quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O DISCURSO CORAJOSO DE REQUIÃO

                                                   

ÍNTEGRA DO TEXTO DO DISCURSO DO SENADOR ROBERTO REQUIÃO (PMDB-PR) EM SESSÃO DO SENADO DE 4 DE NOVEMBRO


Ano passado, quando a Constituição de 1988  fez 25 anos, sessões especiais nos legislativos de todo o país, conferências, seminários, debates, programas de rádio e televisão, encartes em jornais e revistas,   paradas e desfiles cívicos, documentários, filmes,  missas solenes, Te Deum  e até bailes homenagearam a ilustríssima aniversariante pelo jubileu de prata.

Uma festa de discursos e adjetivos altissonantes, rimbombantes.

Essas comemorações vieram-me fortemente à memória na terça-feira, dia 28, quando a Câmara dos Deputados sustou o decreto presidencial que previa  a criação dos conselhos populares.

Houve quem visse no episódio o troco, a vingança do presidente da Câmara pela derrota nas eleições estaduais no Rio Grande do Norte. Pode ser que, como diz o povo, que a fome e a vontade de comer tenham se irmanado na decisão de derrubar o decreto. Pode ser.

A verdade é que  o decreto já estava condenado. E a Câmara não fez mais que confirmar uma verdade: é permitido que se façam todos os elogios à Constituição Cidadã, desde que seu conteúdo verdadeiramente cidadão, democrático e popular não seja regulamentado.

É bom que a gente se lembre, e se lembre sempre: a tão versejada  Constituição de 88 que, na minha opinião,  não chega a ser a maravilha das maravilhas, mas representou um avanço, é resultado de determinada conjuntura, de um balanço de forças circunstancial.

Fazia pouco que o país emergira da ditadura e era natural que a pressão por avanços democráticos, pelo alargamento da participação popular, fosse absorvida pela Constituição.  Além do que, some-se a mobilização das organizações populares e sindicais à época. E a composição do Congresso Constituinte, bem menos conservadora que Câmara e Senado de hoje.

Se a composição da Constituinte de 1988 fosse a do Congresso atual, temos todas as razões para duvidar que, por exemplo, o Sistema Único de Saúde fosse aprovado .  E os títulos VII, Da Ordem Econômica e Financeira; e o Capítulo VIII, Da Ordem Social, certamente teriam conteúdos e redações absolutamente diferentes.

Ora, assim sendo, toda a regulamentação da Constituição que faça cócegas, por mais leves que sejam,  nos conservadores parlamentares, nos conservadores mediáticos, nos conservadores religiosos reproduzirá a forte resistência que vimos no dia 28 de novembro.

É ocioso, é perda de tempo argumentar que alguns conselhos a que se refere o decreto que institui a Política Nacional de Participação Social e o Sistema Nacional de Participação Social já vigoram, já existem. Por exemplo, o Conselho de Comunicação Social.

É bem verdade que este Conselho levou um bom tempo para ser instalado. Regulamentado em de dezembro de 1991, só foi instalado onze anos depois, em 2002. Funcionou por quatro anos e ficou inativo até julho de 2012,  quando foi reinstalado. Aliás, ao que parece, a ressurreição apenas se deu porque sua composição  favorece claramente a representação empresarial, a imprensa-empresa.

De todo modo, o Conselho de Comunicação Social é prova de que os conselhos, mesmo que de forma tímida e, às vezes, desvirtuada, já fazem parte da vida brasileira. Na esteira da criação do Conselho de Comunicação Social  foram criados os Conselhos estaduais do Amazonas, Pará, Alagoas, Bahia, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Para quem não sabe, o Conselho de Comunicação Social reúne-se  nas dependências desta Casa  toda primeira segunda-feira do mês, é presidido pelo cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta e tem como vice ex-secretário de Comunicação do Senado, o nosso amigo  Fernando César Mesquita.

E pelo que sabemos, a existência deste Conselho não abalou, não subverteu, não “venezualizou”, não “boliviarianizou” nossa pátria amada.

Na verdade, a criação dos conselhos de participação popular antecede, em décadas, a Constituição de 88. O primeiro dos conselhos a ser criado, o Conselho de Educação, foi instalado em 1936, portanto, há 78 anos. E nem o Estado Novo de 1937 e o golpe militar de 1964 suprimiram o Conselho de Educação.

Registre-se que até mesmo os militares criaram conselhos aos moldes do decreto da presidente Dilma, por exemplo, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT, instalado em 1966.

Evidentemente, a participação nesses conselhos, durante o Estado Novo e a ditadura de 64, era selecionada e vigiada.

Pergunto aos senhores deputados que derrubaram o decreto 8.243 e aos senadores que prometem fazê-lo o mesmo nesta Casa se também vão cancelar o Conselho de Educação e o Conselho do FAT.

Mais ainda, pergunto o que vão fazer fulminar os 5.553 Conselhos de Saúde existentes no país.

As senhoras e os senhores senadores sabiam que apenas 17 dos 5.570 municípios brasileiros não têm Conselhos de Saúde? E que existem 3.784 Conselhos de Meio Ambiente?

E que há mais de cinco mil Conselhos de Educação?

Ora, revogue-se de vez  a tão incensada Constituição Cidadã; cancele-se o princípio da Democracia Participativa; dê-se nova redação ao artigo 14 da Constituição que diz: “A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos e, nos termos da lei, mediante plebiscito, referendo, iniciativa popular”.

Chega de hipocrisia, chega de cinismo, chega de impostura.

O que incomoda e provoca urticária na velha e na nova direita brasileira, o que deixa a grande mídia empresarial com comichões autoritários são as pequenas, as modestíssimas brechas da Constituição de 88 à participação popular.

A possibilidade de conjugação da democracia representativa com mecanismos de participação popular, tornando viável a democracia direta, é isso que está por trás da reação furiosa dos conservadores ao decreto presidencial. É contra isso, é contra essa conjugação que se insurgem a velha e a nova direita.

Houve tempo em que Norberto Bobbio era o autor preferido dos que se opunham a uma leitura marxista ou gramsciana da política.  Os nossos liberais adotaram-no como profeta. Pois bem, é a Bobbio que recorro para recuperar um dos pilares de seu pensamento: quanto maior a soberania popular, mais verdadeira, mais efetiva a democracia, diz ele.

Citei Bobbio, mas não é preciso ir muito longe deste plenário para recolher outros ensinamentos sobre a soberania popular.

Cito, então, Pedro Simon.

Tempos atrás, enquanto discursava, Simon foi interrompido para que a mesa anunciasse a presença nas galerias de estudantes universitários goianos. Simon fez um  parênteses em sua fala e dirigiu-se aos estudantes: “Meus jovens, eu os saúdo mas os advirto: não esperem nada daqui, não esperem nada desta Casa. Se vocês quiserem mudar alguma coisa, vão às ruas. São as ruas que mudarão este país”.

Cito José Sarney.

Em uma fala sobre a democracia e seus tantos percalços, Sarney alertou para os limites cada vez mais estreitos da democracia representativa e mesmo o esgotamento dessa forma de representação.

Sarney aconselhou que abríssemos os olhos para que não fôssemos levados de cambulhada pela história.

Cito Walter Pinheiro.

Semana passada,  o senador baiano lembrou uma frase de Ulysses Guimarães, advertindo os que lamentavam a piora da qualidade do legislativo. Dizia Ulysses: “Se você acha esta legislatura ruim, espera a próxima, e  a próxima, e a próxima…..”

Bobbio, Simon, Sarney, Ulysses.  A variação sobre um mesmo tema: a degradação da democracia representativa e a necessidade da democracia se reinventar, alargar-se, abrir-se.

Em sã consciência, nós podemos dizer que representamos os brasileiros que foram aos milhões às ruas nas jornadas de junho de 2013? Concretamente, de que forma as manifestações repercutiram nesta

Casa? Quê consequências práticas? Que projetos de lei, que iniciativas do Senado e da Câmara atenderam as ditas vozes das ruas?

A tal  “pauta positiva” que aqui votamos, perdoem-me as senhores e os senhores, não passou de uma corrida atrás do prejuízo.  Modesta corrida, diga-se.

Querem um exemplo?

Qual foi o deflagrador das manifestações de 2013? O preço e a qualidade do transporte coletivo.

E o que fizemos para melhorar esse serviço público reconhecidamente ruim, caro e que ofende, diariamente, a cada minuto, a dignidade de vida de dezenas de milhões de brasileiros?

Nada fizemos e continuamos a nada fazer.

Senhoras e senhores senadores.

Na reação aos conselhos vejo a mesma resistência que encontrei ao propor a regulamentação do Direito de Resposta.  A mesma resistência à equiparação dos trabalhadores domésticos aos demais trabalhadores. A mesma resistência à tipificação e punição do trabalho escravo.

Uma coisa é o conservadorismo em relação às instituições políticas, aos pressupostos econômicos, aos usos e costumes, ao comportamento. Outra coisa é a guerra contra os direitos dos trabalhadores, a negação aos brasileiros da garantia  constitucional de participar, opinar, decidir, de existir como cidadãos titulares de direitos.

Com o diz a professora de direito constitucional Denise Auad:  “O Estado brasileiro adotou, em seu texto constitucional, a democracia representativa conjugada a mecanismos de participação popular; ou seja: nossa democracia dever ser exercida, conjuntamente, por representantes livremente eleitos pelo povo e, na medida do possível, diretamente pelos cidadãos”.

Foi para dar consequência prática a esse pressuposto que a Constituição de 1988, entre outros meios da democracia direta, previu os conselhos.  No entanto, em nenhum momento, a Constituição impõe a formação dos conselhos e nem dá a eles caráter deliberativo. Logo, não é honesto o que parcelas de oponentes dos conselhos populares estão fazendo ao atribuir aos conselhos populares prerrogativas que são próprias do Legislativo.

Ora, onde a usurpação de poderes?  Onde o golpe contra a democracia? Onde a mudança de regime por decreto com o alucinou o “Estadão”?

A verdade é que a nossa elite tem um horror pânico da participação popular.

E a cada passo fica mais incomodada com a evidenciação do nosso povo que, nos últimos anos, tornou-se visível nos aeroportos, nos shoppings, nos restaurantes, nos cinemas, nas universidades.

Se a visibilidade do povo brasileiro já é desconfortável para essa gente, imagine o povo opinando, sugerindo, exigindo.

E nossa gloriosíssima e nunca suficientemente gabada e celebrada mídia, mais uma vez, está na  liderança do atraso, gritando pomposos e adiposos editoriais contra o “bolivarismo”, o “chavismo”.

Trata-se de um movimento preventivo. Depois de um engajamento ensandecido na campanha eleitoral, buscando de todas as formas influir no resultado da votação, as sete famílias que monopolizam a comunicação brasileira parecem temer que volte ao debate a regulação da mídia.

Os monopolistas da mídia não querem conselhos populares cobrando o fim da propriedade cruzada dos meios de comunicação, como é regra em países dominados pelo “bolivarismo” como os Estados Unidos e a Inglaterra. …..Não querem o direito de resposta. Não querem o contraditório. Não querem a democratização das informações.

Os monopolistas dos meios de comunicação, a imprensa-empresa têm medo, terror pânico, que a democratização das instituições, que a democracia participativa, que a radicalização da democracia  ilumine o canto escuro da manipulação de opinião.

Quem tem medo do povo?

Ah, sim! Uma breve e reveladora estatística: dos 1.057 deputados estaduais eleitos em outubro último, apenas 153 nunca exerceram mandato eletivo.

Não me parece que seja muito complicado interpretar esse número.

Pensem  nisso  enquanto  eu  vos digo  até amanhã



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

SOCIEDADE PARTIDA E MÍDIA

                                                                                   Em  termos  de sociedade  como  você  define  a
nossa? Minha  definição  é que somos uma sociedade  partida, uma sociedade  que exclui  ainda  muitos
segmentos  de  pessoas  que estão  aí  no dia a dia  lutando  pra  prosperar  e  serem  melhores cidadãos.
                                                                                  Somos  uma sociedade  violenta,  uma sociedade
que em muitas  circunstâncias  olha  só para  um lado,  por exemplo,  em roubos, crimes, de toda  a ordem
o que  vale ainda  é o  carteiraço,  o nome, classe  social,  ainda  carregamos  essa  chaga  que não faz bem
a ninguém  apenas  mostra uma sociedade partida   por vários  arcoíris  multicolores  sociais.
                                                                                  Somos  violentos, em casa,  intolerantes, raivosos com os nossos semelhantes, não  aceitamos as diferenças, carregamos por certo resquícios do  quem  pode
mais é o  que prospera.
                                                                                 Tudo  é um  conjunto de situações  que envolve  a nossa  sociedade  uma sociedade  que tem que aprender  que  só  se  chega  na frente  com  cidadania é
darmos nossas  mãos, não ao  contrário.
                                                                                Eu  sou do  tempo  que tinha uma famosa  atriz americana  que fazia  um  comercial,  que dizia: "  o brasileiro  é tão  bonzinho""  será?
                                                                                Olhando   pra dentro  de nós   cada um  pode  sim fazer  essa  avaliação.
                                                                                Temos  muito  em  que  avançar  para sermos  uma
sociedade  melhor, se cada  um  melhorar como  ser humano,  como  pessoa é o primeiro  passo, e nesse
contexto,  a família  é o  principal  pilar  pra  esse  avanço.
                                                                               Temos  família  não  é  mesmo?   Mas  muitas    e
bota muita  nisso é o  que   parece  que não  se tem,  estamos dissociados daquilo  que  é o  principal,  um elo de muita coesão  familiar.
                                                                                No  Conversa  Afiada, tem um  artigo   muito  forte
e  interessante   que  ilustra  de forma cabal, essa  sociedade   partida  do  qual   eu  tentei  colocar   minha
visão,  pois o  blogueiro  Leonardo  Sakamoto,  explicita, eis,  o  teor:

                                                                                                        Publicado em 02/11/2014

O PiG lincha as minorias

Para os pobres é pelourinho e bala !


O Conversa Afiada reproduz artigo do Muda Mais:

A GRANDE IMPRENSA E AS MINORIAS


Há tempos se questiona qual a suposta IMPARCIALIDADE DA GRANDE MÍDIA. Recentemente tivemos a MATÉRIA de uma revista considerada importante no cenário nacional que, para tentar prejudicar a candidatura da presidenta,chegou a publicar inverdades e suposições como se fossem verdades absolutas buscando influenciar o pleito eleitoral de maneira benéfica ao candidato de oposição. Não conseguiu e está sendo desmascarada.


Acontece que isto ocorre também em notícias que não estão ligadas à política, e se reflete inclusive  em notícias sobre crimes, violências ou agressões. Para parte dos grandes formadores de opinião, de um lado estão aqueles que recebem a denominação de “cidadãos de bem” (expressão que aliás deixa largas margens de interpretação como se fosse possível dividir as pessoas em boas e más), do outro lado estão todos aqueles que podem, a qualquer momento, ser considerados o mal a ser extirpado da sociedade. Os casos de linchamento ocorridos no início do ano são tristes ilustrações deste cenário.


O blogueiro LEONARDO SAKAMOTO escreveu sobre o assunto. Reproduzimos seu texto aqui embaixo:


AOS JOVENS RICOS, BENEVOLÊNCIA. AOS POBRES, PELOURINHO E BALA


Um grupo de jovens, em sua maioria da classe média alta carioca, foi preso, nesta quinta (30), pela Polícia Civil acusado de tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Também estariam envolvidos em roubo de automóveis, tentativas de homicídios, estupros, enfim, vida honesta.


Segundo a polícia, os jovens atuariam como justiceiros na Zona Sul do Rio de Janeiro. O rapaz negro que foi acorrentado nu e pelo pescoço a um poste, no início do ano, acusado de cometer crimes teria sido vítima desse grupo.


Antes de mais nada, este não é um texto conclamando ao linchamento desses jovens. Isso seria de uma idiotice sem tamanho. Nem é sobre eles, a bem da verdade.


Mas sobre o fato de que a classe média alta, na qual, eu, caviar, me incluo, demonstra reações diferentes dependendo dos envolvidos na história.


Vamos por partes. Os repetidos casos de violência gerados por jovens da classe média alta brasileira e a forma aviltante com a qual têm sido tratados adolescentes negros e pobres nos morros e periferias me deixam incomodado.


Sabemos que é mais fácil uma pessoa que foi acusada de roubar um xampu, um litro de leite ou meia dúzia de coxinhas ir amargar uma temporada no xilindró – como mostram diversos casos que já trouxe aqui – do que um empresário que corrompeu passar uma temporada fora de circulação.


Não que o princípio da insignificância (que pode ser aplicado quando o caso não representa riscos à sociedade e não tenha causado lesão ou ofensa grave) não seja conhecido pelo Judiciário. Insignificante mesmo é quem não tem um bom advogado, muito menos sangue azul ou imunidade política. Ou a benevolência de determinados jornalistas.


Tempos atrás, a seguinte notícia veio a público:


“A empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto, de 32 anos, teve a bolsa roubada e foi espancada por cinco jovens moradores de condomínios de classe média da Barra da Tijuca, na madrugada de sábado. Os golpes foram todos direcionados à sua cabeça. Presos por policiais da 16ª DP (Barra), três dos rapazes (…) confessaram o crime e serão levados para a Polinter. Como justificativa para o que fizeram alegaram ter confundido a vítima com uma prostituta.”


Os rapazes não eram da ralé. Se fossem de classe social mais baixa, certamente o texto seria sutilmente diferente:


“A empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto, de 32 anos, teve a bolsa roubada e foi espancada por cinco moradores da favela da Rocinha, na madrugada de sábado. Os golpes foram todos direcionados à sua cabeça. Presos por policiais da 16ª DP (Barra), três dos bandidos (…) confessaram o crime e estão presos. Como justificativa para o que fizeram alegaram ter confundido a vítima com uma prostituta.”


Rico é jovem, pobre é bandido. Um é criança que fez coisa errada, o outro um monstro que deve ser encarcerado, quando o tratamento deveria ser igual aos dois.


Lembro que o pai de um deles, num momento de desespero, justificou a atitude do filho como sendo perdoável. Da mesma forma, o pai de um dos jovens que agrediram homossexuais com lâmpadas fluorescentes na avenida Paulista, em São Paulo, pediu condescendência. Afinal, isso não condiz com a criação que tiveram. Bem, são pais, é direito deles.


O incrível é como a sociedade encara a situação, com uma diferenciação claramente causada pela origem social e cor de pele.


Tenho minhas dúvidas se a notícia sairia se fosse o segundo caso. Provavelmente, na hora em que o estagiário que faz a checagem das delegacias chegasse com a informação, ouviria algo assim na redação: “Pobre batendo em pobre? Ah, acontece todo dia, não é notícia. Além disso, é coisa deles com eles. Então, deixem que resolvam”.


A estrutura de uma notícia depende, infelizmente, de que classe social pertence os protagonistas. Somos lenientes com os nossos semelhantes, com aqueles que poderiam ser nossos primos e irmãos, e duros com os outros. E como somos nós que controlados a nossa democrática mídia…


Não estou pedindo o nivelamento por baixo, mas por cima. Não é juntar os mais ricos à fogueira da vingança em praça pública, mas tirar os mais pobres dela e garantir-lhes justiça.


Na prática, as pessoas envolvidas nesses casos apenas colocaram em prática o que devem ter ouvido a vida inteira: que eles podem porque nasceram bem. Já putas, bichas, índios, mendigos, pessoas em situação de rua e remelentos em geral são a corja da sociedade e agem para corromper os nossos valores morais e tornar a vida dos “cidadãos de bem” um inferno. Seres descartáveis, que vivem na penumbra e nos ameaçam com sua existência, que não se encaixa nos padrões estabelecidos. E por que não incluir nesse caldo as empregadas domésticas, que existem para servir? Se eles soubessem a profissão de Sirley, teria feito diferença?


A sociedade tem uma parcela grande de culpa em atos como esse e os dos jovens que se tornam soldados do tráfico por falta de opções e na busca por dignidade, fugindo da violência do Estado e do nosso desprezo.


A diferença é que, para os da classe média alta e alta, a construção da narrativa passa por onde deveria passar: devemos reintegrá-los para que tenham uma vida adulta plena e produtiva. Afinal, são “jovens”.


Para os pobres, os “menores”, é pelourinho e bala.

PENSEM  NISSO ENQUANTO  EU  VOS DIGO ATÉ AMANHÃ.









                                                                               

domingo, 2 de novembro de 2014

A ESCASSEZ DE ÁGUA

                                                                                   É   muito  preocupante  e todos  já  devem  ter  esse
conhecimento  com  o problema  hídrico,  a falta  de água  em  São Paulo,  é um  quadro que  requer  um
conjunto de  atitudes, ações  por parte  de  autoridades  e população   em  geral, isso  não é um  caso  só do estado paulista  mas em  São Paulo  chegou  a proporções  que  nem  as autoridades do governo   não
tinha a exata  dimensão  do problema,  se tinham foram  levando até  o  término  da eleição passada,   para
depois  dar a noticia  ao  povo  paulista:  estamos  com falta de água  e  temos racionamento.
                                                                                Isso  a gente chama  de  golpe  eleitoral,  ou  podemos
também dizer  de  crime eleitoral,  mas  uma pergunta  que não  quer calar, quem paga  essa conta?  esses
prejuízos  de toda ordem?
                                                                                Isso  é caso  de policia, caso  que está  sendo  levado
pela barriga  até chegar  a bendita  chuva. As  projeções mais otimistas dão  conta  que vai  chover   sim  no
Estado  de  São Paulo  mas   não  em  quantidade  suficiente pra resolver o  problema  da falta do líquido
precioso, a nossa  água de todos os  dias.
                                                                                Mas  há uma notícia boa, a região  nordeste,  tão    e
muito  criticada,  por  ser uma  região  atrasada,  de analfabetos, pessoas que  são  eleitores  do PT, estão
ajudando   São Paulo  que ironia, não?
                                                                              Digo  que,  essa  situação  de  pouca chuva  em algumas
regiões  brasileiras, não  é bom  e  já vem  trazendo  alguns  prejuízos  principalmente as pessoas  e  ainda
a empresas,  a economia como  um todo,  não  só a paulista  como a brasileira.
                                                                              Nós  não    temos  o  hábito  salutar  de  economizar,
fazemos   muitos  disperdicios  e  sempre  pensamos  que  tudo  é  infinito,  a água é um  bem  e ela  pode
acabar  sim.
                                                                              O  uso racional  desse  líquido, usando  de maneira bem
organizada e consciente  pode ajudar  e muito,  então pessoalmente  vamos  tomar essa  medida  é   uma
medida  pequena  mas  lá  na frente  terá um  grande  saldo  positivo pra todos.
                                                                             


sábado, 1 de novembro de 2014

SEMPRE É TEMPO DE CURTIR UMA MÚSICA

                                                                               Um  sábado, chuvoso,  pedindo uma companhia, pedindo  um  bom vinho, uma  boa música,  é  bom demais, então,  a música a eterna companheira  de
sonhos, é também uma  pedida gostosa  e que  devemos curtir,  para tanto selecionei algumas pra  vocês:
                                                                                             PENSE NISSO  ENQUANTO EU  VOS DIGO  ATÉ  AMANHÃ.

TENTATIVAS DE GOLPE AO GOVERNO DILMA

                                                              Nossa  democracia é jovem é uma  menina  um  pouco mais madura  mas sofre  sempre  com  os  destemperos de alguns que não  tem  a predileção   para democracia
com erros   ou acertos,  é ainda o  melhor  sistema  vigente.
                                                             Quem  viveu  os anos  de  chumbo,  como eu  vivi,  e sei  o  que
foi e tem  a  exata  noção do que fala.
                                                            Findo o encerrar do pleito no domingo passado  e  Dilma  ganhando
a eleição  forças  contrárias  e  não gostando   do resultado  começaram  logo  a agruparem-se  para de uma
maneira torpe  e vil tentar  macular  e golpear   a democracia, golpear os votos da legítima vencedora.
                                                            Temos  que estar atentos, todos aqueles que são democratas, penso
que  temos  que  zelar por  essa  jovem  democracia  que  tem sim  que aprimorar-se  com  seus  acertos  e
seus  erros  mas nunca voltarmos para  aquilo  que  nenhum  brasileiro quer, voltar a uma ditadura .
                                                            Os homens  grandes do PSDB, não tiveram atitudes  de democratas
querendo  ganhar  no grito e na falácia  um  vitória  do PT.
                                                            Prestem  atenção  nos noticiários, é uma orquestração  anti-PT  se
alguém  viu ontem no  Jornal Nacional  Bonner  falando do  governo  Argentino  sobre a  imprensa  do País
vizinho,  a Rede Globo  com  certeza,  irá  amplificar uma campanha  contra o  governo  da  presidenta  de
todos os brasileiros, Dilma Rousseff,  é  da democracia, ganhou  no  voto.

                                                         
                                                         

NÃO TENHAMOS MEDO DE AMAR

"É preciso te falar das minhas noites De angústias e dor Só o tempo é quem vai dizer Quem vai perder no jogo do amor Eu não quero mais ...