI dos Crimes Cibernéticos. Nesta semana, o fundador do movimento Revoltados On Line, Marcello Reis, depôs na CPI sobre declarações racistas e xenófobas que teriam sido divulgadas nas redes sociais pelo grupo que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A CPI ouviu também o publicitário Jeferson Monteiro, criador do perfil Dilma Bolada.
A sessão realizada na terça-feira (27/10) terminou com um protesto anti-PT, e a comissão instalada em agosto foi criticada por se tornar “palanque” de grupos antigoverno. Mas os especialistas ouvidos pela DW Brasil defendem que é preciso superar a disputa política. O principal papel da CPI deve ser propor leis que preencham as lacunas legais para o combate a crimes na internet.
“É preciso leis para atualizar certos comportamentos, como o agravamento de pena para quem pratica cyberbullying, ampliação do tempo de guarda dos registros para identificação de criminosos e o aumento da responsabilização de quem hospeda conteúdos ilegais”, observa Blum.
Revista e prisão digitais
Na opinião de Peck, a falta de educação e a impunidade contribuem para os excessos na internet. “Sem educação em ética e leis, corremos o risco de a liberdade de expressão e o anonimato digital se tornarem verdadeiros entraves na evolução da sociedade digital, pois torna o ambiente da internet selvagem e inseguro”, observa.
Os crimes contra honra na internet são combatidos com leis já existentes, como a própria Constituição, o Código Civil e o Código Penal. Já a Lei do Marco Civil da Internet acabou justamente por contribuir para o aumento dos crimes digitais, afirma Peck. Segundo ela, o texto dificulta as investigações por exigir o despacho de ordens judiciais. “Isso elimina o ‘flagrante online’, essencial para combater crimes como cyberterrorismo, pornografia infantil e tráfico de entorpecentes”, diz.
“Precisamos estabelecer o procedimento de ‘revista digital’ para verificar dispositivos como celulares e tablets de indivíduos suspeitos no momento da abordagem policial, visto que a evidência do crime não estará anotada num papel no bolso, mas no Whatsapp, por exemplo”, explica. O método já é adotado por países como Estados Unidos e Inglaterra.
Agravamento das penas
A punição do criminoso digital também deve ser aprimorada, com a aplicação do “encarceramento digital”. “Não é só prender numa cela, pois o bandido analógico tradicional (versão 1.0) vai aprender com o bandido da web (versão 2.0) e vamos formar nas cadeias em pouco tempo o ‘bandido 3.0′”, afirma Peck.
Ela explica que ofensas digitais “percorrem o mundo em poucos minutos” e o dano é contínuo, “pois o conteúdo se perpetua na web”. “Quem é vítima deste tipo de crime está condenado a conviver com a exposição o resto da vida, o que é uma pena muito maior do que a aplicada ao infrator”, que em casos de injúria, difamação e calúnia, recebe pena de prisão de um mês a dois anos, muitas vezes convertida em pagamento de cestas básicas.
Por isso, a advogada defende o agravamento das penas e aumento das indenizações às vítimas. “Aí sim vamos construir uma sociedade digital mais justa e livre. Senão hoje a liberdade fica garantida apenas ao criminoso. Ficamos os demais encarcerados em redomas digitais com medo, e a marginalidade cresce na web.”
Fonte: Diário do Centro do Mundo e DW.
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
O DIA DA SAUDADE DE NOSSOS ENTENTES QUERIDOS
Dia 2 de novembro, é um dia diferente para todos nós, quem de nós não sente uma saudade
em nosso coração com aqueles que nos deixaram e foram para outro plano ?
Para mim esse dia serve para reflexão de vida, dos nossos encontros e desencontros , perdas e danos com todos aqueles que fazem parte ou não estão mais com a gente.
A vida é um presente que Deus nos deu sem pedirmos nada e ela está aí para ser vivida
plenamente e de repente por um momento estamos indo embora, saímos do convívio com os nossos.
A morte é um mistério e sempre temos perguntas em nós para fazermos. Por que morremos ? Por que a vida sai de nós ? Por que ele morreu era um bom sujeito. Por que nossos pais se foram ? São respostas que não temos ou se temos a gente não entende as razões.
Nesse mundo de correrias , nesse mundo de wthassap, facebook, de tecnologias as pessoas
preferem estar conectadas com um celular em vez muitas vezes de estar com um pai, uma mãe, um filho dão preferências até de dormir com esses
aparelhos e quando perdemos alguém próximno vem aquela sensação de culpa, "porque não dei atenção pro meu filho, pra minha mãe..
O tempo da vida não espera, todos nós temos e teremos a nossa hora, eu por exemplo posso
após escrever essas linhas por segundos não estar mais aqui pois a gente não sabe a hora que vamos ir embora.
É um dia diferente hoje porque muitas sensações, lembranças, se misturam com a saudade dos
nossos que já partiram e o que conforta e o digo por mim, é que eu procurei sempre por exemplo curtir os meus pais,não os tenho mais mas a
saudade. a lembrança deles é viva em cada caminho meu.
Penso que devemos sim, lembrarmos com carinho, e oferecer a eles todas as boas orações, emanar luzes para eles e ficarmos com as boas lembranças daquilo que vivemos juntos.
Pensem nisso enquanto eu vos digo até amanhã.
Assinar:
Postagens (Atom)
NÃO TENHAMOS MEDO DE AMAR
"É preciso te falar das minhas noites De angústias e dor Só o tempo é quem vai dizer Quem vai perder no jogo do amor Eu não quero mais ...
-
A noite fria de junho me abraça Como um abraço que me leva pra cama O frio percorre meu corpo Que procura calor! Essas horas frias da noite...
-
A eleição presidencial em Outubro desse ano promoverá como nunca antes visto capítulos de muita baixaria e escândalos de todo o tipo é isso...
-
O TEMPO MOISÉS MENDES Para lembrar ou para esquecer no fim do ano: uma lista de fatos que parecem ter ocorrido anteontem. 11 de dezembro d...